4 Dicas de Sucesso para Enviar um Press Release

Você criou uma peça de conteúdo, colocou uma foto ou um vídeo, publicou em um site ou blog e a compartilhou nas redes sociais. Agora, o que fazer?

4 Dicas de Sucesso para Enviar um Press Release

Se você quer que o conteúdo vá além das pessoas que conhecem a sua marca e constantemente visitam seu site, é hora de explorar outros canais de promoção, como a distribuição de press releases.

Agregar outro canal para sua campanha de marketing sempre é um tanto atraente. E se a distribuição de notícias wire é nova para você, talvez não saiba por onde começar. Por isso, aqui estão algumas dicas que te ajudarão a navegar pelo mundo wire para que consiga obter os resultados desejados.

#1 . PRESS RELEASE – POR QUE CRIAR E PROMOVER CONTEÚDO

Se perguntarmos para 100 pessoas diferentes “qual o objetivo da sua estratégia de conteúdo?”, provavelmente teríamos 100 respostas diferentes: ter mais awareness, conquistar a cobertura da mídia espontânea, gerar tráfego para um site, aumentar as vendas, promover um pensamento ou só para seguir o protocolo da empresa.

Identificar o “por que” ajuda a empresa que fará a distribuição wire a determinar os melhores canais para compartilhar conteúdo.

Por exemplo, alguém que queira maximizar o potencial da mídia espontânea ficaria surpreso em saber que os jornalistas não só recebem conteúdo por só um canal, mas podem estar inscritos em vários, incluindo as mídias sociais, listas de e-mail, feeds RSS, no Google Alerts, portais internos de notícias, etc. E talvez prefira diversos tipos de conteúdo dependendo do canal.

Saber por que você está promovendo seu conteúdo também te ajuda a estabelecer como mensurar o seu sucesso. Se sua meta é levar pessoas até um site, então o sucesso será determinado pelo tráfego do site, ao contrário do número de likes ou o volume de comentários que teve nas redes sociais.

4 Dicas de Sucesso para Enviar um Press Release

#2 . PRESS RELEASE – O QUE ENVIAR

Não temos palavras para dizer o quão importante é garantir que seu conteúdo esteja bem escrito, tenha elementos multimídia e algum tipo de “gancho” que intriga, entretém e informa o público.

Desde notícias de companhias públicas até o contente marketing e novas posições ideológicas, a qualidade do que está promovendo é um dos principais fatores para alcançar seus objetivos.

O público e os jornalistas recebem uma grande quantidade de conteúdo, por isso o seu deve se destacar dos demais.

Não sabe como fazer? Como disse Danielle Capriato em seu texto, sua empresa de distribuição de releases pode te aconselhar em outros aspectos da sua estratégia de marketing fora a própria distribuição.

#3 . PRESS RELEASE – PARA ONDE ENVIAR

Normalmente escutamos dos clientes que eles querem saber quantos destinatários (sites, jornalistas) estão incluídos na distribuição. No entanto, há momentos onde é mais importante focar na qualidade dos receptores do que na quantidade da distribuição.

Mesmo que os números possam fazer a diferença – especialmente quando se compara uma rede com 10 receptores com uma com 10 mil – chegar as pessoas certas será mais eficaz e ajudará a alcançar seu objetivo.

Se você for de uma empresa fitness e sua meta é chegar e obter cobertura de uma revista específica, e que acredita estar voltada para seu público, você deve saber se a empresa que distribuirá seu conteúdo abrange esse veículo e com quais circuitos de distribuição.

Você também quer ter certeza que está atingindo parte do público de nicho e outra parte de interesse geral.

A distribuição de conteúdo, para o que pode ser considerado “sites gerais”, inclui jornais nacionais e blogs não focados em mercado. Isso faz com que outros jornalistas e consumidores possam estar interessados no seu conteúdo.

Por exemplo, um repórter pode cobrir finanças para o New York Times, mas escreve sobre notícias de astronomia em outro site. Mantenha sua mente – e suas opções de distribuição – aberta para a possibilidade que alguém pode ter seu feed configurado para receber informações das mais diferentes fontes que cobre.

#4 . PRESS RELEASE – QUANDO PROMOVER

Se conseguir a atenção da audiência com apenas um conteúdo inicial, não pare por ai. As pessoas estão interessadas pelo seu conteúdo e querem saber se terá mais e quando.

