O Fotojornalismo na Era da Mídia Digital


Violência, destruição e até mesmo a morte se tornaram enraizadas em nosso cotidiano. Desde a cobertura de revoltas no exterior e tumultos pelas cidades dos Estados Unidos, até os enredos de videogames e filmes como formas de entretenimento. Quase nada é chocante.

O Fotojornalismo na Era da Mídia Digital

Com o advento da internet e das mídias sociais, o fotojornalismo em tempo real tem efeito profundo sobre como a mídia é capaz de ilustrar as terríveis notícias. O NY Post teve uma abordagem ousada para tratar desse assunto em uma campanha publicitária lançada recentemente. Ostentando os slogans:

  • “What Good is Freedom of the Press If You’re Not Going to Use It?”
  • “You Can Judge A Paper By Its Cover.”

Em português algo como: “Do que vale a Liberdade de Imprensa, se você não vai usá-la?” e “Você pode julgar um Jornal pela Capa.”

Enquanto as mensagens certamente representam genuinamente a marca e as práticas do NY Post, também carregam questões sobre as consequências do fotojornalismo em tempo real e como os fotojornalistas podem cuidadosamente caminhar entre capitalizar o medo e/ou sensacionalismo fornecendo um retrato fiel de uma história.

Enquanto houve violência e guerra, houve representações, muitas vezes na forma de desenhos, caricaturas e ilustrações. Há um consenso, amplamente aceito, de que o primeiro pedido “oficial” da fotografia de guerra foi do Governo Britânico durante a Guerra da Criméia.

Um dos primeiros, e exemplo mais poderosos até hoje, da capacidade do fotojornalismo para publicar e comunicar as realidades horríveis da guerra apareceu nas páginas da Vogue entre 1944 e 1945 sob a forma de imagens obtidas por Lee Miller, uma feminina fotógrafa combatente e modelo da revista. Desde então, as cenas do front de guerras, revoltas civis, pobreza, crises de saúde e tragédias locais foram congeladas no tempo em foto e vídeo, servindo como poderosos conectores emocionais com aqueles que não são afetados diretamente.

Agora que os telefones celulares e as mídias digitais têm essencialmente poderes de tornar alguém fotojornalista, a questão levantada é:

Questões éticas estão sendo ignorada ao se explorar uma notícia em troca de “likes”, visualizações e compartilhamentos?

Em uma entrevista para a equipe do ProfNet, o fotojornalista profissional Ricky Flores compartilhou sua perspectiva sobre a forma como ele tem visto o fotojornalismo evoluir ao longo dos anos:

“Eu vi a mudança do analógico para digital, a explosão do interesse por fotografia do público em geral com a acessibilidade para celular com câmeras. Isso teve um profundo impacto na forma como cobrimos e criamos imagens de eventos noticiosos. Eu acho que também criou confusão sobre quão simples e exatas são essas imagens quando jornalistas profissionais, ou não, são a fonte e evento. Algumas redações confundem a acessibilidade às imagens do público com cobertura de qualidade de um fotojornalista. Estes são dois tipos muito diferentes de fotografia, e por incrível que pareça, o público em geral parece estar ciente da diferença. Quando as empresas de notícias resolverem como isso pode ser fiscalmente viável,  nós esperamos ver um aumento no mercado para fotojornalistas multimídia.”

Quando se trata do equilíbrio da ética e da moral, Flores acredita que “Se trata sobre o que deve ser mostrado ao público em geral com compaixão às famílias cujas vidas foram afetadas, equilibrado com o direito do público de saber”, mas o futuro do fotojornalismo depende da capacidade dos fotojornalistas para fornecer elementos visceralmente estimulantes e que direcionem o tráfego para os sites de notícias.

Como afirma Flores, uma coisa sempre será igual – “a necessidade da sociedade em ter jornalistas profissionais para atuar como vigias do governo para aplicação da lei e para cobrir com precisão e confiabilidade fatos noticiosos na comunidade e atuar como um canal entre governo e a sociedade em casos de emergências. Nenhuma outra organização é construída para atender essa necessidade particular.”

Para as marcas, a última lição que devem aprender com a evolução do fotojornalismo, é que  imagens são mais do que apenas ter algo agradável para se ver em uma página. Devem garantir que suas mensagens e identidades sejam precisamente veiculadas nas notícias, fornecendo aos jornalistas as fotos e vídeos necessários para contar uma história completa.

Este texto foi traduzido do post escrito por Shannon Ramlochan no Blog Beyond PR, no dia 26 de novembro de 2014.

Shannon Ramlochan é Coordenadora de Marketing de Conteúdo da PR Newswire

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

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