Como a Mídia Social Mudou a Forma de Fazer Notícia

Como a Mídia Social Mudou a Forma de Fazer Notícia

As mídias sociais estão mudando a forma de como as notícias são divulgadas, mas algumas regras antigas ainda prevalecem. Segundo Aaron Davis do Washington Post, se você está em uma reunião e escuta um “furo” exclusivo e na sala não há outros jornalistas presentes, e a notícia nunca foi divulgada nas redes sociais, guarde-a para você.

Davis cobre política e governo e, recentemente, esteve no Society of Professional Journalists Panel com dois outros colegas para discutir os desafios de cobrir a capital dos Estados Unidos.

“A internet mudou a forma de divulgação das notícias”, Davis menciona que o jornal Washington Post sempre considera o timing para suas publicações. “O planejamento virou de cabeça para baixo”.

Muitas das principais notícias do Washington Post são colocadas on-line logo cedo – perto das 06:00 ou 07:00 – literalmente, quando as pessoas estão acordando para ler as notícias em seus smartphones. O próximo grupo é liberado pouco antes do almoço, quando os leitores de novo estão on-line para ver o que está acontecendo.

A estratégia se intensifica ainda mais quando se trata de segurar notícias que poderiam ser publicadas no período da tarde ou até mesmo considerar divulga-las na manhã seguinte.

Publicar no impresso ou on-line? Dicas para novos jornalistas

Dicas para novos jornalistasDevemos considerar a experiência do leitor.

O que é uma tendência no Washington Post on-line não pode ser uma notícia adiada para publicação impressa de primeira página no dia seguinte. A escolha depende de como o dia se desenrola, diz Davis.

Washington não é única – é como qualquer outra cidade com uma infinidade de notícias locais.

Então, o que ela tem a oferecer quando falamos de cobertura local? Se você responde política, não está errado, mas saiba que o DC está repleto de outras notícias.

Segundo Kavitha Cardoza, repórter que cobre educação na rádio WAMU (FM) de Washington e é membro do corpo docente do Departamento de Comunicação da American University, diz que a estação está adicionando novos “ritmos”.

Entre eles, raça e etnia agora tem seu espaço. Antes, o WAMU dividia notícias de acordo com a geografia, com profissionais cobrindo estados diferentes como Maryland e Virginia.

O Washington Post também pensa no DC como uma cidade em transição – visualizando economia e sociedade, diz Davis.

“A questão racial no DC é uma questão bastante interessante”, diz ele, acrescentando que a cidade costumava ter uma maioria negra. “Agora não tem maioria, mas ainda é muito segregada”.

Twitter para anotações

Cuneyt Dil, fundador da newsletter District Links e freelancer em The Current Newspapers, diz que ele fica atento às notícias em desenvolvimento. Sejam elas sobre os bairros do distrito frente a um grande progresso ou sobre empresas, Dil sempre quer “encontrar o ângulo do DC”.

The Washington Post, Davis traz uma analogia usada por outro jornalista que uma vez o surpreendeu:

“Use o Twitter quase como o seu caderno de notas”, disse Davis. “Tweet sobre as coisas mais interessantes, permitindo que os leitores fiquem informados sobre todos os fatos quase tão rápido quanto você. Em seguida, volte e crie uma notícia”.

No painel, ele se despediu com um conselho para os novos jornalistas que estão entrando para começando a ingressar nessa atividade:

  • Construa um público no Twitter. Tenha um perfil online que fale sobre você.
  • Saiba como fazer tudo. Familiarize-se com áudio e vídeo. Tire fotografias. Seja capaz de construir imagens.
  • Conheça o seu ofício. Cardoza acrescentou que estagiar em um veículo impresso é difícil. “Você deve começar pelo impresso”, diz ela. “Às vezes, vejo jovens estagiários que querem ser jornalistas, mas eles estão muito focados em mídias sociais. Existem princípios básicos do jornalismo que você tem que saber”.
  • Escreva rápido. Na mesma rapidez que escreve, você deve ser capaz de conquistar as pessoas; sua escrita deve chegar ao editor rápido. “Não conte com a publicação para você ser melhor”, diz Davis. “Você tem que ser melhor”.