Inclusive para um fluxo de conteúdo semiconstante é aconselhável um press release.

Com o tempo, programar múltiplas promoções para seu conteúdo te ajudará a reforçar a sua mensagem e a atrair o novo e o público já cativo.

Promover conteúdo não tem por que ser complicado, assim como mostra a empresa de inteligência de MarketResearch.com em nosso case mais recente: MarketResearch.com: A Content Distribution Case Study. O case diz como a equipe de Customer Content Service da PR Newswire trabalhou para criar uma campanha com múltiplos comunicados que direcionaram a milhares de clicks e acessos à página de produtos, centenas de ações sociais e 260% mais tráfego do que outros sites de pesquisa de marketing juntos.

Se planeje com antecedência, considere suas opções de distribuição e estará no caminho certo para alcançar seus objetivos de marketing de conteúdo.

Texto traduzido do Blog Beyond PR, publicado por Alexa Hoffman no dia 23 de julho de 2015. Alexa é Gerente de Produtos para os Estados Unidos da PR Newswire.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

 

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2014 Review – Plágios, Drones e Medo no Jornalismo

Com 2014 chegando ao fim, é hora de olhar para trás e refletir sobre o ano que passou e sua influência no que está por vir. Ao longo das próximas semanas, vamos voltar no tempo e olhar não apenas para o que aconteceu no noticiário, mas também no que acontecerá.

2014 Review - Plágios, Drones e Medo no Jornalismo

Algumas das notícias mais interessantes de 2014 foram sobre o próprio noticiário, também dependemos dele, da mídia, para receber essas informações. Este ano trouxe controvérsias e conflitos no jornalismo, incluindo alegações de plágio, as implicações do “drone jornalismo”, e os perigos enfrentados pelos freelancers que cobrem conflitos em terras estrangeiras.

PLÁGIO DESCOBERTOS

As alegações de plágio do BuzzFeed sobre o político escritor / editor Benny Johnson foram, sem dúvida, uma das maiores histórias do mundo da mídia.

Tudo aconteceu muito rápido. Em uma semana em Julho, alguns usuários do @blippoblappo e @crushingbort da ourbadmedia.wordpress.com divulgaram a história e dentro de alguns dias, BuzzFeed conduziu uma rápida investigação onde descobriu 41 casos de plágio. A empresa demitiu Johnson no fim da semana e emitiu um pedido de desculpas aos leitores.

No pedido de desculpas, o BuzzFeed abordada a evolução do site em uma fonte de notícias globalmente reconhecida agora sujeita a padrões mais elevados de relatórios.

“BuzzFeed começou há sete anos como um laboratório de conteúdo”, escreveu Ben Smith do BuzzFeed. “Os nossos escritores não têm formação jornalística e não foram treinados para os padrões jornalísticos tradicionais, porque não fazíamos jornalismo. Mas isso começou a mudar ao longo do tempo”.

Enquanto BuzzFeed pode achar que esse capítulo foi encerrado, isso levantou outras questões sobre o desafios dos editores em detectar plágio, em mercados tradicionais ou não.

Por exemplo, você sabia que existem diferentes tipos de plágio? A Poynter oferece dicas para ajudar a identificá-los. A Associação de Notícias Online (#ONA14), também compartilhas dicas de como evitar o plágio.

Enquanto isso, as ironias sobre a história do BuzzFeed não terminam por aí. Johnson foi contratada pela National Review como seu primeiro editor de social media. National Review é citada como uma das publicações que Johnson pegava informações.

DRONE JORNALISMO – NO AR E EM NOSSAS MENTES

Sim, os mesmos drones que a Amazon está propondo para entregar pacotes, algumas agências de notícias querem usa-los para tirar fotos e fazer vídeos em áreas atingidas por catástrofes naturais, como furacões e tornados.

A NPR All Tech Considered informou em maio como a Little Rock, a Arkansas ABC afiliada, e a KATV conseguiram capturar os danos de um tornado a 150 pés no ar usando um drone com uma câmera acoplada. Os pesquisadores do Drone Journalism Lab (sim, existe esse tal lugar) vêm testando como drones podem ser usados para produção de notícias. O laboratório foi criado em Nebraska na Universidade Lincoln de Jornalismo e Comunicação de Massa em novembro de 2011.

