5 Apps que Todo Jornalista deveria Baixar Agora

Quando mais de 50% do seu público, diz acessar notícias pelo celular, é hora de ouvi-lo. Especialmente, quando quase ¼ deles dizem que recebem notícias através de um celular ou tablet. No entanto, a Pew Research Center’s 2014 State of the Media informou, nem todos os jornalistas e redações têm abraçado a importância e os benefícios dos dispositivos móveis.

5 Apps que Todo Jornalista deveria Baixar Agora

“As pessoas criaram sua própria receita para o jornalismo e funciona dessa forma”, disse Ren LaForme do Poynter (@itsren) na NewsU webinar Tools for Mobile Journalism 2015 da semana passada. “Por que mudar uma coisa boa?”. Ao longo de uma hora, LaForme construiu um argumento poderoso para captação de notícias e reportagens mobile.

Além do fato de que o público já está lá, LaForme e o anfitrião Lauren Klinger (@laurenklinger) listaram as três principais razões para a adotar o mobile como ferramenta para o jornalismo:

  • Os telefones e tablets colocam “um supercomputador, com câmera de vídeo HD/muitos e acesso a internet no seu bolso”.
  • Agora existem aplicativos mais intuitivos que torna mais fácil para os jornalistas para fazer coisas como edição e publicação de vídeo sem muitas habilidades técnicas.
  • Os postos de trabalho em jornalismo digital estão em ascensão, entender sobre mobile é um requisito de muitos deles .

O problema é que existem centenas de milhares de aplicativos. Pode ser demorado encontra-los, e tempo é um luxo que a maioria dos jornalistas não tem.

Felizmente, LaForme fez o trabalho braçal por nós – reunindo uma lista abrangente de ferramentas mobile para recebimento, comunicação, multimídia, publicação e segurança. Em seu webinar, ele passou por cada um, cobrindo o que ele faz, como e por que usá-los, o custo, e os dispositivos disponíveis. O fato de que ele conseguiu encaixar tudo em pouco mais de uma hora foi uma façanha. Abaixo você encontrará nossos 5 apps favoritos. Se você perdeu o webinar do Poynter, mas gostaria de ouvir a lista completa de recomendações, escute a gravação.

#1. COGI – Is better than notes.

Quantas vezes você já perdeu uma citação incrível, porque você não estava gravando a conversa? Ou o que dizer as vezes que você gravou duas horas de entrevista para conseguir somente um minuto de citações com isso?

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Felizmente, as coisas estão prestes a ficar muito mais fácil graças ao Cogi. Como num passe de mágica (não na verdade, apenas tecnologia), o app Cogi pode voltar alguns minutos no tempo e gravar aquele áudio você “perdeu”.

Se você estiver indo em algum lugar onde precisa de frase de efeito, abra o Cogi app e inicie uma nova sessão. Quando algo digno de nota é dito, é só gravar. Em seguida, o aplicativo volta e salvar essa parte da sessão. Embora o app seja grátis na versão básica, outros recursos, como transcrição de notas, estão disponíveis tem um custo.

#2. CO Everywhere  – follow trending areas anywhere in the world

Se você usar a mídia social para captação de notícias, o CO Everywhere é uma ferramenta útil em qualquer lugar. O aplicativo gratuito mostrar elementos multimedia, tweets, eventos e outras atualizações que estão acontecem em uma área particular por geolocalização.

5 Apps que Todo Jornalista deveria Baixar Agora

Defina um limite em torno de uma determinada área e, em seguida monitore possíveis dicas de história. LaForme usou o exemplo circulando um edifício do governo para ver o que está sendo escrito nas redes sociais perto do local. Também é útil para verificar se as pessoas que estão twittando algo na cena estão realmente lá. “É difícil de enganar a geolocalização”, diz LaForme.

#3. Ad Hawk – Home in Political Ads with Sunlight’s Ad Hawk

Criado pela Fundação Sunlight, o Ad Hawk é a versão de propaganda política do Shazam. Uma vez que seu telefone ouve um anúncio, o aplicativo analisa o áudio e identifica quem está por trás disso.

 

É fácil ser sobrecarregado com a publicidade durante a época de eleições. O Ad Hawk dá um valioso antecedente sobre os candidatos, do super comitê de ação política, e outros temas que estão sendo abordados na veiculação de anúncios em TV e rádio.