Texto traduzido e adaptado do Blog Beyond Bylines, publicado por Christine Cube no dia 18 de maio de 2016. Christine é Gerente de Relacionamento com a Mídia da PR Newswire.

Tradução e adaptação: Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

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O Avanço das Dashcams, Jornalismo Investigativo e Mais

Bem-vindo a mais recente edição do Around the Wire, post da PR Newswire sobre jornalismo, blogs e histórias de freelancers da semana passada.

O Avanço das Dashcams, Jornalismo Investigativo e Mais

#1 – Acidente do TransAsia e o Avanço das Dashcams no Jornalismo
Christian Science Monitor

O Avanço das Dashcams, Jornalismo Investigativo e MaisInicialmente utilizado como um meio de proteção a motoristas na Rússia, as dashcams têm aumentado a sua popularidade com mais novidades de captura em vídeos. Na semana passada, por exemplo, um dashcam capturou a queda livre do vôo GE235 da TransAsia. E não é a primeira vez que algo dramático foi capturado a partir do painel de um veículo. No ano passado, um meteoro foi visto cruzando o céu. Ecoando a natureza expansiva de cobertura de notícias de hoje, essas câmeras tendem a capturar o que antes era inimaginável.

 

 

 

#2 – O que é o Jornalismo de Dados
Vox

O Avanço das Dashcams, Jornalismo Investigativo e MaisA Vox começa a abordar o reino do data jornalismo. Eu me perguntei: O que é isso? Simplesmente é “o jornalismo baseado em dados”. Considerando que o jornalismo tradicional pode ser derivado de uma série de fatores, nesse caso, é estritamente a partir de dados cultivadas sobre um determinado assunto.

A parte interessante do plano da Vox é o seu objetivo de criar uma equipe interativa interna e, ao mesmo tempo, utilizar o público nesse processo.

 

 

 

#3 – Surpresa! Recursos Escassos Preocupa Jornalistas Investigativos
Poynter

O Avanço das Dashcams, Jornalismo Investigativo e MaisTodos nós temos preocupações no local de trabalho em relação a nosso sucesso. Para os jornalistas investigativos, a preocupação atual é a falta de recursos. Tanto é assim que outras questões abordadas no mais recente estudo do Centro de Pesquisas Pew nem sequer apareciam no mesmo patamar, e muito menos estagnadas.

 

 

 

 

 

#4 – Site da Fox News Publica Vídeo da Execução do EI na integra
The New York Times

O Avanço das Dashcams, Jornalismo Investigativo e MaisIsso está lentamente se tornando um tema este ano. O que é apropriado para fontes de notícias anexarem aos seus produtos? No início do ano, organizações discutiram se devem ou não postar imagens de Maomé, pensando no caso do tiroteio no Charlie Hebdo. Esta semana, as imagens horríveis da execução de um piloto jordaniano pelo EI voltou a essa questão. A Fox News escolheu postar o vídeo inteiro, sem edição. O único grande veículo de comunicação a fazer isso, se destacando com uma posição ousada. Será que não importa o contexto para relatar e distribuir imagens, ou não há necessidade de critérios? Alguns argumentam que isso vai contra os princípios do próprio jornalismo.

 

 

#5 – Media News and Moves da semana de 2 de Fevereiro
PR Newswire’s Media Moves

O Avanço das Dashcams, Jornalismo Investigativo e MaisO Media Moves mantém você atualizado com “quem foi para onde” no mundo dos meios de comunicação. A edição desta semana inclui as promoções no Chicago Tribune e The Wall Street Journal, um complemento para no metro desk do The New York Times e as caras novas do pessoal da The New Republic.

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Este texto foi traduzido do post escrito por Ryan Hansen no Blog Beyond Bylines, no dia 06 de fevereiro de 2015.

Ryan Hansen é Pesquisador de Audiência da PR Newswire.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire