Profissão Jornalista – Entrevista com Pierre Saint-Arnaud

Não importa onde você as encontre, é provável que pelo menos algumas das notícias que você lê todos os dias tem origem na The Canadian Press (CP), um serviço newswire editorial que abastece veículos de mídia inscritos com notícias completas e publicadas diretamente em suas próprias edições. O jornalista Pierre Saint-Arnaud fornece ao Canadá notícias de última hora diariamente, muitas vezes trabalhando em várias histórias ao dia. Siga ele: @psaLaPC.

Profissão Jornalista - Entrevista com Pierre Saint-Arnaud

O que difere entre um jornalista wire de um jornalista de um único veículo?

Nosso principal leitor não é o público em geral – são jornalistas em redações de meios de comunicação que se inscrevem em nosso serviço. Então, nós andamos em uma linha muito mais fina… quando fazemos algo errado, somos cobrados por isso. Assim, nosso trabalho é regido por normas muito rigorosas.

Se comete um erro, ele é reproduzido em várias publicações inscritas – algo que não queremos que aconteça. Se apenas um veículo de comunicação recebe algo errado, é fácil de resolver: eles podem corrigi-lo na próxima edição ou transmissão. Mas, se erramos, a correção deve ser feita em cada um de nossos membros e para seus públicos também.

Por exemplo, com um elemento da notícia sabemos a identidade da vítima, mas não podemos publica-la até que seja confirmada por uma fonte oficial. Conseguir a informação não é uma prioridade urgente para nós – o que é importante é fazer direito.

A mídia social aumentou a pressão sobre as notícias de última hora (Breaking News)?

Não para nós. A pressão é manter presença nos canais sociais. No The Canadian Press não temos nosso próprio canal de transmissão, por isso esperamos que algum de nossos membros publique a nossa história, e nós compartilhamos o seu link na mídia social.

Ser o primeiro a publicar uma notícia é ilusão. Só a gestão de notícias é obcecada em publicar a história primeiro. Veja a média de consumo de notícias sintonizadas na RDI ou LCN, e ninguém muda de canal para ver se uma notícia está sendo reportado em outro lugar – nós somos os únicos que fazemos isso. Ser o primeiro a divulgar uma notícia é coisa de jornalista! O importante é não perdê-la, fazer a publicação primeiro tem uma vida muito curta.

Jornalistas do The Canadian Press estão presentes nas mídias sociais a nível individual – como pessoas, não como jornalistas. Isso é estimulado, com uma certa dose de cuidado.

Estou identificado como jornalista da imprensa canadense, mas eu não sou uma pessoa fácil de achar. Eu desafio qualquer um a dizer quais são minhas crenças políticas! Digo a mim mesmo que, se eu sou odiado por todos os lados, devo estar fazendo meu trabalho direito!

Existe um dia típico? Que fontes você usa ao longo do dia?

Eu começo o dia com o rádio! A partir do momento eu acordo, no chuveiro, na cozinha e no meu carro ou ônibus escuto a 98,5. Eu gosto do que falam! E leio as manchetes no lapresse.ca.

Quando eu chego no escritório, abro o Facebook – 80% dos meus amigos são jornalistas, e os negócios da mídia são a minha área de interesse como membro do conselho da FPJQ. Eu verifico se o caos estourou em algum lugar! Isto é de grande interesse para mim porque o negócio está em crise e é preciso segui-lo de muito, muito perto.

Eu também vejo 10 ou 12 notícias que foram divulgadas às 5 da manhã. É um resumo das notícias que podem dominar o seu dia. Eu também monitoro o que está sendo coberto por outros veículos – nossos assinantes.

A partir daí eu raramente sei o que vou cobrir em qualquer dia – são sempre notícias de última hora.

Quantas histórias são cobertas por um jornalista da The Canadian Press em um dia?

Varia. Se eu sair para campo, eu posso fazer de três ou quatro histórias por dia. Se eu ficar no escritório, esse número pode facilmente ir até entre cinco e sete. Desde que trabalhamos com notícias de última hora, não traçamos isso. Nosso trabalho é apenas enviar a notícia.

Você cobre coletivas de imprensa?

Sim, claro.

Algum conselho para as pessoas de comunicação?

Pode apostar!

Primeiro de tudo, notícias demais são tão ruins quanto poucas. Não nos afoguem com releases – o envio de vários em um dia da mesma pessoa é demais.

A segunda coisa, o que é de fato mais importante, e algo que as pessoas de PR muitas vezes esquecem: os jornalistas não querem enterrar sua empresa. Mas se você não nos der as informações que precisamos, vamos olhar para uma fonte mais disposta – por que provavelmente você não quer que as usemos. Dê informações certas para podermos trabalhar desde o início. Se pensarmos que você está tentando proteger sua empresa em detrimento do livre fluxo de informações, vamos fazer de tudo para descobrir o que você está escondendo de nós. Então, as coisas caminham melhor se você fornecer a informação antecipadamente.

Robert Bourassa costumava dizer: “Se você não quer problemas com jornalistas, dê a eles notícias todos os dias”!

Se você está sendo abordado por um jornalista, é porque alguma informação já saiu, ou porque ele ou ela já sabe o que procurar.

Alguns últimos conselhos sobre press release: o título e os pontos principais devem ser altamente sugestivos, e não nos peça para fazer a sua promoção por você!

O que você pensa sobre Native Advertising?

Simples: Não deve ser escrito por jornalistas, e – acima de tudo – deve ser claramente identificada. Se as pessoas se sentem enganadas por seu veículo de notícias, elas não vão mais confiar em nós e todos nós vamos pagar o preço por isso.

Qual é a melhor maneira de entrar em contato com você?

Por e-mail e por telefone. Se um comunicado de imprensa está na newswire e é importante, nós não vamos perdê-lo – Ele é monitorado.

Cerveja ou café?

Café durante o dia, cerveja à noite!

Texto traduzido do Blog Beyond Wire, publicado por Nadine Tousignant no dia 4 de janeiro de 2016. Nadine é Gerente de Relacionamento com a Mídia e Audiências na CNW.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

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Tendências de Marketing 2016: Native Advertising e Mais

Espere para ver muito mais sobre Native Advertising em 2016. Na verdade, o AdAge divulgou informações do recente relatório da eMarketer, que prevê que os gastos com publicidade nativa devem chegar a $8,8 bilhões até 2,018.

“Você vai se deparar com Native Advertising, mas você nem sabe o que é isso”.
– Carla Buzasi, Editora Chefe da AOL e The Huffington Post no Reino Unido

Tendências de Marketing 2016: Native Advertising e Mais

O que é o Native Advertising ou Publicidade Nativa?

Hubspot define o Native Advertising como conteúdo patrocinado relevante para a experiência do consumidor que é ininterrupto e se parece ao conteúdo editorial em seu ambiente.

Embora possa parecer com Content Marketing, não poderia ser mais diferente. Marcas querem que sua Publicidade Nativa se pareça o máximo possível com o conteúdo do site de terceiros para que ele não atrapalhe a experiência do usuário.

The Content Marketing Institute simplifica; se você pagar para a publicar, é publicidade. Se você pagar para a publicar conteúdo valioso e relevante em um formato semelhante ao site de terceiros, é Native Advertising.

A primeira vez que recebeu atenção foi em 2012, desde então a Publicidade Nativa está provando ser mais bem-sucedida do que a publicidade online tradicional, com pessoas vendo os Native Ads 53% mais frequentemente do que os anúncios tradicionais. De acordo com VentureBeat.com, o formato publicitário está substituindo os banners em celular, fornecendo uma melhor experiência do usuário, maior flexibilidade no posicionamento e estilo, receber CTRs mais altos e conseguindo mais atenção do público.

1º Case. The New York Times & Netflix

Com o lançamento – em janeiro de 2014 – de conteúdo patrocinado, o The New York Times publicou um post, “Mulheres presas: Por que o modelo masculino não funciona”, para promover o lançamento da segunda temporada da série original da Netflix, Orange is the New Black. O artigo compartilha muitas questões enfrentadas por mulheres na prisão e que também são abordadas na série, com layout idêntico de uma publicação normal do NYT. Assim, ele permite que a experiência dos leitores permaneça ininterrupta enquanto faz o anuncio para o público.