#4. WeVideo – Create videos anywhere

O webinar do Poynter cobriu muitos aplicativos que irão transformar seu smartphone em um broadcast pronto para câmera de vídeo e edição de estúdio.

Alguns dos destaques incluíram o Videolicious, Cyclone e Hyperlapse. No entanto, o meu favorito foi o WeVideo devido à sua disponibilidade em Android, iOS e desktop.

O WeVideo torna fácil a editação, colaboração e compartilhamento dos seus vídeos em qualquer dispositivo. Se você quer fazer tudo no seu smartphone ou  no seu desktop, o app te dá flexibilidade. Ele também fornece aos usuários a publicação em um clique, distribuindo simultaneamente o vídeo por múltiplas plataformas web e sociais. Quer aumentar seu engajamento com o público? O WeVideo também permite que os usuários carreguem conteúdos de marcas e ofereça-os aos seus fãs para “remixa-los”.

Embora uma versão básica esteja disponível gratuitamente, o WeVideo oferece níveis para uso pessoal e empresarial.

#5. AudioBoom

Mídia social é baseada em um formato visualmente amigável, mas o que você pode fazer se você tem de áudio e quer compartilha-lo?

5 Apps que Todo Jornalista deveria Baixar Agora

 

Carregue ou crie uma gravação em AudioBoom, em seguida, adicione uma imagem e descrição e o app transforma em uma item para compartilhamento social. Compartilhe no Twitter e no Facebook ou o adicione em seu site.

A versão gratuita do AudioBoom te dá até 10 minutos de tempo de gravação por clip, na versão Plus, é possível gravar 60 minutos por item, tendo também outros benefícios de podcasting.

Conclusão. Desde a captação de notícias até a publicação para engajamento do público, as o webnar de ferramentas mobile do Poynter mostrou um novo nível de produtividade para os jornalistas. No entanto, LaForme alertou aos jornalistas usam esses aplicativos com cautela.

As ferramentas para jornalismo mobile são como cinto de utilidades do Batman, disse ele. Apesar das Batarangs e as armas de luta serem impressionantes, Bruce Wayne ainda é será o Batman se não tiver tudo isso… O mesmo vale para os jornalistas. Independentemente das ferramentas que você decida usar, você ainda deve investir em tempo e fazer o seu trabalho. Você, suas habilidades e os seus conhecimentos fazem de você um jornalista. Aplicativos mobiles só irão acrescentar nisso.

Este texto foi traduzido do post escrito por Amanda Hicken no Blog Beyond Bylines, no dia 29 de janeiro de 2015.

Amanda Hicken é Gerente de Relacionamento com a Mídia da PRNJ da PR Newswir.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

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Relações Públicas – Tráfego e Engajamento Online

Um dos principais esforços de Relações Públicas é aumentar a visibilidade de seus clientes e gerenciar sua reputação. Como isso funciona no ambiente online?

Relações Públicas - Tráfego e Engajamento Online

Os websites são o principal ponto de contato online com o público. Considerados âncoras da publicidade digital, merecem uma atenção toda especial e servem como canal de comunicação entre a empresa e o público, dividindo espaço com outras plataformas digitais. Hoje existem dois parâmetros para se medir o sucesso do seu website:

#1. Tráfego Online. É medido pelo número de visitantes únicos para o seu site em um determinado tempo (dia, semana, mês). Esse número fornece uma medida para se determinar o sucesso de qualquer campanha de SEO.

#2. Engajamento Online. É uma medida mais complexa. Ela fornece uma imagem do que as pessoas fazem quando chegam ao seu site. Quantas páginas elas visitam ou quanto tempo os visitantes passam em cada página.

GOOGLE ANALYTICS E RELAÇÕES PÚBLICAS

Se você atrai uma enorme quantidade de tráfego para o seu website, mas seus visitantes não estão engajados ou não atendem seus objetivos de comunicação nesse canal é hora de trabalhar.

O Google Analytics mede ambos, tanto o tráfego online como o engajamento. Seu relatório apresenta uma série de dados que podem ser analisados e servir como ponto de partida para profissionais de relações públicas proporem mudanças para seus clientes. Entre alguns dados estão o número de visitantes únicos de um website, tempo médio de visitas, páginas visualizadas por visita e sua taxa de rejeição.

