5 Princípios do Jornal para Aplicar no seu Conteúdo On-line

5 Princípios do Jornal para Aplicar no seu Conteúdo On-line

Eu amo jornais.

Eu sou um ex-repórter – estagiei durante a faculdade, fui colunista de esportes durante seis anos e meu pai trabalhou em um jornal por quase 40 anos. Então, sim, eu tenho uma queda pelos impressos.

Hoje, a escrita ainda é a minha especialidade, mas eu penso um pouco diferente sobre ela.

Quando eu comecei como repórter, eu não tinha ideia do que era SEO – talvez ninguém em 2005. Eu não escrevia para internet, mas para pessoas em que o jornal era entregue à sua porta todos os dias.

Dez anos atrás, eu queria que meu conteúdo aparecesse acima da dobra na primeira página do jornal. Agora, eu quero que ele apareça na primeira página de pesquisas do Google.

Mesmo que muitas coisas tenham mudado quando falamos em meios de comunicação, o bom conteúdo continua sendo essencial.

Você pode surpreender seus editores com conteúdo de qualidade e conseguir com que ele seja publicado na primeira página do jornal, ou “impressionar” o algoritmo do Google ao ser colocado em uma posição privilegiada para busca online.

Aqui estão cinco princípios dos jornais que podem nos ajudar a aprender sobre SEO.

1. Um bom título pode fazer ou quebrar uma história

Imagine que você escreveu o melhor artigo no mundo. Eu estou falando algo para ganhar o Prêmio Pulitzer, com uma escrita que faria Bob Woodward ter inveja.

Mas seu título é ruim. Leve, muito “bonitinho” ou simplesmente confuso. Como ele atrairia a atenção dos leitores?

Quando um leitor abre um jornal, a primeira coisa que ele vê são as manchetes. É por isso que elas estão em negrito e em letras grandes.

Quando você faz uma pesquisa no Google, a primeira coisa que também vê são os títulos. E se eles não forem interessantes, não clicará para acessar o conteúdo.

Dê a seu público uma breve sinopse, provoque-o e faça as pessoas continuarem lendo.

Ninguém disse que isso era fácil. Mas em termos de SEO, os melhores títulos soam natural, e tem um comprimento tweetável (entre 100-120 caracteres), com uma palavra-chave forte e descritiva.

Se um leitor não tem uma compreensão razoável sobre seu conteúdo, ler apenas o título não é eficaz.

2. Jornalistas são tão bons quanto suas fontes ou seus links

Repórteres nem sempre são especialistas no tema da matéria. É importante que eles encontrem as pessoas certas para entrevistar. Bons recursos fornecem background e o contexto necessário.

O mesmo pode ser dito para hiperlinks quando se trata de conteúdo online.

Os links devem direcionar os leitores para uma página com conteúdo em profundidade em seu site que forneça informações extras. Antes de adicionar um link, se pergunte: “como isso pode complementar o meu conteúdo? ”

Você deve ter cuidado quando se trata de hiperlinks – muitos podem prejudicar a visibilidade do seu conteúdo, especialmente quando links duplicados estão envolvidos.

Os leitores são mais propensos a clicar quando há um número limitado de links.

Já viu conteúdo on-line cheio de hiperlinks? Isso é como um artigo de jornal só com citações. O segredo é a moderação.

3. Conheça o seu público

Tudo bem se o seu objetivo é aumentar seu público.

Claro, seu artigo pode aparecer na página de esportes. Mas e se uma pessoa que não é fã de esportes encontrar seu conteúdo? Será que ela vai entender?

Jargões podem ser perigosos. Ao usá-los, há o risco de perder uma parte de seus leitores.

Geralmente, é melhor usar uma linguagem natural e sempre amarrar o seu conteúdo ao público. Conte uma história que qualquer um possa entender. Seja claro. Descreva a tensão. Faça seus leitores se sentirem parte da história ou dentro do estádio.

O mesmo vale para conteúdo on-line – se você escrever para um público específico, você corre o risco de limitar o número de leitores.

Às vezes um jargão é bom. Por exemplo: Se você estiver escrevendo para um blog de tecnologia e você só se preocupa em atingir repórteres de tecnologia, vá em frente. Mas se seu objetivo é ser visto por um grande número de pessoas, não fale sobre taxas de bits variáveis e pontos quânticos. (Eu não sei o que isso significa.)

Infográfico SEO

4. Timing

Sua notícia está pronta: É oportuna, com linguagem natural, possui três citações ótimas e o título está no ponto.

