8 Ferramentas e Apps Imperdíveis para Jornalistas

8 Ferramentas e Apps Imperdíveis para Jornalistas

Fato: Ser jornalista não é fácil.

Com o ciclo de notícias sendo imediatos – e a brevidade, muitas vezes, sendo defendida e contrapondo matérias profundas – os jornalistas são convidados a criar histórias consumíveis e que chamam a atenção mais rápido.

Felizmente, com o advento dos aplicativos de bate-papo e outras ferramentas voltadas para as redações, os telefones celulares podem agir como um verdadeiro “canivete suíço” de um repórter e fazer do trabalho um pouco mais administrável.

Em janeiro do ano passado, falamos sobre alguns apps de newsgathering que viraram moda no mundo da mídia. Mas, em pouco mais de um ano, muita coisa mudou. Então, é hora de nos atualizarmos.

Aqui estão alguns aplicativos mais recentes e ferramentas on-line, que despertaram meu interesse.

PARA COLETA DE DADOS

Sqoop. Projetado para os jornalistas e repórteres de negócios, o Sqoop é um banco de dados pesquisável para encontrar informações sobre empresas, em relação a Securities and Exchange Commission (SEC) filings, concessões de patentes, registros judiciais federais e mais. Ao invés de ter que procurar por vários sites com dados públicos, os jornalistas podem pesquisar por aqui ou configurar alertas para ser notificado quando novos documentos são arquivados.

Sqoop_app

PARA IMAGENS DE MÍDIA SOCIAL (AMIGÁVEL)

Adobe post. Permite ao usuário criar imagens atraentes para mídia social – uma ferramenta útil para quando você precisa chamar a atenção para uma história online. Para escritores freelance e veículos de notícias menores, fornece uma solução rápida para conquistar mais engajamento na mídia social, e com a sensação de um ambiente profissional. O aplicativo também permite que você redimensione o tamanho das imagens instantaneamente, assim você pode compartilha-las através de várias plataformas sociais com facilidade.

Adobe-post_app

PARA CRIAR BOT

Chatfuel. Aplicativos de mensagens estão sendo adotados pelas redação de notícias. O Chatfuel permite que editores – e qualquer um, na verdade – construa bots para aplicativos de mensagens para personalizar a experiência e facilitar a conversa com os seguidores e fãs. A ferramenta agora trabalha com o Telegram, mas em breve estará disponível para Slack, WhatsApp e muito mais.

Chatfuel_app

PARA ENCONTRAR (E VENDER) VÍDEOS

Ruptly Stringer. Lançado pela ruptly.tv, este aplicativo permite que qualquer pessoa se torne um contribuinte remunerado – conectando jornalistas freelance e testemunhas oculares para as principais emissoras de TV e websites. Felizmente, o app não confia em que sempre há alguém no mesmo lugar onde as histórias acontecem. Logo, quando uma redação ouve que algo está acontecendo, os editores podem atribuir o trabalho para os usuários que estão próximos a história.

Ruptly_app

PARA ENCONTRAR (VENDER) FOTOS

Twenty20. Uma boa coleção de imagens pode ser difícil de encontrar, especialmente para uma notícia de grande impacto. Twenty20 permite que os fotógrafos sejam descobertos e vendam suas fotos para marcas e criadores digitais, enquanto os editores podem licenciar imagens mais autênticas, de forma rápida para suas histórias.

Twenty20_app

PARA APRENDER CÓDIGOS

Lrn. Codificação básica, bem como o SEO, está se tornando uma habilidade cada vez mais importante para os jornalistas na redação, enquanto as histórias se tornam cada vez mais interativas, ter uma sólida compreensão do trabalho envolvido e o tempo, pode melhorar a comunicação e colaboração entre as equipes editoriais e desenvolvedores. O Lrn apresenta mini questionários interativos para aprender HTML, CSS, Javascript, Ruby e Python, e pode ser facilmente feito durante os intervalos ou em seus trajetos.

Lrn_app

PARA ACESSO AO DESDOBRAMENTO DA NOTÍCIA

Ban.jo for Media. Banjo Discovery dá aos jornalistas acesso imediato ao conteúdo gerado pelo usuário, preciso e as últimas notícias. A ferramenta permite que o veículo descubra, verifique e publique informações diretamente. Também torna fácil o engajamento com o seu público e você pode se conectar a fontes de potenciais histórias que estão no local em um evento ao vivo.

Banjo_app

PARA VERIFICAR IMAGENS

Verified Pixel. Pode ser difícil e demorado verificar as fotos enviadas pelo usuário e de testemunhas oculares, especialmente quando se trabalha com notícias rápidas. O Verified Pixel Project é um protótipo que foi financiado pela Fundação Knight, e visa acelerar o processo com uma ferramenta automatizada que permite as redações ver e autenticar fotos rapidamente. Esta é definitivamente uma ferramenta para ficar de olho.

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Texto traduzido do post escrito por Anna Jasinski no Blog Beyond Bylines, no dia 24 de março de 2016. Anna é Gerente de Relacionamento com Audiências na PR Newswire.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

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Snapchat para Jornalistas – Guia para Engajar Novos Públicos

Snapchat não é brincadeira de criança.

E não apenas para autorretratos ou somente para jovens da geração millennial.

E não desaparecerá tão cedo, diz Tim Cigelske, Diretor de Mídia Social na Marquette University e Editor Associado da MediaShift.org.

Snapchat para Jornalistas – Guia para Engajar Novos Públicos

O Snapchat introduziu recentemente uma série de mudanças para se tornar o próximo grande app de mensagens – tendo a plataforma do Facebook em mente. Era para ser um espaço apenas para visitas esporádicas, mas os usuários disseram gastando muito mais tempo do que meia hora por dia no aplicativo. Alguns especialistas dizem que o Snapchat poderia ganhar a corrida de curadoria também.

Ainda assim, existem equívocos que manter alguns jornalistas longe desse canal, diz Cigelske.

Mas de 100 milhões de usuários ativos diários (e crescendo) e oito bilhões de visualizações de vídeos por dia, é difícil negar a sua viabilidade como uma força jornalística legítima para atrair novos públicos.

Cigelske recentemente hospedou o webinar #DigitalEd para Jornalistas no Snapchat, cobrindo tudo, até o apelo do aplicativo para personalidades da mídia a seguir.

Aqui estão algumas dicas de sua sessão e um pouco mais.

COMEÇO

Como muitas das mensagens e aplicativos de live-streaming de hoje, o conceito é simples.

O Snapchat permite aos usuários visualizar e compartilhar mensagens autênticos instantaneamente direto de um dispositivo móvel. O conteúdo desaparece após 24 horas ou imediatamente após a visualização – dependendo se você está compartilhando uma história ou conversando com um amigo. Mas para isso, primeiro você deve se inscrever.

Fazer o download do aplicativo. Que pode ser baixado gratuitamente em ambos os dispositivos, iOS e Android.

Criar uma conta. Uma vez que você tenha instalado, abra o aplicativo faça o login com uma conta existente ou crie uma nova. Se você é novo no app, selecione “Sign Up”, para passar pelo processo de verificação onde você terá que digitar seu endereço de e-mail, uma senha, e a data de seu aniversário.

Encontrar e adicionar amigos. O Snapchat é extremamente fácil de adicionar amigos. Basta tocar no ícone fantasma na parte superior da tela e selecione “Adicionar amigos”. Aqui, você pode encontrar Snapchatters do catálogo de endereços do seu telefone, encontrar pessoas nas proximidades, ou pesquisar por nome de usuário. Você também pode adicionar pelo Snapcode. O Snapcode é como um QR code (lembra deles?), é um código único atribuído a cada usuário. Você vai ver um monte de marcas da mídia e personalidades que definiram seu Snapcode como suas imagens de perfil no Facebook e Twitter para impulsionarem seu engajamento.

Abaixo está o Snapcode da Forbes, por exemplo, a partir do seu perfil no Twitter. Se você quiser seguir a Forbes, como um teste, há duas maneiras de fazer isso. Abra o aplicativo e simplesmente tire uma foto do Snapcode mostrado abaixo. Ou, adicione o código por imagem através da seção “Adicionar amigos”. De qualquer maneira, o Snapchat irá escanear a imagem e adicionar o usuário à sua lista de amigos.

Forbes QR Code Snapchat

Concluir a configuração do perfil. Sob o mesmo ícone fantasma onde você adiciona amigos, você pode finalizar o seu perfil. Clique no símbolo de engrenagem para gerenciar suas configurações de perfil e privacidade. Você também pode criar uma selfie GIF para sua foto de perfil, clicando no ícone do Snapcode.

Conhecer a linguagem. Vamos acabar com isso rápido. Aqui estão as principais palavras para você saber.

  • Snap: Uma foto enviada pelo Snapchat. “Você viu o meu snap hoje?”
  • Videosnap: Um vídeo enviado no Snapchat. “Eu publiquei um videosnap do concerto na noite passada”.
  • História: Outro termo para snaps e VideoSnaps. “Eu sigo suas histórias”.
  • Filtro: Efeitos que você pode adicionar à sua foto ou vídeo antes de compartilhar. “Será que eu adiciono o filtro sépia?”.
  • Geofiltro: filtros especiais que só podem ser acessados em determinados locais. “Os geofilters para Coachella estão funcionando”.
  • Lentes: reconhecimento facial que adiciona efeitos às suas selfies em movimento. “Você já tentou a nova Face Swap?”.
  • Stickers: Emojis que você pode colocar em cima da sua imagem. “Eu adicionei um sticker ao meu snap para torná-lo mais interessante”.
  • Screenshot: Salvar um snap em seu telefone. O Snapchat irá notificar os usuários se alguém salva o seu snap através da captura de tela. “Eu tive que tirar um screenshot dessa história. Ela é muito engraçada”.

Aprender a navegar. Regra de ouro como você começar: Basta deslizar. O aplicativo pode não parecer muito intuitivo para aqueles de nós que não cresceu com um telefone celular na mão, mas você vai pegar o jeito de como é tudo, apenas continue deslizando para frente e para trás e para cima e para baixo através das diferentes áreas. Confira a página de Histórias para ver snaps de pessoas que você segue, para ver eventos ao vivo e para acessar o “Discover” – uma área definida para o conteúdo “artesanal” de algumas das principais publicações do mundo.

Snapchat navegar

Criar um snap. É fácil. Para tirar uma snap foto, toque no círculo uma vez. Para gravar um videosnap, pressione e segure. Para desenhar no seu snap, toque nos ícones no canto superior direito. Para eliminar o seu snap, toque no X no canto superior esquerdo. Só não se esqueça de capturar sua história em vídeo vertical, como o aplicativo pretende. Quando estiver pronto, você pode adicionar seu snap em suas histórias para que todos possam ver, ou você pode escolher os amigos para compartilhar com eles individualmente.

Criar um snap

A parte mais difícil sobre a criação de um snap é fazer do seu conteúdo atraente o suficiente para que ele chegue para um público mais amplo. Você não pode editar os snaps que são lançados, logo, você vai querer praticar com os amigos antes de compartilhar fotos com todos.

ERROS COMUNS

O maior equívoco é pensar que o Snapchat é uma plataforma exclusiva para a troca de mensagens entre amigos.

“Ela costumava ser de uma pessoa para outra”, diz Cigelske. “Agora é mídia. É o consumo – é uma experiência de retorno”.

Para a geração que cresceu no celular, o Snapchat está se tornando um substituto da TV, Netflix, e até mesmo de sites, diz Cigelske. “Está se tornando a sua própria experiência de imersão… e isso é um grande negócio”.

Isso nos leva ao próximo grande equívoco: faixa etária.

Sim, o Snapchat é a melhor maneira de atingir jovens de 13 a 34 anos. De acordo com seu site, mais de 60 por cento dos usuários de smartphones dos EUA nesta faixa etária são Snapchatters. Mas, isso não significa que os usuários mais velhos não estão no app, que não devem estar, ou não estarão eventualmente.

Como Cigelske (de 30 e alguma coisa) diz em seu post sobre o Snapchat para pessoas mais velhas, “Era hora de repensar meus preconceitos. Eu decidi substituir o menosprezo pela curiosidade”.

APELO

Muitas pessoas não confiam nos porta vozes da mídia hoje.

De acordo com o Instituto de Política da Universidade de Harvard, 88 por cento da geração millennial diz que só “às vezes” ou “nunca” confia na imprensa.

O apelo do Snapchat para os usuários é muito a sua autenticidade. Não há ninguém polido.

“É exatamente o oposto do Instagram”, diz Cigelske. Aqui, os usuários podem visualizar personalidades que trabalham e falam no momento, de uma forma mais cru, sem remorso – e divertida. Isto eleva o nível de confiança, permitindo que jornalistas e marcas paossam construir sua credibilidade com o público mais jovem.

Além do tom de conversação do aplicativo, a plataforma é construída para e intuitivamente para o celular.

Para a mídia, “é sobre o que está acontecendo agora”, diz Cigelske. Não é um formato longo ou analítico – apenas visual, notícias inusitadas que passa sobre os eventos do dia.

Para jornalistas e o amigo consumidor tecnológico, este é um enorme “ganha-ganha”.

Jornalistas estão sempre procurando novas maneiras de alcançar as pessoas enquanto elas se afastam do impresso e da mídia televisiva, diz ele. Snapchat permite aos jornalistas conseguir conteúdo multimídia direcionado diretamente – e rapidamente – das mãos de novos públicos que estão com fome por engajamento e autenticidade.

COMO A MÍDIA ESTÁ USA O SNAPCHAT

Os editores estão priorizando conteúdo ao vivo para atingir o público de massa enquanto o vídeo se torna a forma dominante de consumo de conteúdo. E assim, a capacidade de se envolver em narrativas visuais e transmitir vídeos ao vivo está se tornando uma capacidade cada vez mais vital e transformadora para os jornalistas.

O Snapchat permite que os jornalistas e as principais empresas de mídia se expandam e experimentem um formato visual que é fácil de trabalhar.

No Snapchat Discover, onde as publicações podem ser parceiros do Snapchat para compartilhar histórias mais dinâmicas, como Vice e Refinery29 estão desenvolvendo conteúdo ao lado de publicações mais tradicionais, como a CNN e o Daily Mail. “É o Santo Graal”, diz Cigelske. E o tráfego é enorme. Segundo ele, “Mashable aumentou sua audiência em 25 por cento”.

Os snaps de jornalistas e publicações freelancers que compartilham fora do Discover, não são tão profundos ou desenvolvidos, mas são diferentes e envolventes.

O conteúdo é variado. De notícias de última hora dos bastidores, tópicos atuais e mais. As possibilidades são verdadeiramente infinitas.

Por exemplo, a CBS está mostrando os bastidores das eleição de 2016; a Condé Nast Traveler postou sua “Hot List” anual sobre hotéis, exclusivo no Snapchat. A Mashable Sam Sheffer hospeda uma série de snaps semanal chamada “Tech Tuesday”. Muitos também usaram a plataforma recentemente para compartilhar mensagens sobre o #EarthDay e para exaltar o legado de Prince.

MÍDIA SNAPCHAT

COISAS PARA LEMBRAR

Este é o olhar do jornalismo. Ao contrário do Facebook ou Twitter, o Snapchat não é projetado para direcionar o tráfego para um site ou blog. O aplicativo não tem a capacidade de incluir links ou levá-lo para fora do aplicativo. Use os recursos multimídia para atrair o interesse e levar até as manchetes. Com bom conteúdo, você pode, naturalmente, atrair mais tráfego para seus outros canais.

Nem tudo é para o Snapchat. “Quando os jornais começaram a ser online, eles foram apenas colocando tudo, do jornal para o site”, diz Cigelske. Mas esta não é uma plataforma de tamanho único. Escolha tópicos relevantes que as audiências mais jovens se interessam e que pode ser resumido em pedaços rápidos, digestíveis.

Faça suas fotografias brilharem. A fim de explorar a cultura do Snapchat, faça o seu melhor para que caiba. Atire no vertical, tanto quanto possível, adicionar filtros e geofiltros, e adicionar um toque com a ferramenta de desenho, legendas e emoticons. Você não tem que ser um bom artista, acrescenta Cigelske. Apenas se divirta com ele.

Não se leve muito a sério. “Sim, há problemas graves neste mundo”, diz Cigelske, “mas, isso não significa que você não pode ser humano”. O Snapchat permite aos jornalistas baixem a guarda, por assim diga, o que quer dizer: “Eu quero para falar com você e iniciar uma conversa”. Grande parte do conteúdo no Snapchat é despreocupado, mas seja cuidadoso quanto ao tom certo quando cobrem histórias sérias.

Prática quotidiana. Criar conteúdo atraente pode não acontecer naturalmente na primeira vez. Cigelske sugere abrir o aplicativo todos os dias para se familiarizar. Também é uma boa prática para encontrar uma fonte confiável e praticar com amigos.

É bom chegar cedo. Estar a bordo, enquanto o app ainda é novo, permite que você veja a evolução do aplicativo. Isso também te dá tempo para que conquiste seu espaço antes que o uso seja mais generalizado.

Não se limite. Você não tem que parar em apenas um piscar de olhos. Para contar uma história mais longa, faça uma série de snaps. Pense no Twitter, Cigelske lembrou. Ao ter uma conversa ou twittar ao vivo, você não para em um tweet. Você continua para contar toda a história.

Texto traduzido do post escrito por Anna Jasinski no Blog Beyond Bylines, no dia 28 de abril de 2016. Anna é Gerente de Relacionamento com Audiências na PR Newswire.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Giba Um – Jornalismo Econômico, Político e de Estilo de Vida

Entrevista com o criador da Revista Contigo! e fundador do Projeto Down, Gilberto Di Pierro, veterano do jornalismo nacional e conhecido como “Giba Um”.

Giba Um – Jornalismo Econômico, Político e de Estilo de Vida

Ser jornalista é unir talento com trabalho, assim Gilberto Di Pierro descreve sua vocação em uma entrevista ao Diálogo Nacional. Olhar passa o seu passo o faz lembrar da época de estudante, na faculdade Cásper Libero onde cursou jornalismo. Sua carreira pode ser considerada precoce, aos 21 anos Gilberto já era colunista político do jornal Última Hora, onde cobriu um dos personagens mais folclóricos da política brasileira, Adhemar de Barros – na época governador do Estado de São Paulo.

Descendente de italianos, o “Giba Um” como é conhecido, fez de sua profissão um produto. Sem deixar de lado a seriedade e responsabilidade do jornalismo, fez de sua coluna – presente até hoje nas plataformas digitais do Diário do Comércio e em muitas outras publicações do Brasil – um sucesso. Fez da ironia e bom humor, elementos fundamentais para suas notícias.

Entre suas muitas funções, Gilberto é jornalista, apresentador, produtor de teatro e consultor de comunicação e marketing político. Além de ser o criador da Revista Contigo! e da Revista Pop. Mas suas funções como comunicador não param por aí. “Giba Um” também é fundador do Projeto Down – Centro de Informação e Pesquisa da Síndrome de Down – o que prova que a grande função de um comunicador, além de informar os acontecimentos, é educar e contribuir com as mudanças sociais, deixando de lado o papel de locutor e se assumindo como protagonista.

Acompanhe a entrevista da PR Newswire com esse grande profissional considerado um dos sobreviventes do jornalismo:

Entrevista com Gilberto Di Pierro, o Giba Um:

1 – Para você, um dos veteranos do jornalismo nacional, quais as mudanças no cenário da comunicação que mais impactaram a sua profissão desde seu início até hoje?

Gilberto Di Pierro“A impressão em offset, a chegada das cores nas capas dos jornais (e depois, em todas as páginas) e o uso do satélite pela TV. Sem falar nas variantes da internet, claro.”

2 – Por que o criador da revista Contigo, a mais conhecida revista sobre o mundo dos famosos, resolveu migrar o foco de suas publicações para a área de política?

Gilberto Di Pierro“A Contigo foi à primeira revista brasileira de gossips de artistas e de jornalismo investigativo nessa área. Introduziu também o que eu usaria depois na coluna: “Paparazzi”. Era inspirada na revista italiana Novella 2000, mais do que nos tabloides sensacionalistas de Londres e Nova York. A coluna começou quando estava ainda na Contigo e era necessário algo novo. Eu já tinha sido colunista político (aos 21 anos) no “Última Hora”. A coluna vai surgindo misturando gente de sociedade, artistas, políticos, empresários, esportistas, etc. Era muito natural que, com o tempo, eu fosse migrando para a política, acho que até por certa vocação.”

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3 – Como começou sua carreira no Jornal Última Hora? Com quais grandes profissionais do jornalismo você já trabalhou e como contribuíram para seu desenvolvimento?

Gilberto Di Pierro“Eu trabalhava nos Diários Associados, quando teve a primeira grande greve dos jornalistas, todo mundo foi demitido e eu fui pedir emprego no “Última Hora”. Comecei no mesmo dia e fui fazer a cobertura da prefeitura e depois a do governo do Estado (o governador era o Adhemar de Barros). Foi aí que nasceu minha primeira coluna de política estadual, sem o nome “Giba Um”. Grandes profissionais que contribuíram para o meu desenvolvimento: Luis Carta, Thomaz Souto Correa, Octávio Frias e Samuel Wainer, o qual acabei sucedendo na direção do jornal Última Hora. Estão são os prifissionais que acreditaram em mim.”

4 – O jornalismo sofreu grandes mudanças e passa por um momento econômico difícil. Como você vê o futuro da mídia impressa especialmente no Brasil?

Gilberto Di Pierro“A mídia impressa existirá sempre. Poderá ter menos veículos diante da concorrência da internet, mas manterá seu poder de leitura e de publicidade. Nos últimos tempos, foram legiões de jornalistas demitidos, a maioria migrou para a internet, virou assessor de imprensa ou professor de escola de comunicação. O Globo é o grande exemplo de jornal que se mantém, é completo, super informativo e funciona dentro de um complexo que tem o G1, TV Globo, emissoras de TV por assinatura e rádios.”

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5 – Qual o segredo da coluna “Giba Um”, umas das mais tradicionais na mídia Brasileira? Você segue alguma metodologia específica para trabalhar uma notícia?

Gilberto Di Pierro“Eu acredito que uma coluna só tem sucesso (e hoje, temos muitas colunas de diferentes tipos em jornais e uma infinidade na internet) se tiver informação boa e diversificada (eu, por exemplo, coloco coisas de comportamento ou de moda no meio das notícias políticas). O sucesso de uma coluna se deve ao estilo, pequenas doses de ironia e bom humor, acrescentadas a uma nota supostamente séria. O estilo inclui a maneira de escrever, criatividade nos títulos, mini sessões fixas, etc. Hoje eu misturo até mulheres seminuas com política.”

6 – O jornalismo político nunca esteve tanto em evidencia no noticiário. Você acredita que a política, como o noticiário esportivo, se tornou a nova paixão nacional?

Gilberto Di Pierro“O que está em evidencia não é a política: é a corrupção que envolve grande parte da política nacional. Nos anos 60, se falava na “caixinha do Adhemar”: hoje, só se fala em milhões desviados e não apenas da Petrobras ou de outras estatais. A corrupção assola governos estaduais e municipais. A gente vê prefeitos serem cassados por desviarem merenda escolar. Nunca os brasileiros conviveram com tão elevado nível de corrupção que domina as páginas dos jornais, manchetes, revistas e dos principais telejornais. A política em si sempre foi uma paixão nacional, como o futebol, a cerveja e o derrière das moças.”

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7 – Como consultor de marketing político, na atualidade, qual político tem melhor desempenho ou se destaca em termos de comunicação? Que melhor estabelece relacionamento com melhor posicionamento?

Gilberto Di Pierro“Hoje é difícil dizer. Em 13 anos de poder, o PT não conseguiu um sistema correto de comunicação. É feito por amadores. Mas, também outros governos têm comunicação pobre incluindo o de São Paulo. O esquema de comunicação de Geraldo Alckmin não existe. Esse pessoal todo imagina que distribuir releases é se comunicar, e não é. Cada jornalista com alguma importância recebe mais de 300 ou 400 releases por dia.”

8 – Há algum outro colunista e/ou blogueiro de política ou de outra editoria que você admira?

Gilberto Di Pierro“Gosto do Lauro Jardim, dos comentários de Reinaldo Azevedo e do site O Antagonista. Quanto a algum blogueiro de outra editoria, admiro o Ruy Castro.”

9 – Em sua opinião, consultoria de comunicação é uma saída versátil para os jornalistas experientes diante do período de crise na área?

Gilberto Di Pierro“Nos últimos anos, foram demitidos milhares de jornalistas de todos os veículos da mídia. Para sobreviver, cada um deles tenta abrir sua assessoria de imprensa ou dar aulas a preços muito baixos. Das mais de duas mil consultorias de comunicação do país, menos de 10% delas tem qualidade profissional.”

10 – O que é e como começou o “Projeto Down”, na qual você é fundador? Com mais de 30 anos, quais as mudanças sociais que o projeto promove e como a mídia aborda essa questão?

Gilberto Di Pierro“O Projeto Down nasceu há mais de 30 anos por conta do nascimento de um filho meu, o Bruno. Na época, se falava “mongoloide”, que é um termo pejorativo. Fizemos uma campanha nacional e introduzimos o nome correto, que é Síndrome de Down. Fomos a primeira entidade voltada à campanha anti-segregação, usando os recursos de uma consultoria de imprensa, a princípio, depois cartilhas, assistência a familiares e a população mais carentes, seminários, grupos de apoio, visita a familiares e até um SOS Down para quem acaba de ter um filho com Síndrome de Down. Somos de utilidade pública e reconhecidos pela ONU.  Hoje, apoiamos também uma escolinha creche, onde fazemos pesquisas e um constante acompanhamento. Tudo feito com doações da iniciativa privada.

Hoje são centenas de instituições, inspiradas pelo Projeto Down, espalhadas pelo Brasil. Entretanto, a mídia acolhe apenas casos especiais: por exemplo, um garoto que vira ator, um casamento vigiado, adolescentes que trabalham. Ninguém fala que não existe uma instituição pública que ofereça, de graça, intervenção precoce. Sem falar no salário mínimo que eles têm direito, desde os demais integrantes de sua família ganhem até 40% de um salário mínimo.”

*Se você é um jornalista, blogueiro, autor ou criador de conteúdo, o ProfNet pode te ajudar a encontrar fontes especializadas. Tudo que você tem a fazer é preencher um rápido formulário dizendo o que você procura, o seu prazo, e como você quer ser contatado, para colocarmos você em contato com os especialistas mais apropriados em nossa rede. A melhor parte? É GRÁTIS! Comece agora.

Por Bruno Sutero, Coordenador de Relacionamento com a Mídia
Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

6 Dicas do BuzzFeed para Sugestão de Pauta

É óbvio dizer que a maioria dos profissionais de Relações Públicas e Marketing gostariam de ver seu nome ou de sua empresa em alguma página do BuzzFeed. Mas como conseguir isso?

6 Dicas do BuzzFeed para Sugestão de Pauta

O BuzzFeed é uma das empresas de notícias e entretenimento mais populares do mundo, criando conteúdo “louco” e interessante que combina notícias sérias, divertidas, emocionantes, histéricas e de celebridades.

É óbvio dizer que a maioria dos profissionais de Relações Públicas e Marketing gostariam de ver seu nome ou de sua empresa em alguma página do BuzzFeed. Mas como conseguir isso?

O escritor de ciência do BuzzFeed, Alex Kasprak (@alexkasprak) foi entrevistado recentemente por uma jornalista no Perguntas e Respostas do ProfNet.

Alex tem experiência tanto como cientista como jornalista de ciência. Antes de se tornar escritor, ele estudou elementos químicos fossilizados em rochas antigas para mostrar os dramáticos períodos de mudança ambiental durante eventos de extinção em massa. Ele escreveu funcionalidades para o NASA Visualization Explorer e trabalhou por dois anos no Jet Propulsion Laboratory da NASA como principal escritor e produtor de conteúdo para três sites da NASA voltados para crianças em idade escolar.

Hoje, no BuzzFeed, Alex cobre histórias mais curtas e leves sobre ciência, como “o melhor de” sobre os fatos da Ciência e de Cultura.

Eu normalmente não cubro um único estudo científico ou notícia sobre ciência, mas me concentro em várias histórias e fatos da ciência sobre um tópico ou tema específico”, diz ele. “Animais assustadores, estranhos fenômenos, ideias estranhas sobre a humanidade, evolução, consciência e histórias com um forte apelo visual são sempre populares”.

Eu não tenho só um tema específico, mas gasto muito tempo escrevendo sobre o espaço, astronautas e fósseis”. Ele acrescenta: “Eu lanço quase todas minhas histórias sozinho. O BuzzFeed nos dá uma grande liberdade nesse caso”.

Então, o que exatamente Alex procura em uma história? Aqui estão algumas dicas.

FAÇA uma pesquisa sobre os temas que os jornalistas do BuzzFeed cobrem.Quando pessoas enviam pautas para mim, devem estar familiarizadas com o TIPO de histórias que o BuzzFeed Ciência escreve”, diz Alex. “Nós raramente trabalhamos estudos isolados, e a maioria das nossas histórias tentam evocar algum tipo de resposta emocional humana fora do “Caramba, isso é legal!’”.

NÃO envie campanhas de produtos ou corporativas.Eu sempre vou rejeitar qualquer pauta que é claramente apenas um esforço para me fazer anunciar algo corporativo”, ele adverte. “Isso não é o meu trabalho, e há toda uma equipe do BuzzFeed voltada para os anunciantes de qualquer forma”.

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MONSTRE o potencial da história em se tornar viral.Um forte discurso que me envolveria, não só pela ideia, seria também por que as pessoas na internet gostariam de compartilhá-lo com um amigo depois de lê-la”.

NÃO escreva histórias para ele. Sua pauta deve ser pauta para uma ideia de história, e não a própria história. “Evite escrever um post inteiro para mim e perguntar o que eu acho sobre ele. Não é uma forma supereficiente de fazer as coisas, e o BuzzFeed realmente tem um lugar para seus membros escreverem histórias no site diretamente”, recomenda.

SEJA diferente. Quando em uma pauta é necessário um especialista para caracterizar uma história, Alex revela: “Meus especialistas favoritos são pessoas que estudam e pesquisam sobre coisas peculiares, específicas e esotéricas, mas que também podem fazer essas coisas estranhas apelarem a um público maior. Uma das minhas entrevistas favoritas no ProfNet foi com um professor de engenharia mecânica que tinha um conhecimento incrivelmente e detalhado sobre Star Wars e uma maneira muito criativa de relacionar sua experiência nesse gênero. Ele me ajudou a escrever um post respondendo perguntas absurdas de ciências sobre o universo de Star Wars”.

NÃO tenha medo de perguntar.Me envia um e-mail!”, Diz Alex. “Deixe eu saber o que você tem para me oferecer e eu posso te dizer quais são as pautas mais prováveis que eu trabalho”.

O BuzzFeed me permite experimentar como trazer mais ciência para um público bastante considerável”, acrescenta. “Não só tenho uma grande dose de liberdade sobre os temas que escolho, mas também tenho liberdade para descobrir maneiras novas e criativas para transmitir informações ou contar uma história de um jeito novo. Eu também tenho a abertura para colocar um humor esquisito nos meus posts que outros sites evitam, e isso sempre faz barulho”.

Por exemplo, o momento mais marcante de Alex veio de uma série de histórias sobre astronautas aposentados. “Eu tive que falar com alguns astronautas extremamente qualificados e muito corajosos e tive que perguntar para eles sobre todos os tipos de coisas loucas. Sobre quase morrer no espaço, sobre quão difícil algumas coisas na vida astronauta eram, e diferentes erros que podem acontecer, grandes e pequenos, nas missões”, lembra ele. “Estas foram as coisas que eles provavelmente não poderiam ter dito enquanto ainda trabalhando como astronautas. Eu podia ouvir esses homens e mulheres por horas e não me cansar”.

Do BuzzFeed a Bloomberg, nem todos os meios de comunicação são iguais, e a cobertura da mídia espontânea pode parecer evasiva para nivelar os profissionais de comunicações mais experientes. Baixe o nosso guia de boas-práticas Best Practices for Creating Media-Friendly Content para mais dicas que te ajudarão a virar notícia pelo jeito certo.

Best Practices for Creating Media-Friendly Content

Texto traduzido do Blog Beyond PR, publicado por Evelyn Tipacti no dia 19 de fevereiro de 2016. Evelyn é Especialista de Relacionamento com a Audiência no ProfNet, serviço que conecta jornalistas com fontes e especialistas.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Encontro Folha de Jornalismo

A Folha comemora seus 95 anos com debates sobre os desafios do jornalismo.

Folha de S. Paulo Comemora 95 anos com Debate sobre Jornalismo

Já começou O Encontro Folha de Jornalismo. O evento, realizado no MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo começou hoje (18/02) e se estenderá até amanhã (19/02). Embora seja gratuito para assinantes da Folha de S. Paulo, as vagas estão esgotadas.

Sobre o Evento

O Encontro Folha de Jornalismo, reúne os principais profissionais da imprensa nacional e internacional. E conta com oito mesas, quatro a cada dia. Entre os temas de debate estão:

  • A importância crescente do jornalismo profissional
  • A lei que regulamenta o direto de resposta
  • O processo de impeachment contra a presidente Dilma
  • A relação entre imprensa e governo na Argentina e na Venezuela

Os resumos das mesas de debate, assim como fotos, vídeos e entrevistas com os palestrantes serão publicados no site da Folha ao longo do evento.

A Folha de S. Paulo –  maior jornal do Brasil em circulação e audiência – amanhã, dia 19 de fevereiro, completará 95 anos. Segundo o veículo, as comemorações começam na segunda (15), com a veiculação de vídeos especiais no site do jornal e discussões ao vivo transmitidas pela TV Folha. Além disso, o jornal publicará no próximo dia 28 de fevereiro, um caderno especial comemorativo sobre os 95 anos.

Confira a programação completa do Encontro Folha de Jornalismo.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Os Recursos Favoritos dos Jornalistas

Hoje,  as notícias estão acontecendo mais rápido do que nunca. Se somadas a velocidade da informação – indo e vindo – você deve criar imagens atraentes, histórias tuitáveis, moldadas para o Instagram e que rapidamente possam ser adaptadas para a web e/ou para um post de blog.

Os Recursos Favoritos dos Jornalistas

Existem uma grande variedade de fontes para atender às novas exigências de divulgação de notícias.

A busca na web é a ferramenta mais popular entre os jornalistas para encontrar histórias (83%), de acordo com uma pesquisa realizada recentemente pela PWR New Media. A segunda fonte mais usada é o recebimento de e-mail (apontada por 67%). Em terceiro lugar estão os meios sociais de comunicação (com 47%).

Fazer uma pesquisa e ver as palavras de sua história tomando forma no papel não é mais suficiente. Hoje, imagens e vídeo estão no topo da lista de importância para ajudar a contar uma história.

Então, sem nenhuma surpresa, a recentemente pesquisa com usuários do PR Newswire for Journalists encontrou os três aspectos favoritos e mais úteis do site:

  1. A busca de notícias e personalização da entrega (por tipo e timing).
  2. Acesso a fotos e vídeo hi-res (alta resolução).
  3. Encontrar fontes especializadas.

Press Releases para Escolher

Esqueça o telefone. O e-mail se tornou o método preferido de comunicação hoje. Especialmente quando falamos de Relações Públicas e entrega de notícias corporativas para mídia.

Para você jornalista: Escolha o press release que quiser e quando quiser, isso beneficia ambas as partes. Para fazer isso, você pode navegar por setores de mercado no site do PR Newswire for Journalists.

Press Releases para Escolher

Se você preferir o recebimento de e-mail, você pode criar um feed de notícias pessoais usando o recurso “My PR Newswire”. Não só controlará o tipo de notícia que você receberá, mas também quantas vezes você quer recebê-la.

Para configurá-lo, veja algumas dicas rápidas. Veja um guia passo-a-passo aqui: 6 Steps to Ensure On Target News Release Delivery.

Criar o seu feed de notícias pessoal elimina o que você não quer receber e entrega as notícias que você precisa. Se você mudar de emprego, não tem problema. Os perfis de newsfeed podem ser alterados a qualquer momento.

Galeria Multimídia

Imagens podem criar ou destruir sua história. Elas podem ser o elemento que capta o seu público e faz com que ele continue lendo. Existem milhares de fotos, vídeo, áudio e outros documentos para download, incluindo infográficos e muito mais na Galeria Multimídia.

Galeria Multimídia

Sinta-se livre para publicar fotos, logos e vídeos sem se preocupar com as questões de direitos autorais. Tudo em nosso newswire pode ser usado.

Especialistas na ponta dos dedos

Conseguir citações atraentes de fontes confiáveis pode ser um desafio até mesmo para o repórter/jornalista mais experiente. O ProfNet pode ajudá-lo a encontrar fontes e especialistas sobre uma grande variedade de assuntos e cumprir o seu deadline. Para começar, clique na aba “ProfNet Experts” no topo da página PR Newswire for Journalists. Isso levará você para o formulário de consulta, onde você pode descrever o tipo de especialista que você procura.

Especialistas na ponta dos dedos

Tendências e Oportunidades de Mídia

Além dos serviços descritos acima, o site PR Newswire for Journalists oferece uma seção robusta sobre Comunidade, onde você pode encontrar e acompanhar as tendências de mídia e oportunidades de emprego.

Tendências e Oportunidades de Mídia

Quer começar? Leva apenas alguns minutos para registrar em nossos serviços para mídia em prnmedia.prnewswire.com. Se você tiver dúvidas, gostaria de saber mais ou precisar de ajuda para a elaboração de um newsfeed, você também pode deixar o seu comentário. Estamos sempre felizes em ajudar!

Texto traduzido do pos escrito por Brett Simon no Blog Beyond Bylines, no dia 11 de fevereiro de 2016. Brett é Diretor de Relacionamento com Audiência da PR Newswire.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Super Bowl – 10 Dicas para Jornalistas em Cobertura Esportiva

Um jornalista tem uma tarefa ao cobrir um evento esportivo – pintar um quadro. Mas o que fazer quando todo o seu público já viu essa imagem?

Super Bowl - 10 Dicas para Jornalistas em Cobertura Esportiva

Em muitos aspectos, cobrir jogos colegiais é mais fácil do que a cobertura de atletas profissionais durante um longo tempo. É um processo muito mais simples porque seu público/leitores normalmente não estavam no jogo e não o assistiram pela TV. Podem até não saber o resultado final. Como repórter, e um contador de histórias (storyteller), você pode se dar ao luxo de começar sua obra de arte em uma tela em branco.

Ao cobrir grandes eventos esportivos, você tem que dar aos seus leitores algo que eles ainda não tenham visto em suas telas de 60 polegadas, de alta definição. Isso pode ser assustador.

O Super Bowl é o maior e mais confuso exemplo. Como você pode dar ao seu público uma história que eles já não saibam? Parece que todo mundo no planeta assiste esse jogo. Como você pode dar aos seus leitores algo novo? E realmente, como você pode se diferenciar de centenas de outros jornalistas que também estão cobrindo o jogo?

É certamente um desafio, mas todos os jornalistas e repórteres esportivos deveriam experimentar. É o “Super Bowl” para redatores também – não perca a oportunidade.

Aqui estão 10 dicas para cobrir grandes eventos esportivos:

1 – O que não se pode ver (ou ouvir) do seu sofá de casa?

Uma história jogada a jogada não vai funcionar – você não está dando a seu público qualquer coisa que eles já não saibam. Em vez disso, leve aos seus leitores os bastidores.

Como é o ambiente no estádio? Qual é o humor nos vestiários? Será que o estádio balançou quando o touchdown da vitória foi marcado? Qual o cheiro? Qual o som?

Dê a seus leitores um crachá de imprensa virtual e leve-os para partes da arena onde eles normalmente não estão autorizados a entrar.

2 – Não escreva o óbvio

Cada repórter escreverá a história sobre o jogador mais importante (MVP). Separar-se. Escreva sobre jogador mais subestimado do jogo. Dê a seus leitores a história por trás da parte mais importante do jogo.

Encontre uma história única que não será contada em qualquer outro lugar.

3 – Use aspas de “pessoas”

Treinadores amam comentários de treinadores e jogadores amam opinião de jogadores. “Demos 110 por cento… deixamos tudo em campo… realmente vieram juntos como uma equipe… os nossos rapazes realmente conseguiram isso hoje”.

Super Bowl - 10 Dicas para Jornalistas em Cobertura Esportiva

4 – Faça Melhores Perguntas!

Boas perguntas levam a boas respostas. Não inicie uma pergunta com “fale sobre…”. Isso apenas dá ao entrevistado caminho livre para falar sobre o que ele quiser.

Faça uma pergunta incisiva: Qual foi a peça fundamental que levou a conquista do jogo?

Não dê em sua pergunta qualquer espaço para manobra. Seja específico em suas perguntas. Evite perguntas óbvias, como “qual é a sensação de ganhar? ”. Em vez disso, pergunte “qual foi o pior momento da temporada? ”. Leve-os para contemplar todo o percurso. Direcione para que eles contêm uma história.

Nesse momento, atletas e treinadores provavelmente não lhe oferecerão outra coisa que não seja “É ótimo, nós trabalhamos duro, blá blá blá.” Faça sua lição de casa e vá fundo para conseguir as melhores entrevistas e citações.

Em vez comentários inúteis, cave para conseguir citações que mostrem um lado mais emocional. A raiva, a dor, alegria – uma grande citação capta a sensação do momento.

Continue fazendo perguntas até que alguém dê uma resposta “humana”. E isso me lembra…

5 – Não entreviste torcedores

Não. Por favor. Isso vale especialmente para repórteres de TV. Essas entrevistas raramente fornecem qualquer novidade.

6 – Não tweet apenas para twittar

Viver twittando grandes eventos esportivos é uma prática duvidosa. Muito provavelmente, você está apenas entupimento o feed de alguém. Lembre-se, as pessoas também estão assistindo.

Se você estiver indo twittar durante um grande jogo, ofereça a sua visão. Se você é um expert, dê a sua opinião. Mas cuidado com *hot takes. Não fura de um apuro para voltar duas horas mais tarde e dizer “eu avisei”.

Em vez de um *hot take, dê um comentário informativo. @BillBarnwell da ESPN é um bom exemplo de como fazer isso bem. Durante um recente jogo do Panthers-Seahawks, ele colocou em seu Twitter alguns fatos interessantes. Os fãs de esportes amam suas estatísticas e fatos interessantes.

*hot take: termo usado ironicamente no jornalismo para descrever um comentário superficial e óbvio.

Além disso, se você tem uma opinião forte, dê seu contexto ou explique-a. E esteja preparado para sua repercussão. Só não entre em uma guerra no Twitter.

7 – Evite coletivas pós o jogo (media scrums)

Que nova informação você pode conseguir cercado por outros 50 repórteres que também estão no as querem nos 45 do segundo tempo? Procure os jogadores que querem conversar por iniciativa própria. No media day, fale com o atacante que sentarem na bancada. Ele pode ter uma história interessante que ninguém mais vai relatar.

Tom Brady e Peyton Manning terão a maior concentração de mídia, mas eles oferecem alguma coisa nova ou substancial? O artilheiro da equipe pode abrir se você lhe dar uma chance.

E você nunca saberá, mas ele pode acabar como a estrela do jogo. Quantos repórteres escreveram uma reportagem sobre Malcolm Butler antes do Super Bowl do ano passado? Meu palpite é: não muitos.

8 – Não é sobre você

Ninguém se preocupa com as dificuldades de um repórter. Mantenha a história do jogo, os jogadores, a atmosfera… isso nunca deve ser sobre você.

Você está no Super Bowl. Ninguém sente pena de você porque a comida fede na sala de imprensa. Ou porque um treinador foi ruim com você.

Se você estiver escrevendo uma coluna, você pode fornecer citações ou escrever na primeira pessoa, mas mantenha o foco no jogo.

9 – Coloque o dicionário de sinônimos longe

Você não precisa de grandes palavras para escrever intelectualmente sobre um jogo. Seja criterioso, engraçado, seja novo – apenas não pense.

Não tente provar para seu público que você é inteligente. Se o leitor tem que pensar sobre o significado de uma palavra, isso leva para longe a sua mensagem.

Seja direto com seus leitores – se você está pintando um quadro, faça-o de uma forma clara e viva. Se os leitores têm de adivinhar o significado de sua história, você já perdeu a mão.

10 – Não seja o juiz, júri e carrasco

Evite fazer juízos gerais, especialmente no momento. Você não é o delegado. Você não fala por cada pessoa de seus leitores.

Uma das piores coisas que um repórter pode fazer é condenar um atleta ou treinador imediatamente depois de um jogo. As emoções são fortes no vestiário pós jogo. Tenha isso em mente.

Forneça contexto para cada citação controversa. Veja todos os ângulos da questão. Repórteres devem ser firmes, mas lembre-se de ser sempre justo. Seus leitores esperam isso de você.

PR NEWSWIRE FOR JOURNALISTS

Procurando por notícias Super Bowl ou outro conteúdo relacionado a esportes? Podemos criar uma um newsfeed personalização da PR Newswire para você. Isso é fácil. Inscreva-se em PR Newswire for Journalists hoje mesmo.

Texto traduzido do Blog Beyond Bylines, publicado por Ryan Day no dia 03 de fevereiro de 2016. Ryan é Gerente de Customer Content Service na PR Newswire.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
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