O que é a taxa de rejeição? É o percentual de pessoas que visitam uma página de seu site e a deixam antes de visitar outras páginas. Isso quer sugere duas coisas para os profissionais de comunicação. Um grande volume de tráfego e uma alta taxa de rejeição sugere um ótimo trabalho de SEO. Mas por outro lado, também indica que o público não se identificou com o conteúdo do seu site, é hora de trabalhar nisso.

COMO MELHORAR TRÁFEGO E ENGAJAMENTO ONLINE

Inbound Marketing.  Conhecido também como Pull PR, é o nome dado à criação de conteúdo de qualidade voltado para seu público e disponibilizado em seu website. Entre as ferramentas que compõem o mix do Inbound Marketing estão: blogs, podcasts, vídeo, eBooks, newsletters, whitepapers, SEO e outras formas de marketing de conteúdo. Adotar essas ferramentas para o seu plano de comunicação online garantirá que seu público encontre o seu website por sua boa classificação nos rankings de busca. Você também pode usar técnicas básicas para melhorar o engajamento dos visitantes. Slideshows aumentam a quantidade de tempo gasto por visitantes em um site, e blogs corporativos atraem visitantes, criando uma porta de entrada totalmente independente em o seu site. E custam 62% menos do que a publicidade online tradicional.

Inbound Links. Espalhar links do seu conteúdo em outros websites é uma forma de melhorar o desempenho do seu site no ranking de buscas. Mas cuidado. O Google também avalia o contexto em que seu link foi publicado, qualidade dos links e a página de destino. Compartilhe os seus links em websites e blogs que estejam relacionados ao seu negócio. Isso garantirá o seu desempenho nos buscadores.

Você também pode criar uma “sala de imprensa” em seu site para seus press releases, artigos e vídeos e on-line. A publicação de novas páginas web cria um site dinâmico, que será bem avaliado pelo Google, gerando mais tráfego e engajamento online com o público.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Relações Públicas – Resoluções? Pensem em Longo Prazo…

No mês passado, Elizabeth Yekhtikian, Vice-Presidente de Estratégia de Mídia na Inkhouse PR, compartilhou insights de repórteres da ABC, Bloomberg, Forbes, Fox e da revista Times sobre o que eles gostariam das Relações Públicas e profissionais de Comunicação em 2015. Embora essas ideias não sejam chocantes para um profissional experiente, se você quiser torná-las parte da sua prática diária vai em frente. O que veio a minha cabeça:

Relações Públicas - Resoluções? Pensem em Longo Prazo...

  • Jornalistas estão procurando relacionamento com especialistas. Eles podem usa-los como fontes em frequentemente. Assim, mesmo sendo importante ter uma história para contar, também é importante que você mencione pessoas, dentro da história, que eles queiram ligar para um esclarecimento em dois dias , 2 meses, 2 anos…
  • Nem tudo é sobre você, é sobre eles, também. É muito tentador dizer “Eu sei que você escreve sobre arte digital, por isso aqui está uma história sobre uma tendência mobile”, porque mobile é uma tendência. Mas também é uma tendência que tem sido feita por quase todos. Considere ter vários ganchos na história original prontos para que um repórter possa realmente desenvolver sua própria história. Assim como você está tentando obter a cobertura para seu cliente, eles estão querendo se destaque também.
  • Seja autentico.  Não use sua “customização, sob medida” com uma sinopse em um campo de 140 caracteres, você será calado pelo perfil de um jornalista do Twitter. Se você está tentando construir um relacionamento e apresentar uma oportunidade de história como algo que você sabe que eles vão querer escrever, você precisa ir a fundo e entender sobre o que eles escrevem, quais os tipos de marcas e especialistas que eles usam como fontes e as suas histórias mais recentes. Pergunte-se: O que estou lançando já teve a cobertura da mídia no passado, e em um passado recentemente como há duas semanas? E que ângulo eles normalmente aprimoram em sua cobertura. Adapte seu conteúdo e gancho de acordo com todos os itens acima, ao invés de responder apenas a primeira pergunta.
  • Resumindo. Abandone as resoluções que você vai esquecer até o final do mês de janeiro… pense em longo prazo. Se você está apenas pensa em “entrar em contato com o próximo jornalista” você não estabelece relacionamentos reais e certamente não apresenta seus clientes como pessoas que têm valor em longo prazo, para fornecer aos repórteres novas oportunidades de desenvolver histórias e ideias.

Este texto foi traduzido do post escrito por Caitlin Carragee no Blog Beyond PR, no dia 21 de janeiro de 2015.

Caitlin Carragee é Gerente de Soluções de Marketing, Distribuição, Multimídia & Relatórios da PR Newswire.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Press Release e Conteúdo Personalizado

1.-Celebrate-Birthdays-in-an-Epic-Way-with-New-Michael-Bolton-Video-Ecard-from-American-Greetings

Clique na imagem para ver o Press Release

 

Como Caitlin Carragee discute no post “Let’s Get Personal(ized)”, o conteúdo que está adaptado às preferências do público faz com que o leitor se sinta especial ou, como os profissionais de marketing de conteúdo diriam, “surpreso e encantado”. Quando o conteúdo é voltado especificamente para as preferências do leitor, as mensagens se tornam firmes e a marca mais memorável. Como uma profissional de marketing, posso admitir que esses toques pessoais influenciam positivamente a minha percepção de uma marca. Por exemplo, no meu último aniversário que fiquei em êxtase ao descobrir um Google Doodle de aniversário com tema na página inicial do meu navegador com uma mensagem “Happy Birthday Shannon!”.

Embora eu tenha certeza que a minha surpresa de aniversário foi uma cuidadosamente e calibrada combinação de rastreamento on-line e codificação da web, gostei do esforço extra que foi feito para adicionar este pequeno toque pessoal. É o pensamento que conta, afinal.

3.-Celebrate-Birthdays-in-an-Epic-Way-with-New-Michael-Bolton-Video-Ecard-from-American-GreetingsAssim como o Google, a American Greetings sabe que as pessoas querem sentir-se célebres em seu aniversário. Sua nova linha de vídeos e-cards, promovida em um impressionante publicação em um press release multimídia, intitulado “Celebrate Birthdays in an Epic Way with New Michael Bolton Video Ecard from American Greetings” (em português, comemore aniversários de forma épica com o novo Michael Bolton Vídeo Ecard de American Greetings) é uma mudança inteligente longe de cartões de aniversário tradicionais. Os compradores podem personalizar um vídeo musical com o cantor Michael Bolton, escolhendo um dos 1.000 nomes pré-gravados e 17 opções de música. Como o e-card, o uso de rich media dentro deste microsite customizável torna essa divulgação, feita pela American Greetings, diferenciada e tornar-se memorável para seus leitores. Na verdade, o lançamento é tão eficaz que o hiperlink está na cobertura de mídia da People.com.

Os principais elementos desta distribuição incluem:

  • Um título pronto para ser um tweet.
  • Imagens em alta resolução que maximizam o potencial de compartilhamento social.
  • Um botão click-to-tweet incorporado após o primeiro parágrafo.
  • Navegação ligada ao plano de ação e opções de ações sociais no início e no centro.

A American Greetings está muito à frente da tendência de criação de conteúdo que é personalizado especificamente para o destinatário. Parabéns por pela distribuição fantástica e divertida!

Texto traduzido do post escrito por Shannon Ramlochan no Blog Beyond PR, no dia 23 de janeiro de 2015.

Shannon Ramlochan é Coordenadora de Marketing de Conteúdo da PR Newswire.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

As Marcas Comemoram o Aniversário de São Paulo

Ao longo dos anos, as empresas têm mudado a maneira de interagir com os clientes, deixando de lado o contato formal e estão cada vez mais dispostas a se humanizar. Essa adaptação estratégica foi tomada por que as pessoas se sentem mais atraídas por uma empresa que se importa com o que elas pensam, por estarem mais preocupadas com o meio ambiente, dentre outros.

As Marcas Comemoram o Aniversário de São Paulo

Datas comemorativas motivam cada vez mais à criação das estratégias, já que a indução a compra e ao contato com a marca (afinal, a interação gerada por movimentos também influencia na compra), fica mais fácil do que nos dias comuns por conta da disponibilidade de tempo.

Este mês, além das campanhas comemorativas do final ano que persistiram nas primeiras semanas, as marcas estão começando a apostar na comemoração do aniversário da cidade de São Paulo com diversas homenagens, afinal, 461 anos não se faz todo dia e tem muita história para se contar.

A Itubaína está lançando em homenagem à cidade, uma coleção limitada de latinhas Itubaína Retrô para homenagear a cidade.  Segundo o portal Propmark, cada latinha carrega a ilustração de uma das oito regiões selecionadas para a homenagem, dentre elas o Parque do Ibirapuera, as avenidas São João e Paulista, os bairros Higienópolis, Liberdade, Bixiga, Bom Retiro, além da rua Oscar Freire.