No início deste ano, a ideia de usar drones ou “sistemas de aeronaves não tripuladas” (UAS), com o objetivo de produzir notícias, ganhou notoriedade quando as perguntas da Primeira Emenda foram levantadas após a FAA proibir as redações de usarem um UAS sem autorização.

2014 Review - Plágios, Drones e Medo no Jornalismo

Várias das principais organizações jornalísticas, incluindo a Associated Press, New York Times, e outras se uniram para se colocarem contra a proibição da FAA, sob a forma de uma emenda com o Conselho National de Trafego e Segurança que diz que o uso de drones no jornalismo deveria ser distinguido do uso comercial de drones e, portanto, merece proteção à Primeira Emenda.

As redações em todo o país estão aguardando ansiosamente a decisão da FAA. Para ajudar o processo, a CNN e a Georgia Tech uniram forças para examinar e “entender melhor as oportunidades de veículos aéreos não tripulados (UAVs) presentes em empresas jornalísticas, e para explorar as questões de acesso e de segurança que precisam ser tratadas como parte de qualquer novo marco regulatório”.

O Congresso precisa da FAA para integrar drones no espaço aéreo dos Estados Unidos no próximo ano. Vamos ficar de olho nessa história e providenciar atualizações sobre novos desenvolvimentos em 2015 (leia sobre a decisão de 10 de dezembro da FAA sobre a Reuters.com). Por enquanto, uma coisa é certa – o jornalismo drone não está perdido.

O MEDO DO JORNALISTA FREELANCER

As trágicas mortes dos jornalistas freelancers James Foley e Steven Sotloff por militantes islâmicos na Síria foram tanto uma volta de eventos profundamente assustadores e tristes. Suas mortes reacenderam os temores entre os freelancers que enfrentam e cobrem o conflito sírio e em zonas de perigos semelhantes.

“A Síria tem sido o país mais perigoso do mundo para jornalistas nos últimos dois anos”, diz o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), acrescentando que “pelo menos outros 70 jornalistas foram mortos cobrindo o conflito por lá, inclusive alguns que morreram ao longo da fronteira entre o Líbano e a Turquia”.

O CPJ está comunicando as empresas jornalísticas para reconhecer o risco que estes jornalistas enfrentam e intensificar os seus esforços para protegê-los.

“É hora das redações, que por motivos financeiros e de responsabilidade, quererem uma relação estritamente de pleno interesse com seus freelancers, de reconhecer que elas devem ter cuidado ao encorajar aqueles que são enviados à linha de frente”, diz a agência.

Assim, que medidas podem ser tomadas para proteger os jornalistas em situações de alto risco, especificamente freelancers que estão, praticamente por conta própria, contando histórias em partes inseguras do mundo?

A MediaShift da PBS diz que um plano de comunicação é essencial e descreve os elementos cruciais que devem ser parte do plano – ter o contato de uma pessoa de confiança, informações detalhadas de contato, e um cronograma de check-ins estabelecido. Um plano bem pensado pode salvar uma vida.

Interessado em notícias sobre questões de mídia, tendências e outras atualizações? Cadastre-se na newsfeed sobre mídia na PR Newswire para Jornalistas. Você também pode se inscrever para o Blog Beyond Bylines na barra lateral ou adicionar o nosso feed RSS para saber as tendências de mídia, ver entrevistas, consultar perfis de jornalistas do blog, tudo isso enviado diretamente para seu e-mail ou leitor de feeds.

Texto traduzido do post escrito por Danielle Ferris no Blog Beyond Bylines, no dia 17 de dezembro de 2014.

Brett Simon é Gerente Sênior da equipe de Relacionamento com a Mídia da PR Newswire. Siga @savsimon.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

A Evolução da Mídia e seu Impacto em Relações Públicas

Tradicionalmente, as redações atingiam o público por meio de um canal e mediam o sucesso da história pelo seu impacto na comunidade local. Entretanto, tudo isso mudou, diz Ellyn Angelotti, diretora de Programas Personalizados do Poynter Institute for Media Studies. Agora, o público acessa os meios de comunicação usando diversos canais. Além da imprensa tradicional e da transmissão, as redações mantém sites mobile ou não, aplicativos para tablet, blogs e mídias sociais. A comunidade se diversificou e o impacto é medido em escala maior.

Media Evolution PR

Angelotti, que também ensina mídia social e legislação no Poynter, juntou-se ao diretor de Circa News David Cohn, o editor de dispositivos móveis/tablet do Washington Post Theodore Kim e a moderadora Sarah Skerik para uma discussão sobre como as redações estão se adaptando ao ambiente, em constante mudança, da mídia.

No Washington Post, diz Kim, a avaliação do sucesso da história depende dela própria. Embora a meta final da publicação seja provocar mudanças positivas no governo e na sociedade, o Post oferece seções de notícias e mais de 30 blogs sobre temas variados. Uma história de entretenimento ou de esportes pode ser guiada por medidas diferentes.

Cada seção é olhada além das métricas universais para se descobrir como o engajamento é influenciado pela produção humana.  O Post analisa o número de cliques recebidos por uma notícia para determinar se há algo na experiência do usuário, no título ou no enredo da história que funcionaram bem e que podem ser replicados ou melhorados.

Kim esclareceu, no entanto, que é importante lembrar que cada redação, do Huffington Post e New York Times ao Dallas Morning News, tem diferentes estratégias de receita e formas de ver o público. Por exemplo, enquanto a notícia comumente é pensada como uma corrente de mão única, Cohn e Circa consideram-na como uma relação de ida e volta entre o meio de comunicação e o público.

O aplicativo móvel de notícias mede o sucesso com base numa única medida. Quando o leitor está no aplicativo, ele pode “seguir” uma história que lhe interesse. Na próxima vez que o usuário visitar o aplicativo, a equipe de Cohn o apresentará atualizações com base no que mudou desde sua última visita.

Manter-se a par do que os leitores consomem permite que o aplicativo personalize e ofereça a melhor experiência possível, e assim construir um relacionamento a longo prazo.

 

O IMPACTO DAS MÉTRICAS SOBRE OS JORNALISTAS E REDAÇÕES

Embora um jornalista possa estar mais focado em atender o público do que prever métricas, fica claro que elas têm impacto sobre como contar histórias e sobre o papel dos jornalistas ao longo do tempo.

Uma dessas mudanças é o rompimento na estrutura da pirâmide invertida. Kim citou a popularidade da publicação 9 perguntas sobre a Síria que você tinha muita vergonha de perguntar (Washington Post) e como ela preencheu a lacuna entre o modo antigo e o novo jeito de se contar histórias.

Por outro lado, a história atende ao papel tradicional da mídia de instruir o público sobre um tema importante e complexo. No entanto, a execução teve uma nova abordagem. O título foi escrito para ser compartilhado nas mídias sociais e o formato da história fragmentou o texto em 9 pequenos itens com conteúdo.

Circa, igualmente, encontrou o sucesso organizando as informações das notícias em grupos: fatos, citações, estatísticas, eventos e imagens. Esses formatos de “fácil digestão” estão ganhando popularidade porque o público quer chegar ao centro da questão rapidamente. As medições entram no jogo para determinar quais histórias devem ser publicadas.

O interesse jornalístico costumava ser decidido pelos editores e redatores, disse Angelotti. Mas com maior frequência, vemos agora ele ser decidido pelo que as redes sociais das redações e o público online estão falando.

Kim concorda, porém com uma advertência. Se todos estão falando de alguma coisa nas redes sociais, uma organização jornalística deve prestar atenção a isso; no entanto ela pode ou não ser de interesse jornalístico.

Temos que ter em mente que o número de usuários ativos nas mídias sociais é uma fração da população mundial, diz ele.  Se algo está sendo comentado no Twitter, a tendência é pensarmos que todos estão falando sobre o assunto. Porém, nem sempre é o caso.

Por isso, a maioria dos jornalistas usa toda e qualquer ferramenta imaginável: Eles têm múltiplas colunas no Tweetdeck ao mesmo tempo. Filtram e-mails de entrada e ficam de olho nos alertas do Google News, em buscas gravadas e nos outros sistemas de notificação da redação.

Como Angelotti precisamente coloca: “Jornalistas deixaram de ser apenas contadores de história e serão os responsáveis por dar sentido as informações”.

É de responsabilidade do jornalista, examinar o volume de informações, verificá-las, adicionar conteúdo e dar ao público os recursos para pensar criticamente.

COMO RP PODE CONTRIBUIR NO PROCESSO DE COLETA DE INFORMAÇÕES?

Kim estima receber 600 a 700 e-mails por dia. De forma conservadora, 10 desses e-mails são abordagens relevantes para histórias.

Para melhorar suas chances e fazer com que seu e-mail seja um dos relevantes, é importante compreender o público do jornalista. Os jornalistas se desenvolvem em um nicho ou especialização. Eles conhecem e compreendem quem é seu público e como atendê-los. “Se sua abordagem consegue estar em sincronizar com isso, é muito melhor”, diz Cohn. “Se não se encaixar, seu e-mail será como arranhar uma lousa, irritante”.

Angelotti diz que uma abordagem é mais convincente se você for além das informações estereotipadas e contar uma história. Um bom jornalista tomará isso como uma primeira etapa para ir adiante. Eles podem não usar sua versão da história, mas o processo a que se submete para pesquisar, elaborar e aprimorar a narrativa da sua marca cria uma percepção valiosa.

O mesmo serve para multimídia, diz Kim. Embora seja útil ter imagens e vídeos disponíveis, muitos repórteres não usarão seu pacote de vídeos no seu todo. É importante tornar seus materiais editáveis e fáceis de serem modificados.

Os palestrantes concordaram que a melhor forma para sua história ser ouvida é construir um relacionamento com o jornalista. “Pergunte-se: Quantas vezes você se envolveu com um repórter no Twitter? Você retuitou e leu o material dele?”, sugere Kim.

Uma coisa é clara: Embora o jornalismo e as relações públicas estejam em constante mudança, sem a construção de relacionamentos você não chegará a lugar nenhum.

Confira o Webinar on-demand sobre a evolução da mídia: The Media Evolution Webinar.

Este texto foi traduzido do post escrito por  Amanda Hicken no Blog Beyond PR, no dia 27 de março de 2014.

Como gerente de relações de mídia da PR Newswire, Amanda Hicken gosta de ajudar jornalistas e bloggers a personalizar as notícias que recebem no PR Newswire para Jornalistas. Siga-a no @PRNewswire e @ADHicken.

Mídias Sociais: Lições do New York Times úteis para sua empresa

Este texto foi traduzido do post escrito por  no Blog Beyond PR, em 15 de janeiro de 2014.

2013 foi um grande ano para o a equipe de mídia social do The New York Times: eles contrataram três editores para seu time, expandiram seu papel ao twittar notícias, e o @NYTimes conseguiu cerca de 5 milhões de novos seguidores.

Na semana passada, eles foram ao Nieman Journalism Lab para refletir sobre o que funcionou e o que não. Embora esse post seja direcionado para as redações, muitas lições podem ser adaptadas pela equipe de mídia social de qualquer organização.

NEW YORK TIMES_TWITTER

Elemento Humano da Mídia Social

A automação nas mídias sociais tem algumas vantagens – ajuda a manter seu feed ativo durante a noite ou em dias que a sua equipe não é capaz de twittar de forma consistente.

No entanto, como a equipe do NYT aprendeu com os erros da automação, “nossa conta do Twitter está melhor com nossa equipe”.

Quando um título é auto-twitado sugerindo “Andy Murray da Escócia era Inglês”, há um efeito “bola de neve” que não teria acontecido se um editor de mídias sociais estivesse lá. A equipe do NYT capturou e rapidamente corrigiu erros semelhantes.

“Quando as nossas mãos cuidam da alimentação”, publicou o @NYTimes, “erros como esse ou não acontecem ou têm um impacto menor”.

Ao invés de tweetar automaticamente seus posts no blog assim que são publicados, faça com que sua equipe de mídias sociais revise e faça o tweet manualmente. Além de encontrar erros evidentes que o autor original pode não ter visto, eles também podem sugerir algo melhor para o tweet.

O melhor título nem sempre faz os tweets mais interessantes. Por exemplo, o título “A vítima do Rock ‘n’ Roll que se tornou um herói de Guerra” não obteve grande desempenho como a reescrita pelo @NYTimes: “Ele foi expulso de ambos Nirvana e Soundgarden. Em seguida, se tornou um herói de guerra.

Monitorar o tweet original ajudou o @NYTimes a ver que eles precisavam de uma abordagem para mídias sociais.

Tweet o que é interessante e útil para seu público

Não é uma surpresa, mas as notícias de última hora sobre a Maratona de Boston, decisões do Supremo Tribunal, George Zimmerman e Nelson Mandela estão entre as mais clicadas e retwitadas no último ano.

Historicamente o público tem o costume de acompanhar o The New York Times quando acontecem grandes eventos para manter-se informado e atualizado. É o que o público espera da edição impressa, online e nas mídias sociais.

Posteriormente, o balcão de mídias sociais do The New York Times funciona, em conjunto e não separadamente, com a principal mesa editorial. “Eles coordenam seus repórteres e editores para tweets alinhados com a sua cobertura de notícias”.

Nós dizemos isso o tempo todo: Conheça o seu público. Saiba por que ele procura você e como seus produtos e serviços podem ajuda-lo. Saiba o que é interessante e escolha o conteúdo de suas mensagens para mídias sociais que reflitam isso.

Assim como a equipe NYT coordena sua mesa editorial, sua equipe de mídia social deve estar alinhada  ao time de produtos, atendimento ao cliente, vendas, marketing e relações públicas. Todos irão desenvolver um melhor entendimento sobre o público da sua empresa, e você fornecerá um conteúdo muito mais consistente e útil em todas as plataformas.

Não perca seu tweet na desordem

O The New York Times fez experimentação com seus tweets, ocasionalmente colocando posts espirituosos ou provocativos sobre a história, tentando levar as pessoas a clicar.

Mas, eles aprenderam que um tweet simples que define claramente as expectativas para o artigo era muitas vezes mais eficiente. Se os leitores pudessem entender rapidamente do que se tratava, eles eram mais propensos a clicar.

Ao escrever tweets, títulos e parágrafos engraçados, bonitinhos ou chocantes podem atrair a atenção dos leitores. Porém, não deixe que ele vá longe demais e roube a atenção da verdadeira história.

Revisitar e reciclar – com restrições

Mesmo um tweet bem escrito pode se perder no volume de outros tweets. E às vezes uma pessoa pode ver um tweet que lhe interessa, mas voltará para ler em um momento mais conveniente.

É por isso que The New York Times programa muitos tweets sobre um mesmo artigo. Eles descobriram que os tweets programados para sábado e domingo têm um clique-por-tweet muito maior.

Fins de semana podem não parecer atraentes para a mídia social da sua empresa. No entanto, todos podem se beneficiar experimentando horários dos tweets. Programe o mesmo tweet durante toda a semana em diferentes momentos do dia. Depois, monitore os resultados para identificar um padrão com maior engajamento.

Porém, como o próprio The New York Times adverte, mostre moderação. Não programe cópias para tudo. Preste atenção nos tweets que melhor funcionaram assim que publicados, e escolha os tweets com links para o conteúdo mais interessante e perene.

Lições da Rede de Distribuição pelo Twitter da PR Newswire

Nós tentamos seguir essas práticas não só no @PRNewswire, mas também na Rede de Distribuição pelo Twitter composta por quase 50 contas com notícias de vários setores.

O elemento humano desempenha um papel importante no sucesso dessas contas. Do @PRNpolicy ao @PRNtech, uma equipe de embaixadores de mídias sociais, que são voluntários de toda a empresa, fazem a curadoria de conteúdo relevante para a conta no Twitter correspondente ao tópico da indústria. Os curadores se oferecem para cobrir temas que sejam do seu interesse, pois eles entendem o que o público espera do conteúdo, já que fazem parte desse público.

“Nossos curadores voluntários fazem parte da comunidade/tópico sobre o qual twitam”, diz Victoria Harres, VP de Desenvolvimento de Audiência e Mídias Sociais da PR Newswire. “A maioria deles é apaixonada pelo conteúdo que trabalha”. Nossa rede curadores do Twitter foi a razão pela qual a PR Newswire ganhou o prêmio “2013 IMA Impact award for Twitter”.

Conteúdo Wire também aparece nesses feeds por meio do nosso serviço SocialPost (serviço disponível somente nos Estados Unidos)

Nossos clientes fornecem o tweet que é enviado por meio de 3 de nossas contas no Twitter com um link para seu comunicado de imprensa . Os tweets são distribuídos e organizados com algumas horas de intervalo para aumentar sua eficiência.

