O Grande Desafio para Comunicação por Mateus Tamiozzo

O Grande Desafio para Comunicação por Mateus Tamiozzo

A fim de entender melhor o atual cenário do mercado de comunicação corporativa, a PR Newswire desenvolveu uma pesquisa em que os respondentes são assessores de imprensa responsáveis por contas de diversos segmentos.

Nosso objetivo é que a partir da opinião desses profissionais que estão atuando no mercado, os nossos leitores fiquem por dentro dos desafios enfrentados por essas pessoas, as tendências e o futuro desse mercado que está em constante evolução.

Confiram nosso primeiro resultado publicado!

Mateus Tamiozzo atualmente trabalha na área de comunicação externa da Azul Linhas Aéreas Brasileiras. Anteriormente, trabalhou em redações mas resolveu sair por uma questão de oportunidade e estabilidade no trabalho, além de acreditar que o trabalho do assessor de imprensa, quando bem feito, faz diferença no mercado.

Segundo Mateus, a atenção com diferentes formas de comunicação, principalmente nas redes sociais, é um dos grandes desafios do assessor de imprensa. Diversificar conteúdo, encontrar caminhos que fujam do mainstream da comunicação são fundamentais diante da competição com grandes agências de comunicação, mas também considerando que parte delas ainda faz apenas o básico no que se refere às formas de comunicar.

Com relação as transformações que o mercado de comunicação está passando, Mateus acredita que o investimento em conteúdo voltado para o online fará a diferença na relação com os veículos. Mas, também, não se pode esquecer dos meios tradicionais, evidentemente, mas a migração em massa para o online obriga um novo olhar para as assessorias.

Também, há a necessidade de estar sempre atento às constantes mudanças e cortes nas redações, que impactam no trabalho de um assessor, a partir de o encerramento de um suplemento, por exemplo.

“A atuação com foco em redes sociais deve ser um dos grandes caminhos para o Relações Públicas. Não exatamente nas redes atuais, pois essas também passam por grandes transformações e em determinado momento podem deixar de exercer protagonismo na sociedade. Há grandes investimentos sendo realizados por redes como Facebook, em parceria com grandes jornais, para a publicação de notícias e outros materiais online. É necessário seguir essas novidades para encaixar-se em um mundo que exige cada vez mais agilidade (sem erro) e formas de comunicação que fujam do padrão conhecido atualmente e praticado pela maioria das agências de comunicação” finaliza.

Por Ana Oliveira, Gerente de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

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Giba Um – Jornalismo Econômico, Político e de Estilo de Vida

Entrevista com o criador da Revista Contigo! e fundador do Projeto Down, Gilberto Di Pierro, veterano do jornalismo nacional e conhecido como “Giba Um”.

Giba Um – Jornalismo Econômico, Político e de Estilo de Vida

Ser jornalista é unir talento com trabalho, assim Gilberto Di Pierro descreve sua vocação em uma entrevista ao Diálogo Nacional. Olhar passa o seu passo o faz lembrar da época de estudante, na faculdade Cásper Libero onde cursou jornalismo. Sua carreira pode ser considerada precoce, aos 21 anos Gilberto já era colunista político do jornal Última Hora, onde cobriu um dos personagens mais folclóricos da política brasileira, Adhemar de Barros – na época governador do Estado de São Paulo.

Descendente de italianos, o “Giba Um” como é conhecido, fez de sua profissão um produto. Sem deixar de lado a seriedade e responsabilidade do jornalismo, fez de sua coluna – presente até hoje nas plataformas digitais do Diário do Comércio e em muitas outras publicações do Brasil – um sucesso. Fez da ironia e bom humor, elementos fundamentais para suas notícias.

Entre suas muitas funções, Gilberto é jornalista, apresentador, produtor de teatro e consultor de comunicação e marketing político. Além de ser o criador da Revista Contigo! e da Revista Pop. Mas suas funções como comunicador não param por aí. “Giba Um” também é fundador do Projeto Down – Centro de Informação e Pesquisa da Síndrome de Down – o que prova que a grande função de um comunicador, além de informar os acontecimentos, é educar e contribuir com as mudanças sociais, deixando de lado o papel de locutor e se assumindo como protagonista.

Acompanhe a entrevista da PR Newswire com esse grande profissional considerado um dos sobreviventes do jornalismo:

Entrevista com Gilberto Di Pierro, o Giba Um:

1 – Para você, um dos veteranos do jornalismo nacional, quais as mudanças no cenário da comunicação que mais impactaram a sua profissão desde seu início até hoje?