Já a AES Eletropaulo está promovendo “Uma história brilhante”, evento que acontecerá nos dias 24 e 25 de janeiro), o projeto irá ocorrer nos principais pontos turísticos da cidade, e conta com performances artísticas, curiosidades e fatos importantes sobre a cidade.

A agência A2img resolveu aproveitar a onda do crescimento do Content Marketing no Instagram e homenagear a cidade com a websérie “SP no meu s2”, que traz pontos de vista de várias pessoas de estilos diferentes sobre a cidade.

A miscigenação tem dificultado os marqueteiros e publicitários a satisfazer todos os gostos, mas sabendo aproveitar momentos como as datas comemorativas, aplicar o entretenimento e a interação, é um tiro quase que certeiro para alcançar boa parte das pessoas que irão receber a comunicação.

Por Milena Souza, Pesquisadora de Mídia
PR Newswire

5 Dicas para o seu Press Release Bombar nas Redes Sociais

Novas abordagens para press releases que os profissionais de Relações Públicas precisam saber para alcançar melhores resultados orgânicos nas redes sociais.

COMO CRIAR UM PRESS RELEASE PARA BOMBAR NAS REDES SOCIAIS

A comunicação corporativa diariamente tem que se reinventar. Com as ameaças e oportunidades surgindo no mercado, empresas e agências devem ter jogo de cintura para alcançarem seus objetivos e se adaptarem. O público adota novos comportamentos, e o que costumava ser uma resposta se tornou muitas perguntas.  Monitorar esses acontecimentos é uma obrigação para os comunicadores que querem manter-se no topo da cadeia.

Os press releases de hoje acompanham essa mudanças. Se o seu público está nas redes sociais, seu comunicado de impressa deve estar lá. Alinhados com as possibilidades do meio e com os hábitos do público, ao longo dos últimos anos vimos o aperfeiçoamento das abordagens e das técnicas para alcançar o público. O press release deixou de ser uma ferramenta para conseguir a cobertura da mídia, embora ainda seja extremamente eficiente nisso. Eles hoje apoiam metas como aumentar a exposição da marca, capturar leads e direcionar o tráfego para um site. Instrumento dentro do mix de comunicação para maximizar os resultados.

COMO CRIAR UM PRESS RELEASE PARA BOMBAR NAS REDES SOCIAIS

  • #1. Multimídia. Adicione tudo que possa aumentar o interesse e o compartilhamento nas mídias sociais. Fotos, vídeos, infográficos e white papers continuam sendo a sensação entre o público. Se apropriar desses elementos visuais garantem mais retorno do que simplesmente um texto.
  • #2. Linguagem. Adapte o seu texto para o público. Use termos entendidos por ele, isso aproximará a sua mensagem e criará uma conexão verbal mais forte na sua narrativa. Seja conciso e ao mesmo tempo valioso. Pense que tudo que você escrever poderá ser compartilhado em partes. Nesse contexto, o título do seu press release é o elemento mais importante.
  • #3. Público. Adapte o seu discurso. Antes os press releases eram direcionados exclusivamente à imprensa. Essa realidade mudou. Hoje a sua mensagem está em contato direto com o público que consome informações de diferentes fontes e não só da mídia tradicional.
  • #4. Objetivo. Pense além da cobertura da mídia. O press release hoje também apoia outras metas como aumentar a exposição da marca, capturar novos clientes e direcionar o tráfego online das redes sociais para um site.
  • #5. Compartilhamento. Disponibilize alternativas para compartilhamento do seu press release. Se tiver imagens, que tal um ícone do Pinterest? Para maximizar o alcance orgânico da sua mensagem, facilite de alternativas para o seu público. Simplificar é sempre o melhor caminho.

O grande desafio para os profissionais de comunicação é fazer a sua mensagem participar de forma interativa nas redes sociais e ganhar repercussão entre o seu público.  Mais que conseguir a atenção é preciso mantê-la.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Roger Lerina: “Minha Expectativa é Surpreender o Leitor”

Bate-papo com um dos colunistas mais importantes do país. Editor da coluna Contracapa no jornal Zero Hora, Roger Lerina aborda temas relevantes sobre jornalismo e entretenimento.

Roger Lerina: “Minha expectativa é surpreender o leitor”Jornalista formado pela UFRGS e natural de Porto Alegre, Roger é um típico comunicador multiplataforma. Além de editor da coluna Contracapa do jornal Zero Hora, é critico de cinema e apresentador do Programa do Roger, exibido de segunda à sexta na TVCOM.

Convidamos Lerina para participar de um bate papo sobre jornalismo, arte e cultura. Entre os pontos altos da conversa estão a defesa do comunicador em prol da qualidade dos temas e da abordagem do entretenimento na mídia e o desafio que a interatividade e as novas plataformas propõem para comunicadores, sem que abram mão das características individuais de cada meio. Além de deixar uma dica essencial para os estudantes de jornalismo que pretendem trabalhar com arte e entretenimento. Confira abaixo a entrevista completa com Roger Lerina:

#1. Pensando em sua trajetória pessoal e profissional: Como você começou a trabalhar com o jornalismo e com entretenimento? O que mais te fascina na profissão?

“Comecei a trabalhar no Segundo Caderno do jornal Zero Hora em fevereiro de 1999, primeiramente redigindo notas para a página de televisão e ocasionais matérias de cinema e música. Lá por abril daquele ano, assumi a coluna Contracapa, cujo perfil permanece basicamente o mesmo até hoje: uma mistura de notícias em primeira mão sobre arte e cultura – locais, nacionais e internacionais -, que reflete meu ecletismo de interesses nessas áreas.

A ideia é comunicar-me com o leitor como em uma reunião de amigos na mesa do bar: o papo sobre o novo filme do Woody Allen pode emendar com o comentário a respeito de um concerto de música erudita ou do show da banda Foo Fighters, o lançamento de uma HQ divide a atenção com uma montagem de Shakespeare.

Busco escrever em uma linguagem coloquial e mesmo divertida, a despeito da “seriedade” do tema, acrescentando ainda eventualmente fotos de ensaios sensuais com atrizes ou modelos – porque é assim que as conversas fluem na verdade, pulando de um assunto para outro, sem muita hierarquia. E é justamente isso o que mais me estimula no meu trabalho: a oportunidade de dividir com outras pessoas meu entusiasmo por cinema, música, teatro, literatura, artes visuais – minha expectativa sempre é a de conseguir surpreender o leitor e estimular o interesse dele por coisas que talvez antes ele não desse muita bola.”

#2. Hoje, como você vê o cenário para o jornalismo e para o entretenimento no Brasil? Qual o papel do jornalista que cobre essa editoria?

“Já é senso comum a noção de que o jornalismo passa por um momento de crise – para mim, mais no sentido etimológico da palavra, que remete ao conceito de mudança, do que no entendimento catastrófico do termo. Ainda que não me alinhe entre os apocalípticos que enxergam o fim da imprensa ali adiante, não deixo de me preocupar com algumas tendências que têm se afirmado nesses tempos de incerteza quanto ao futuro.

Algo que tem me contrariado na minha área é o excesso de atenção aos factoides e às fofocas do mundo das celebridades. Na briga pela audiência a qualquer custo nas novas mídias, especialmente na internet, jornais, televisões e sites dedicam cada vez mais espaço e tempo a futilidades e mundanidades que miram na curiosidade difusa do público e estimulam tão-somente uma visualização superficial e acrítica de assuntos que, no final das contas, não merecem mesmo muito mais do que isso.

É com temor e tristeza que observo o terreno da arte e da cultura na grande imprensa minguar em prol de uma cobertura de entretenimento cada vez mais descartável, desinformada e vulgar. Acho que é dever de todo jornalista da turva editoria de cultura/lazer/entretenimento fincar pé na defesa da qualidade dos temas e das abordagens de seu trabalho, a fim de garantir ao leitor/espectador/internauta o acesso a informações e análises que o estimulem à reflexão e respeitem sua inteligência.”

#3. Com a grande variedade de meios e plataformas que temos hoje, para você, qual a diferença e o grande desafio em se fazer jornalismo na Tv, no Jornal e na Internet?

“Penso que a principal dificuldade hoje é entender uma obviedade: TV, jornal, rádio e internet são mídias distintas, cada uma com sua linguagem própria. É claro que todos os profissionais de comunicação estão cientes em tese dessas diferenças, mas a já citada instabilidade do setor, especialmente econômico-financeira, tem levado a uma indefinição também conceitual: jornais competindo pateticamente com o imediatismo da internet, televisões em pânico diante do escoamento de público e receitas.

O desafio é adaptar-se ao inescapável novo cenário que a interatividade internética vem desenhando sem abrir mão das especificidades de cada meio. Será que o jornal não deveria focar mais no aprofundamento do noticiário e deixar de lado a preocupação com o furo, por exemplo? Trata-se de uma atitude que exige maleabilidade e autoconfiança não apenas dos empresários de comunicação, mas também dos jornalistas.”

#4. Com os ataques ao Charlie Hebdo, os limites do humor e da censura entraram em discussão: Em sua opinião, quais os limites do jornalismo e do humor?

“Muito se tem escrito sobre o tema depois dos ataques terroristas ao jornal francês. A questão é complexa e sua abordagem necessariamente tem que ser multifacetada, já que extrapola a liberdade de expressão e suscita também repercussões religiosas, políticas, econômicas e culturais.

Sou por princípio radicalmente contra qualquer forma de censura ou limitação à imprensa e à arte. Acho que o bom senso – que alguns até poderiam chamar de autocensura – é um ótimo parâmetro para o exercício do jornalismo. (Aliás, bom senso devia ser bússola para tudo na vida, né?) Como juízo é algo meio indefinido e cambiante, variando de pessoa para pessoa, e mesmo em cada situação enfrentada pelo mesmo indivíduo, os abusos, equívocos e mal-entendidos são inevitáveis. Para reparar isso, existem leis e normas de conduta que coibem e punem as infrações e os crimes de quem calunia, difama ou incita ao ódio.

Matar alguém por causa de uma opinião, um texto ou um desenho, porém, é algo absolutamente inaceitável e que deve ser execrado com veemência por todos. Je suis Charlie!”

#5. Como crítico de cinema, o que você pensa sobre o filme “A Entrevista” e sua repercussão? E o que você achou dos ganhadores do Globo de Ouro?

“Ainda não assisti ao filme “A Entrevista”, mas as críticas que li a respeito não são muito empolgantes – a comédia inclusive é uma das mais indicadas ao “Framboesa de Ouro”, prêmio que é uma espécie de anti-Oscar, entregue às piores produções e artistas da temporada.

Hollywood já tinha debochado antes da Coreia do Norte e de sua dinastia de ditadores em “Team America – Detonando o Mundo”, animação com bonecos dirigida pelos criadores do seriado “South Park” sobre um esquadrão de elite americano que tenta evitar uma conspiração terrorista liderada pelo presidente norte-coreano Kim Jong-il. O filme mistura ação, humor irreverente e até musical para fazer uma crítica iconoclasta tanto ao regime autocrático da Coreia do Norte quanto à política externa dos Estados Unidos.

Com relação ao Globo de Ouro, apesar de ainda não ter assistido a todos os títulos concorrentes, fiquei satisfeito com as premiações a “Boyhood” e “Birdman”, duas obras narrativamente inovadoras e ousadas – algo cada vez mais raro no cinema americano contemporâneo.

Também gostei do troféu de melhor filme estrangeiro para o russo “Leviatã”, poderoso drama que denuncia a degradação social e institucional da Rússia com um tom que remete à literatura de Dostoiévski.”

#6. O que você recomendaria para os “focas” que querem trabalhar com entretenimento? Quais dicas são essenciais para o dia a dia da profissão?

“Além da curiosidade, qualidade indispensável a qualquer jornalista, acredito que o profissional de comunicação que trabalha com arte e cultura tem que ser generoso. Explico: é natural que nossos gostos e influências sejam decisivos no nosso julgamento – afinal, só podemos avaliar o mundo a partir de nossa experiência pessoal. Porém, o jornalista que lida com a criação dos outros deve ter a humildade e a paciência para analisar e avaliar expressões artísticas e culturais que nem sempre fazem parte de suas preferências. Ao ter a generosidade de dar uma chance ao desconhecido, ao estranho e ao até então rejeitado, potencializamos a eficácia de nossa curiosidade, que se torna daí uma ferramenta fabulosa para a compreensão do mundo.

É preciso às vezes ter humildade para deixar em suspenso temporariamente nossas certezas a fim de entender de verdade o que aquele disco, filme, livro, quadro ou peça querem dizer.

Para o jornalista que consegue isso, o trabalho confunde-se com o prazer.”

Siga o Roger Lerina no Twitter.

Por Camila Conte, Gerente de Relacionamento com a Mídia e
Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
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