Nós encorajamos os clientes a seguir as melhores práticas descritas acima ao escreverem seus tweets. O título do press release pode ser usado como tweet desde que seja curto e interessante. Porém, quando olhamos para os seis meses de dados do SocialPost, um dos links mais clicados pertencia a um tweet que teve uma abordagem diferente do que o título de seu press release: “Como lidar com uma emergência médica” foi reescrito no SocialPost como “Encontre dicas para lidar com emergências médicas neste infográfico fácil de usar”.

Para conseguir que as notícias da sua empresa apareçam na Rede de Distribuição no Twitter da PR Newswire, selecione SocialPost em nosso News Release Form. Outras dicas sobre como escrever um tweet podem ser encontradas no Knowledge Center da PR Newswire.

Amanda Hicken é a Gerente de Relacionamento com a Mídia e membro da equipe de Mídias Sociais da PR Newswire. Você pode encontrar ela no Twitter em @PRNewswire e @ADhicken, bem como no PR Newswire Pulse Tumblr.

Junte-se a nós para um webinar grátis intitulado: “Newsworthiness: New Context & Opportunities for PR”, e que acontecerá dia 23 de janeiro. O que é interessante? A própria definição de “notícia” está mudando, e essa evolução cria a oportunidade para os profissionais de relações públicas para criar conteúdo oportuno que ganha credibilidade, ganha mídia e gera  relevante visibilidade para as marcas. Chegando as páginas jornalísticas e de marketing de conteúdo dos paybooks, este webinar incluirá uma discussão sobre a evolução da notícia, como mapear os recursos dentro de sua própria organização e formas de identificar diferentes oportunidades para um departamento de PR que podem ser capitalizadas.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Mídias Sociais: Uma possível ameaça à imprensa tradicional?

Com o avanço das mídias sociais, as grandes empresas ganharam um forte aliado, à medida que podem responder imediamente às críticas, sejam de consumidores, empresas ou da mídia. Nas últimas semanas, um fato supreendente ganhou as manchetes nos Estados Unidos na questão de empresas versus imprensa.

John Broder, do New York Times, realizou um test drive em um carro da Tesla Motors. Em sua publicação, o autor apontou diversas falhas no carro. Quase que imediatamente, a empresa falou sobre o assunto em seu blog, onde o CEO da Tesla, Elon Musk, respondeu aos questionamentos e trouxe os dados do veículo: “Quando os fatos não foram de acordo com sua opinião, ele simplesmente mudou os fatos”.

Imprensa vs medias sociais

Em seguida, John Broder escreveu nova matéria sobre o assunto. Assim, a discussão continua, com o embate entre o NYT e a Tesla. Há alguns anos atrás uma situação como essa causaria grandes danos à uma empresa. Sem as mídias sociais, a imprensa tradicional publica suas versões da realidade, impactando totalmente na formação da opinião pública.

Hoje é bem diferente. As empresas, além de terem o espaço para exporem imediatamente seu lado da história, atualmente ao dar suporte quase que imediato às suas conexões, fidelizam ainda mais os clientes, tornando-os verdadeiros embaixadores de sua marca. Isso pode ser comprovado no caso da Tesla, onde diversos clientes saíram em sua defesa. Há pouco tempo atrás, o público estaria do lado do jornal.

Mas o que isso pode significar para a imprensa tradicional? Provavelmente uma exigência de maior cautela e responsabilidade, no mínimo. Se antes só apenas as empresas estavam na mira dos internautas, hoje a imprensa também está. Na lógica de que os internautas se tornam de certa forma guardiões de tudo o que acontece no virtual e real, então, assim não são só as companhias que podem ter sua reputação arranhada, os veículos impressos também estão sujeitos a isso.

Quanto ao caso Tesla versus New York Times, ainda nada foi esclarecido, e muito irá acontecer. O que fica de lição é a importância da responsabilidade do que é publicado, uma vez que você está muito mais propenso à críticas. Do lado das empresas, ao seguir simples passos como comunicação direta, transparente e imediata, você evita possíveis danos à imagem de sua corporação.

Fique por dentro da história:

Inspiração: Blog Beyond PR

Por Marina Landert, Coordenadora de Análise de Conteúdo de Mídia
PR Newswire