Mulheres presas

“A única menção à Netflix, fora do rótulo claro que é de patrocinadora, é o tema “inspirado” em sua série, Orange is the New Black”, disse Tom Foran, CRO da Outbrain. “Então, é fundamental que ele evite ser autopromocional”.

2º Case. The Globe and Mail & GE Canadá

conteúdo patrocinado

Após um programa piloto bem-sucedido em abril de 2014, em parceria com a GE Canadá, The Globe and Mail decidiu lançar um programa de conteúdo patrocinado em todo o seu site móvel e desktop. (Marketing Mag 2014) A campanha GE foi escrita pela equipe da Globe e incluiu artigos, infográficos e vídeos – isso garantiu que o estilo da escrita, embora o conteúdo sendo patrocinado, tivesse o mesmo estilo como o a escrita da publicação e permitisse uma experiência de leitura fluente.

3º Case. BuzzFeed & Girls

BuzzFeed, numa promoção paga da série Girls da HBO, criou um post em tipo de lista, “10 sentimentos que toda menina NYC tem pelo menos uma vez”. Já que o post foi escrito no estilo popular BuzzFeed, o artigo não distrai a experiência do usuário no site, mas foi claramente uma promoção da série, como é pode ser visto nas primeiras frases.

menina NYC

4º Case. First & Long da SB Nation & Nike

Outbrain vê essa como uma de suas campanhas de publicidade nativa favoritas, onde seis atletas profissionais de futebol participam de sessão de treinamento de futebol em sua antiga escola secundária, dando conselhos para as respectivas equipes. Uma série de vídeo, criada pela SB Nation e pela Nike, documentou as visitas de atletas profissionais. Eles também criaram vídeos mais curtos, os quais foram utilizados para construir anúncios, criar buzz e motivar outros atletas estudantis.

atletas profissionais de futebol

Dicas de Como Usar o Native Advertising

Embora a Publicidade Nativa só tenha cerca de três anos, The Huffington Post prevê que até 2025 essa será a forma preferida de publicidade, como a interação on-line aumentando a medida junto com sua revolução.

Se você está pensando em usar esta tática de Marketing, há algumas coisas que deve considerar. Aqui estão os cinco mandamentos do Native Advertising:

Dicas de Como Usar o Native Advertising

Não perca mais as tendências de Marketing e Relações Públicas para 2016! Inscreva-se em nosso site.

Texto traduzido do post escrito por Amy-Louise Tracey no Blog Beyond the Wire, no dia 08 de dezembro de 2015.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Brasil Post – Versão brasileira do site The Huffington Post estreia hoje

O site Brasil Post, uma das maiores apostas para o jornalismo digital nesse ano, estreia nessa terça-feira. Resultado da parceria entre o Grupo Abril e The Huffington Post, é a primeira versão do portal na América Latina, agora presente nos cinco continentes e em dez países.  Tendo já estabelecidas as versões britânica, canadense, espanhola, francesa, alemã, italiana, japonesa e uma versão africana que abrange a região noroeste da África que contempla Marrocos, Tunísia e Argélia.

BRASIL POST THE HUFFINGTON POST

O Grupo Abril, um dos maiores grupos de comunicação da América Latina, será responsável pelo conteúdo do portal, segundo informações do site Terra.

Em publicação no próprio Brasil Post, Arianna Huffington, co-fundadora do site de notícias, destaca a importância do Brasil para a publicação. Entre alguns pontos, Arianna destaca que o país é o quinto em número de internautas, com cerca de 100 milhões, a população conta com 50 milhões de smartphones e é o terceiro país com maior número de usuários do Facebook e quinto no Twitter.

Como publicado no O Globo, o Huffington Post conta com mais de 50 mil blogueiros que participam com suas publicações em tempo real. Nos Estados Unidos o site tem 47 milhões de visitantes únicos mensais e 77 milhões em todo o mundo.

Segundo o Meio&Mensagem, os anunciantes contarão com formatos de “publicidade nativa”, algo como publi-reportagens, vídeos patrocinados, imagens patrocinadas, artigos patrocinados entre outros.

“Nossa expectativa é de que o mercado passe a compreender melhor o conceito, que exige o pensamento editorial também de clientes e das agências,” segundo Ricardo Anderáos, Diretor de Redação do Brasil Post.

Confira o post de Boas-vindas de Arianna Huffington no site BrasilPost.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

 

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