Como Encontrar Novos Ângulos para sua Notícia


Como Encontrar Novos Ângulos para sua Notícia

Na era digital em que vivemos, os criadores de conteúdo têm vários veículos a disposição para contar sua história.

Se você quer escrever artigos para veículos tradicionais, produzir conteúdo para seus clientes, ou simplesmente divulgar seu próprio trabalho, é preciso ficar atento às várias ferramentas e plataformas disponíveis.

Recentemente, quatro mulheres influentes do mercado editorial compartilharam sua visão sobre o assunto em uma apresentação da American Society of Journalists and Authors (ASJA): Sherry Beck Paprocki – VP do ASJA; Tanya Hall – CEO da Greenleaf Book Group; Lottie Joiner – editora sênior da revista The Crisis e Emily Paulsen – escritora especialista em saúde.

Storytelling em diferentes plataformas

Quando Joiner, jornalista de justiça criminal, cobriu o aniversário do caso Freddie Gray, ela contou uma única história de três maneiras diferentes: um tweet ao vivo de uma coletiva que discutia sobre a reforma da polícia; um podcast com uma ativista comunitária e um agente da polícia; e um post de blog.

Joiner também conseguiu levar o material extra de suas entrevistas e escreveu dois artigos diferentes, um para sua publicação trimestral na revista The Crisis, e um para o National Journal’s Next America. As histórias cobriram diversos ângulo em defesa do controle de armas, um assunto importante que ela foi capaz de cobrir de diversas maneiras.

Quando se trata de contar histórias em diferentes plataformas, Joiner acredita que sua “origem” é um ótimo ponto para começar. Uma história é uma notícia em linha reta; mostre-a aos leitores de um ponto específico ou de um assunto, inclua entrevistas, imagens e estatísticas.

“É uma grande porta de entrada para outras histórias maiores”, disse Joiner.

Joiner considera-se uma “generalista em minha especialidade”. Estar aberto a diferentes tarefas ajudará novos storytellers a ganharem mais clientes.

Tenha uma história para contar

Paulsen, escritora especialista em saúde, disse que o importante é o conteúdo – independente do formato escolhido. Ela escreve para profissionais e executivos dá área de saúde e para pacientes.

“Você tem que escolher a sua história e o seu formato de acordo com o público que você está trabalhando”, ressaltou.

Um projeto em que Paulsen trabalhou foi um kit de ferramentas para instrução de pacientes, onde desenvolveu um folheto com informações dos pacientes e outro material de “como usar o folheto” para servir de guia para médicos e enfermeiros.

Ambos foram escritos de maneira muito simples, mesmo o guia, para que pudessem ajudar os clínicos a falar com os pacientes de forma mais humana e sensível, em oposição a tradicional fala médica.

Paulsen sugeriu estar aberta a novos formatos e as ideias dos clientes. Por isso, foi capaz de trabalhar em vários projetos, incluindo o desenvolvimento de um curso sobre como escrever para gerar impacto e um discurso de formatura.

“Seja qual for a história em que você está trabalhando, em qualquer formato, você tem que abordá-la com a mesma integridade e profissionalismo”, disse Paulsen. Isto é o que distingue criadores de conteúdo profissionais de alguém que apenas escreve por dinheiro.

Paulsen também sugeriu “ter sua própria história para contar”. Ela é sempre honesta com ela mesma enquanto escritora, mesmo com o fato de não ter qualquer tipo de formação em medicina ou títulos a frente de seu nome.

Seu último projeto, tem a colaboração de dois parceiros. Eles estão capacitados para assumir projetos maiores de mais impacto, incluindo a documentação para o novo website federal para testes clínicos (ClinicalTrials.gov).

Livro de Conteúdo com Múltiplos Propósitos

Hall da Greenleaf usou seu tempo para falar sobre a publicação de livros e definir autores de sucesso.

“O lançamento de um livro de sucesso se resume a convicção do autor”, disse Hall.

A Greenleaf olha um autor como uma marca. Aproximadamente dois mil livros são publicados diariamente, por isso é importante ter uma “mensagem diferenciada e um apelo muito forte”. Isso começa com o autor e sua história.

A próxima coisa que se deve saber, depois de fixar um autor como uma marca e saber qual experiência ele quer transmitir, é conhecer seus concorrentes – com quem você estará dividindo uma prateleira.

O público vem em seguida, e Hall sugere que escritores devem fazer pesquisas de mercado sobre o que estão escrevendo. Uma ótima maneira de fazer isso é começar a ter um blog, e acompanhar o que está sendo compartilhado, comentado, etc. Lembre-se para quem você está escrevendo.

Manter um inventário de conteúdo é um elemento importante para tornar o processo de escrever um livro mais fácil. A maioria dos escritores consideram apenas os seus artigos e white papers, sem considerar apresentações, webinars e outras peças de conteúdo que podem transcrever ou usar para criar uma nova obra.

Hall recomenda o desenvolvimento de uma “matriz de conteúdo” para identificar o que você já tem. A matriz de conteúdo é uma “planilha organizacional que classifica o conteúdo com alguns fatores ordenados”, explica Hall.

Hall pensou em divulgar materiais de apoio para que os leitores possam lê-los. Escritores querem saber como os leitores implementam o que está sendo prometido no livro. Forneça exercícios, abra discussões, ou outros recursos para fornecer o passo a passo para implementarem o que o livro está tentando ensinar.

15 maneiras de contar uma história

O livro de Paprocki, “50 maneiras de contar a sua história”, começou como um workshop para jornalistas analisarem seu próprio trabalho, como um grupo, e conseguiram chegar em mais de 50 dicas de como fazê-lo. Esse evento rendeu conteúdo para escrever uma lista para a revista da ASJA que foi publicada em um artigo e se tornou um livro.

Paprocki considera seu livro um manual para pequenas empresas, explicando o quanto é importante contratar alguém que tenha habilidades para contar suas histórias e criar sua marca.

Paprocki compartilhou 15 maneiras de contar uma história. Claro, existem muitas outras, mas esse é um bom começo:

  • histórias de marca;
  • biografias;
  • resumos;
  • páginas FAQ;
  • auditoria de mídia social;
  • planos estratégicos de mídia social;
  • análise de mídia social ou Big Data;
  • estudos de caso;
  • vídeos;
  • discursos;
  • cartas para o editor;
  • colunas de opinião;
  • revistas de nicho;
  • relatórios anuais;
  • e-books e livros.

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Texto traduzido do Blog Beyond Bylines, publicado por Stephanie de Ruiter no dia 22 de junho de 2016. Stephanie é Analista de Mídia na PR Newswire.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

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