Gilberto Di Pierro“A impressão em offset, a chegada das cores nas capas dos jornais (e depois, em todas as páginas) e o uso do satélite pela TV. Sem falar nas variantes da internet, claro.”

2 – Por que o criador da revista Contigo, a mais conhecida revista sobre o mundo dos famosos, resolveu migrar o foco de suas publicações para a área de política?

Gilberto Di Pierro“A Contigo foi à primeira revista brasileira de gossips de artistas e de jornalismo investigativo nessa área. Introduziu também o que eu usaria depois na coluna: “Paparazzi”. Era inspirada na revista italiana Novella 2000, mais do que nos tabloides sensacionalistas de Londres e Nova York. A coluna começou quando estava ainda na Contigo e era necessário algo novo. Eu já tinha sido colunista político (aos 21 anos) no “Última Hora”. A coluna vai surgindo misturando gente de sociedade, artistas, políticos, empresários, esportistas, etc. Era muito natural que, com o tempo, eu fosse migrando para a política, acho que até por certa vocação.”

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3 – Como começou sua carreira no Jornal Última Hora? Com quais grandes profissionais do jornalismo você já trabalhou e como contribuíram para seu desenvolvimento?

Gilberto Di Pierro“Eu trabalhava nos Diários Associados, quando teve a primeira grande greve dos jornalistas, todo mundo foi demitido e eu fui pedir emprego no “Última Hora”. Comecei no mesmo dia e fui fazer a cobertura da prefeitura e depois a do governo do Estado (o governador era o Adhemar de Barros). Foi aí que nasceu minha primeira coluna de política estadual, sem o nome “Giba Um”. Grandes profissionais que contribuíram para o meu desenvolvimento: Luis Carta, Thomaz Souto Correa, Octávio Frias e Samuel Wainer, o qual acabei sucedendo na direção do jornal Última Hora. Estão são os prifissionais que acreditaram em mim.”

4 – O jornalismo sofreu grandes mudanças e passa por um momento econômico difícil. Como você vê o futuro da mídia impressa especialmente no Brasil?

Gilberto Di Pierro“A mídia impressa existirá sempre. Poderá ter menos veículos diante da concorrência da internet, mas manterá seu poder de leitura e de publicidade. Nos últimos tempos, foram legiões de jornalistas demitidos, a maioria migrou para a internet, virou assessor de imprensa ou professor de escola de comunicação. O Globo é o grande exemplo de jornal que se mantém, é completo, super informativo e funciona dentro de um complexo que tem o G1, TV Globo, emissoras de TV por assinatura e rádios.”

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5 – Qual o segredo da coluna “Giba Um”, umas das mais tradicionais na mídia Brasileira? Você segue alguma metodologia específica para trabalhar uma notícia?

Gilberto Di Pierro“Eu acredito que uma coluna só tem sucesso (e hoje, temos muitas colunas de diferentes tipos em jornais e uma infinidade na internet) se tiver informação boa e diversificada (eu, por exemplo, coloco coisas de comportamento ou de moda no meio das notícias políticas). O sucesso de uma coluna se deve ao estilo, pequenas doses de ironia e bom humor, acrescentadas a uma nota supostamente séria. O estilo inclui a maneira de escrever, criatividade nos títulos, mini sessões fixas, etc. Hoje eu misturo até mulheres seminuas com política.”

6 – O jornalismo político nunca esteve tanto em evidencia no noticiário. Você acredita que a política, como o noticiário esportivo, se tornou a nova paixão nacional?

Gilberto Di Pierro“O que está em evidencia não é a política: é a corrupção que envolve grande parte da política nacional. Nos anos 60, se falava na “caixinha do Adhemar”: hoje, só se fala em milhões desviados e não apenas da Petrobras ou de outras estatais. A corrupção assola governos estaduais e municipais. A gente vê prefeitos serem cassados por desviarem merenda escolar. Nunca os brasileiros conviveram com tão elevado nível de corrupção que domina as páginas dos jornais, manchetes, revistas e dos principais telejornais. A política em si sempre foi uma paixão nacional, como o futebol, a cerveja e o derrière das moças.”

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7 – Como consultor de marketing político, na atualidade, qual político tem melhor desempenho ou se destaca em termos de comunicação? Que melhor estabelece relacionamento com melhor posicionamento?

Gilberto Di Pierro“Hoje é difícil dizer. Em 13 anos de poder, o PT não conseguiu um sistema correto de comunicação. É feito por amadores. Mas, também outros governos têm comunicação pobre incluindo o de São Paulo. O esquema de comunicação de Geraldo Alckmin não existe. Esse pessoal todo imagina que distribuir releases é se comunicar, e não é. Cada jornalista com alguma importância recebe mais de 300 ou 400 releases por dia.”

8 – Há algum outro colunista e/ou blogueiro de política ou de outra editoria que você admira?

Gilberto Di Pierro“Gosto do Lauro Jardim, dos comentários de Reinaldo Azevedo e do site O Antagonista. Quanto a algum blogueiro de outra editoria, admiro o Ruy Castro.”

9 – Em sua opinião, consultoria de comunicação é uma saída versátil para os jornalistas experientes diante do período de crise na área?

Gilberto Di Pierro“Nos últimos anos, foram demitidos milhares de jornalistas de todos os veículos da mídia. Para sobreviver, cada um deles tenta abrir sua assessoria de imprensa ou dar aulas a preços muito baixos. Das mais de duas mil consultorias de comunicação do país, menos de 10% delas tem qualidade profissional.”

10 – O que é e como começou o “Projeto Down”, na qual você é fundador? Com mais de 30 anos, quais as mudanças sociais que o projeto promove e como a mídia aborda essa questão?

Gilberto Di Pierro“O Projeto Down nasceu há mais de 30 anos por conta do nascimento de um filho meu, o Bruno. Na época, se falava “mongoloide”, que é um termo pejorativo. Fizemos uma campanha nacional e introduzimos o nome correto, que é Síndrome de Down. Fomos a primeira entidade voltada à campanha anti-segregação, usando os recursos de uma consultoria de imprensa, a princípio, depois cartilhas, assistência a familiares e a população mais carentes, seminários, grupos de apoio, visita a familiares e até um SOS Down para quem acaba de ter um filho com Síndrome de Down. Somos de utilidade pública e reconhecidos pela ONU.  Hoje, apoiamos também uma escolinha creche, onde fazemos pesquisas e um constante acompanhamento. Tudo feito com doações da iniciativa privada.

Hoje são centenas de instituições, inspiradas pelo Projeto Down, espalhadas pelo Brasil. Entretanto, a mídia acolhe apenas casos especiais: por exemplo, um garoto que vira ator, um casamento vigiado, adolescentes que trabalham. Ninguém fala que não existe uma instituição pública que ofereça, de graça, intervenção precoce. Sem falar no salário mínimo que eles têm direito, desde os demais integrantes de sua família ganhem até 40% de um salário mínimo.”

*Se você é um jornalista, blogueiro, autor ou criador de conteúdo, o ProfNet pode te ajudar a encontrar fontes especializadas. Tudo que você tem a fazer é preencher um rápido formulário dizendo o que você procura, o seu prazo, e como você quer ser contatado, para colocarmos você em contato com os especialistas mais apropriados em nossa rede. A melhor parte? É GRÁTIS! Comece agora.

Por Bruno Sutero, Coordenador de Relacionamento com a Mídia
Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Como Enviar um Press Release para os Jornalistas

Dicas de como tornar seu press release mais atrativo para os jornalistas. Pesquisa da PR Newswire aponta bons títulos e mailings segmentados como decisivos para escolha de pauta.

Como Press Release Mailing Jornalistas

“Time is Money”, se você foi uma criança nos anos 90, provavelmente se divertiu com o Super Sam, personagem do memorável seriado mexicano Chapolin Colorado. A cada ano que passa, a frase faz mais sentido. Tempo vale dinheiro, principalmente se você trabalha com comunicação corporativa, setor que exige decisões rápidas e sem falhas.

Tempo também é um dos fatores determinantes no jornalismo. Cada minuto é valioso para os jornalistas. Por isso, se você é um profissional de Comunicação Corporativa, Assessor de Imprensa ou Relações Públicas e pretende emplacar seu press release como uma publicação jornalística, pense que você terá apenas alguns segundos antes do seu comunicado ser excluído da caixa de e-mails de um jornalista. E você não quer isso.

Dica 1 – Capriche no Título do seu Press Release

Segundo a pesquisa da PR Newswire – Cenário da Comunicação Corporativa na América Latina 201548% dos jornalistas do Brasil apontam um bom título como o principal critério para ler um press release recebido por e-mail.

Cenário da Comunicação Corporativa na América Latina

Dica 2 – Segmente os Jornalistas por Editoria

Se você deseja que o seu press release ganhe mídia espontânea, segmente as editorias do seu mailing.

Quando questionados sobre qual o principal problema para utilização de um press release recebido por e-mail como pauta para notícias, 47% dos jornalistas brasileiros apontaram o “conteúdo irrelevante” como vilão da história – ou seja, material que não condiz com a editoria de atuação desse profissional.

Pode parecer óbvio, mas um jornalista que escreve sobre Economia prefere receber comunicados sobre divulgação de resultados do que o lançamento de um novo aplicativo. Não que o tema não gere uma ótima notícia, talvez um profissional do setor de Tecnologia seja o foco ideal para isso.

Para saber mais sobre Cenário da Comunicação Corporativa na América Latina, baixe o whitepaper sobre a pesquisa da PR Newswire. Certamente os resultados podem ajudar na sua estratégia de comunicação, como quais os canais preferidos pelos jornalistas para elaboração de pautas.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

O que é Clipping? Monitorar Notícias é Importante?

Melhor do que apenas definir o significado da palavra clipping, ou as atividades dentro do monitoramento de notícias, vamos aprender com exemplos:

Imagine que você trabalha em uma grande Assessoria de Impressa e está atendendo um mega cliente que produz câmeras de foto e vídeo digitais. Vamos sonhar mais longe? O seu cliente é a marca GoPro, conhecida como especialista em equipamentos para captura de imagens em esportes radicais. A empresa desenvolveu um novo produto, uma máquina cheia de novidades – com mais performance,  uma imagem com uma resolução incrível, captura de áudio profissional, etc – e  pretende acompanhar as notícias que estão sendo publicadas sobre ela em jornais, revistas, sites e nas redes sociais.

Antes do lançamento da nova câmera, a empresa pediu para que você divulgasse algumas imagens e informações sobre o novo produto. Como parte da sua função de assessor de imprensa, você usou seus meios, entrou em contato com alguns jornalistas com quem você mantém um bom relacionamento e que escrevem sobre tecnologia, fotografia e esportes radicais.

Alguns deles se interessaram pelas fotos exclusivas e decidiram publicar artigos e notícias com as informações e imagens que você enviou. Cada um deles com sua visão particular sobre o produto, uns acharam o produto inovador e com grandes possibilidades de mercado, outros esperavam muito mais das funcionalidades na nova câmera.

Como resultado da sua divulgação, varias matérias e conteúdo foi produzido. É hora de analisar os resultados.

O CLIPPING É O SEU RESULTADO (“PARCIAL”) DA SUA COMUNICAÇÃO

Após a divulgação das informações sobre a nova GoPro, você começa procurar as notícias que saíram da marca na imprensa. Todo material que você encontra sobre o tema é coletado. Ao final de cada dia você agrupa todas as notícias e notas sobre o lançamento e envia para que a marca consiga saber o buzz e o que os jornalistas publicaram sobre a câmera. Tanto notícias e positivas ou negativas sobre o produto.

Com isso entendemos que o clipping é o processo de monitorar as notícias de uma empresa, produto ou personalidade nos veículos de comunicação. Esse processo é composto por algumas etapas e atividades:

  • Procurar notícias.
  • Selecionar notícias.
  • Agrupar notícias.

Geralmente a procura é feita em veículos específicos ou pré-determinados de acordo com a cobertura e segmento previamente estabelecidos, pensando em nosso exemplo, os maiores veículos com abrangência nacional. A seleção das notícias é feita por palavras e termos específicos, como o nome da marca ou do produto. Quanto mais palavras-chave mais notícias serão selecionadas. Em geral as notícias são agrupadas durante um período e colocadas em relatórios antes de serem entregues.

Por que o clipping é o resultado “parcial” da sua comunicação? Simples. Com os relatórios é possível desenvolver análises de acordo com seus objetivos. Se um jornalista destacou os a captura de áudio como um dos pontos fortes da nova câmera, isso poderá servir para direcionar a criação de anúncios publicitários, por exemplo, onde será destacada essa característica. Se uma notícia não é tão positiva sobre a resolução de imagens da câmera, isso servirá como dado para a área de produtos, e quem sabe, rever melhorias nesse quesito para próximos lançamentos.

Entre algumas características, o monitoramento da mídia permite agilidade na gestão de crises, identificação de novas oportunidades de negócios, otimização de custos em campanhas de marketing e ações de Relações Públicas, inovação frente à concorrência e ao mercado, etc.

Conclusão: O Clipping ou monitoramento de notícias é uma ferramenta estratégica para empresas, e serve como base para a tomada de decisão. Se você quer conhecer mais sobre o monitoramento de notícias, entre em contato com a PR Newswire, nossos executivos de conta te ajudarão a entender como esse serviço pode ser útil para a sua empresa.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire