Giba Um – Jornalismo Econômico, Político e de Estilo de Vida


Entrevista com o criador da Revista Contigo! e fundador do Projeto Down, Gilberto Di Pierro, veterano do jornalismo nacional e conhecido como “Giba Um”.

Giba Um – Jornalismo Econômico, Político e de Estilo de Vida

Ser jornalista é unir talento com trabalho, assim Gilberto Di Pierro descreve sua vocação em uma entrevista ao Diálogo Nacional. Olhar passa o seu passo o faz lembrar da época de estudante, na faculdade Cásper Libero onde cursou jornalismo. Sua carreira pode ser considerada precoce, aos 21 anos Gilberto já era colunista político do jornal Última Hora, onde cobriu um dos personagens mais folclóricos da política brasileira, Adhemar de Barros – na época governador do Estado de São Paulo.

Descendente de italianos, o “Giba Um” como é conhecido, fez de sua profissão um produto. Sem deixar de lado a seriedade e responsabilidade do jornalismo, fez de sua coluna – presente até hoje nas plataformas digitais do Diário do Comércio e em muitas outras publicações do Brasil – um sucesso. Fez da ironia e bom humor, elementos fundamentais para suas notícias.

Entre suas muitas funções, Gilberto é jornalista, apresentador, produtor de teatro e consultor de comunicação e marketing político. Além de ser o criador da Revista Contigo! e da Revista Pop. Mas suas funções como comunicador não param por aí. “Giba Um” também é fundador do Projeto Down – Centro de Informação e Pesquisa da Síndrome de Down – o que prova que a grande função de um comunicador, além de informar os acontecimentos, é educar e contribuir com as mudanças sociais, deixando de lado o papel de locutor e se assumindo como protagonista.

Acompanhe a entrevista da PR Newswire com esse grande profissional considerado um dos sobreviventes do jornalismo:

Entrevista com Gilberto Di Pierro, o Giba Um:

1 – Para você, um dos veteranos do jornalismo nacional, quais as mudanças no cenário da comunicação que mais impactaram a sua profissão desde seu início até hoje?

Gilberto Di Pierro“A impressão em offset, a chegada das cores nas capas dos jornais (e depois, em todas as páginas) e o uso do satélite pela TV. Sem falar nas variantes da internet, claro.”

2 – Por que o criador da revista Contigo, a mais conhecida revista sobre o mundo dos famosos, resolveu migrar o foco de suas publicações para a área de política?

Gilberto Di Pierro“A Contigo foi à primeira revista brasileira de gossips de artistas e de jornalismo investigativo nessa área. Introduziu também o que eu usaria depois na coluna: “Paparazzi”. Era inspirada na revista italiana Novella 2000, mais do que nos tabloides sensacionalistas de Londres e Nova York. A coluna começou quando estava ainda na Contigo e era necessário algo novo. Eu já tinha sido colunista político (aos 21 anos) no “Última Hora”. A coluna vai surgindo misturando gente de sociedade, artistas, políticos, empresários, esportistas, etc. Era muito natural que, com o tempo, eu fosse migrando para a política, acho que até por certa vocação.”

Gilberto Di Pierro_citação1

3 – Como começou sua carreira no Jornal Última Hora? Com quais grandes profissionais do jornalismo você já trabalhou e como contribuíram para seu desenvolvimento?

Gilberto Di Pierro“Eu trabalhava nos Diários Associados, quando teve a primeira grande greve dos jornalistas, todo mundo foi demitido e eu fui pedir emprego no “Última Hora”. Comecei no mesmo dia e fui fazer a cobertura da prefeitura e depois a do governo do Estado (o governador era o Adhemar de Barros). Foi aí que nasceu minha primeira coluna de política estadual, sem o nome “Giba Um”. Grandes profissionais que contribuíram para o meu desenvolvimento: Luis Carta, Thomaz Souto Correa, Octávio Frias e Samuel Wainer, o qual acabei sucedendo na direção do jornal Última Hora. Estão são os prifissionais que acreditaram em mim.”

4 – O jornalismo sofreu grandes mudanças e passa por um momento econômico difícil. Como você vê o futuro da mídia impressa especialmente no Brasil?

Gilberto Di Pierro“A mídia impressa existirá sempre. Poderá ter menos veículos diante da concorrência da internet, mas manterá seu poder de leitura e de publicidade. Nos últimos tempos, foram legiões de jornalistas demitidos, a maioria migrou para a internet, virou assessor de imprensa ou professor de escola de comunicação. O Globo é o grande exemplo de jornal que se mantém, é completo, super informativo e funciona dentro de um complexo que tem o G1, TV Globo, emissoras de TV por assinatura e rádios.”

Gilberto Di Pierro_citação2

5 – Qual o segredo da coluna “Giba Um”, umas das mais tradicionais na mídia Brasileira? Você segue alguma metodologia específica para trabalhar uma notícia?

Gilberto Di Pierro“Eu acredito que uma coluna só tem sucesso (e hoje, temos muitas colunas de diferentes tipos em jornais e uma infinidade na internet) se tiver informação boa e diversificada (eu, por exemplo, coloco coisas de comportamento ou de moda no meio das notícias políticas). O sucesso de uma coluna se deve ao estilo, pequenas doses de ironia e bom humor, acrescentadas a uma nota supostamente séria. O estilo inclui a maneira de escrever, criatividade nos títulos, mini sessões fixas, etc. Hoje eu misturo até mulheres seminuas com política.”

6 – O jornalismo político nunca esteve tanto em evidencia no noticiário. Você acredita que a política, como o noticiário esportivo, se tornou a nova paixão nacional?

Gilberto Di Pierro“O que está em evidencia não é a política: é a corrupção que envolve grande parte da política nacional. Nos anos 60, se falava na “caixinha do Adhemar”: hoje, só se fala em milhões desviados e não apenas da Petrobras ou de outras estatais. A corrupção assola governos estaduais e municipais. A gente vê prefeitos serem cassados por desviarem merenda escolar. Nunca os brasileiros conviveram com tão elevado nível de corrupção que domina as páginas dos jornais, manchetes, revistas e dos principais telejornais. A política em si sempre foi uma paixão nacional, como o futebol, a cerveja e o derrière das moças.”

Gilberto Di Pierro_citação3

7 – Como consultor de marketing político, na atualidade, qual político tem melhor desempenho ou se destaca em termos de comunicação? Que melhor estabelece relacionamento com melhor posicionamento?

Gilberto Di Pierro“Hoje é difícil dizer. Em 13 anos de poder, o PT não conseguiu um sistema correto de comunicação. É feito por amadores. Mas, também outros governos têm comunicação pobre incluindo o de São Paulo. O esquema de comunicação de Geraldo Alckmin não existe. Esse pessoal todo imagina que distribuir releases é se comunicar, e não é. Cada jornalista com alguma importância recebe mais de 300 ou 400 releases por dia.”

8 – Há algum outro colunista e/ou blogueiro de política ou de outra editoria que você admira?

Gilberto Di Pierro“Gosto do Lauro Jardim, dos comentários de Reinaldo Azevedo e do site O Antagonista. Quanto a algum blogueiro de outra editoria, admiro o Ruy Castro.”

9 – Em sua opinião, consultoria de comunicação é uma saída versátil para os jornalistas experientes diante do período de crise na área?

Gilberto Di Pierro“Nos últimos anos, foram demitidos milhares de jornalistas de todos os veículos da mídia. Para sobreviver, cada um deles tenta abrir sua assessoria de imprensa ou dar aulas a preços muito baixos. Das mais de duas mil consultorias de comunicação do país, menos de 10% delas tem qualidade profissional.”

10 – O que é e como começou o “Projeto Down”, na qual você é fundador? Com mais de 30 anos, quais as mudanças sociais que o projeto promove e como a mídia aborda essa questão?

Gilberto Di Pierro“O Projeto Down nasceu há mais de 30 anos por conta do nascimento de um filho meu, o Bruno. Na época, se falava “mongoloide”, que é um termo pejorativo. Fizemos uma campanha nacional e introduzimos o nome correto, que é Síndrome de Down. Fomos a primeira entidade voltada à campanha anti-segregação, usando os recursos de uma consultoria de imprensa, a princípio, depois cartilhas, assistência a familiares e a população mais carentes, seminários, grupos de apoio, visita a familiares e até um SOS Down para quem acaba de ter um filho com Síndrome de Down. Somos de utilidade pública e reconhecidos pela ONU.  Hoje, apoiamos também uma escolinha creche, onde fazemos pesquisas e um constante acompanhamento. Tudo feito com doações da iniciativa privada.

Hoje são centenas de instituições, inspiradas pelo Projeto Down, espalhadas pelo Brasil. Entretanto, a mídia acolhe apenas casos especiais: por exemplo, um garoto que vira ator, um casamento vigiado, adolescentes que trabalham. Ninguém fala que não existe uma instituição pública que ofereça, de graça, intervenção precoce. Sem falar no salário mínimo que eles têm direito, desde os demais integrantes de sua família ganhem até 40% de um salário mínimo.”

*Se você é um jornalista, blogueiro, autor ou criador de conteúdo, o ProfNet pode te ajudar a encontrar fontes especializadas. Tudo que você tem a fazer é preencher um rápido formulário dizendo o que você procura, o seu prazo, e como você quer ser contatado, para colocarmos você em contato com os especialistas mais apropriados em nossa rede. A melhor parte? É GRÁTIS! Comece agora.

Por Bruno Sutero, Coordenador de Relacionamento com a Mídia
Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Advertisements

Sobre PR Newswire
Distribuição de Press Releases e Monitoramento de Notícias. Distribución de Comunicados de Prensa y Monitoreo de Medios.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s