Perfeito… até que algo melhor aparece.

As notícias de última hora podem ser o pesadelo de um repórter. Elas podem enterrar seu conteúdo.

O mesmo pode acontecer com os buscadores. Digamos que você está escrevendo um em um blog sobre cuidados de saúde – “As oito melhores dicas para aumentar os benefícios de sua saúde”.

Você pode publicar seu post totalmente otimizado com uma boa mistura de palavras-chave e frases. E logo em seguida, passados dez minutos – BOOM – “Obamacare é aprovada pelo Congresso”. Diga adeus para a primeira página de pesquisas do Google.

As notícias de última hora estão fora do seu controle. Mas, ainda assim, o timing deve ser cuidadosamente gerenciado. Faz sentido publicar meu artigo hoje?

5. Uma imagem vale mais que mil palavras

Use multimídia! (Sem qualquer formalidade).

Imagens sempre melhoram uma história.

Nos jornais, a história mais proeminente e mais importante aparece acima da dobra na primeira página com uma grande foto.

No on-line, fotos e vídeos também são importantes.

Tente pesquisar no Google por receitas de tacos com camarão. Veja os resultados. Alguns com fotos e vídeos, enquanto outros são apenas em texto. Onde será que você vai clicar?

Uma imagem dá autoridade ao artigo. Use uma imagem para fazer dupla com seu texto, sempre.

Texto traduzido do Blog Beyond Bylines, publicado por Ryan Day no dia 20 de junho de 2016. Ryan é Gerente de Serviços e Conteúdo ao Cliente na PR Newswire.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

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A Fonte para Meios Impressos serem Sustentáveis

Muita coisa mudou desde 1428, quando o alemão Johannes Gensfleisch, conhecido como Gutenberg, fez suas primeiras experiências no processo de impressão com tipos móveis.

A Fonte da Sustentabilidade – Como Meios Impressos podem ser Mais Sustentáveis

A evolução em quase 600 anos é notória. Grande parte do consumo de informação passou do analógico para o digital e quase toda informações que recebemos são pela internet. As cartas aos poucos foram substituídas por e-mails. Cartões postais era a forma que tínhamos de nos conectarmos com nossos amigos e familiares para que soubessem nosso paradeiro. Hoje com o Foursquare, bastam alguns toques na tela que os check-ins são feitos.

Embora as plataformas tenham evoluído, ainda consumimos muito das mídias consideradas tradicionais. Jornais e revistas ainda são meios de informação para muitas pessoas e profissionais. Carregam alto nível de confiabilidade, com informações mais analíticas e com profundidade, características menos presentes nos meios digitais.

Porém, um dos pontos negativos dos meios de comunicação impressos são seus altos custos de produção. Desde sua diagramação até a impressão dos seus exemplares.

 

Um estudante da Dorseyville Middle School na Pensilvânia identificou uma solução simples para esse problema por meio de uma pesquisa. O jovem, Suvir Mirchandani de 14 anos, testou quatro fontes que são geralmente utilizadas em materiais impressos em sua escola: Century Gothic, Times New Roman, Comic Sans e Garamond.

O estudante constatou que se os funcionários da sua escola utilizassem uma fonte mais fina para a impressão, sua escola economizaria US$ 21 mil por ano, correspondente a 24% do consumo. Cada mililitro de tinta gasto pela escola custa cerca de US$ 25. Duas vezes mais caro do que o perfume francês Chanel Nº 5.

Por meio de um software chamado APFill Ink, Suvir calculou a quantidade de tinta ao usar cada uma das quatro fontes.

Seguindo a mesma lógica, se o governo americano trocasse as fontes que utilizam atualmente, seriam economizados US$ 136 milhões anualmente. Os gastos passariam de US$ 460 milhões para US$ 324 milhões.

Curiosidade: O tipo de letra Garamond foi desenhado por Claude Garamond, um editor francês que viveu entre 1490 e 1561, e é uma das mais antigas para impressão.

Essa é uma grande oportunidade para empresas brasileiras e meios de comunicação impressos. É possível adaptar sem perder a identidade visual. Hoje temos inúmeras opções de fontes, muitas vezes, com poucas diferenças entre uma família e outra que podem ser usadas para minimizar os gastos com impressões.

Tente aderir essa descoberta em seus projetos visuais. Caso tenha alguma sugestão e alternativas para sustentabilidade, compartilhe conosco nos comentários.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire