6 Dicas de Storytelling do BuzzFeed e de outros Storytellers


Durante oito meses, a empresa de monitoramento de conteúdo BuzzSumo focou-se em mais de 100 milhões de artigos compartilhados nas redes sociais. Ela queria responder a algumas perguntas sobre o que torna um conteúdo viral. E, em abril deste ano, ela conseguiu.

6 Dicas de Storytelling do BuzzFeed de outros Storytellers

Após a classificação de todos os dados, a BuzzSumo identificou 10 qualidades que mais comuns no conteúdo viral. Embora o comprimento do artigo, tom e formato estivessem entre as características vitais, um atributo que ficou ausente da lista foi o assunto.

Não importa se você escreve sobre economia ou algo considerado mais simples – “buzzworthy” – como entretenimento. Todos tem uma história interessante esperando para ser descoberta. O desafio é encontrar a melhor maneira de conta-la que desperte o seu público e faça-o ouvir.

Social Media Club NYC organizado recentemente por Rachel Zarell, repórter e editora de fim de semana do Buzzfeed, Ginny Pulos, fundador e presidente da Ginny Pulos Communications, Inc. e Marcia Stepanek, presidente e fundadora da Brand Stories um painel sobre storytelling digital. Durante a conversa, eles discutiram o que faz uma boa história, porque elementos visuais são importantes para conta-las, e muito mais.

Leia as seis dicas de storytelling. E para saber mais sobre como contar uma história na era digital, consulte a transcrição de Polina Opelbaum sobre o evento Social Media Clube NYC no ProfNet Connect.

#1. Fundamento Básico: Faça seu Público se Importar

“Para fazer algo uma boa história”, diz Zarrell, “ele precisa fazer as pessoas sentirem emoções fortes”. Mas como você pode despertar sentimentos nos seus leitores?

Às vezes, trata-se de escolher um tema que você é apaixonado.

Por exemplo, Zarrell uma vez escreveu um artigo sobre o comportamento de uma estrela pop que, para ela, não era apropriado para uma celebridade. “Mais de um milhão de pessoas compartilharam essa história”, disse. “Isso realmente repercutiu entre as pessoas. Fui para o trabalho e queria que as pessoas sentissem o que eu fiz naquele dia. Eu fiquei apaixonada por isso”.

Mesmo não sendo um tema que inspire naturalmente uma resposta emocional, você ainda pode contar uma boa história. Pulos recomenda incorporar cinco elementos básicos: “(1) Brevidade, (2) Verdade, (3) Sobre uma Pessoa, (4) Envolver uma Emoção e (5) Terminar em um ponto alto”. Escreva uma história atual, e isso ajudará um pouco, acrescentou.

#2. Em poucas palavras, Qual é a sua história?

Um elemento-chave é chegar ao “e daí?”, diz Stepanek. “É sobre conteúdo atraente e brevidade”.

Se você está brigando e quebrando a cabeça em torno de um tema, os palestrantes recomendam escrevendo um “paragrafo-resumo”, contendo a história de quem, o quê, quando, onde, por que e como. Mesmo que esse paragrafo não faça parte da versão final, ele ajudará você a chegar ao coração da história e descobrir o seu valor.

“Isso é realmente importante para um jornalista”, diz Zarrell. “A forma como narrar as coisas em torno do visual ao contar uma história faz as pessoas se preocuparem rapidamente, já que elas têm tempo a perder”.

O mais difícil para muitos escritores é escrever sobre si mesmo. Se a sua história é uma questão pessoal, Pulos deu dois exercícios para preparar seu “paragrafo-resumo”:

Exercício (1): Para explicar a sua história sobre o que você faz e quem você é, peça para um amigo, colega, alguém que possa te enviar frases sobre o que valoriza em você, como você é, etc.

Exercício (2): Liste suas conquistas, coisas boas e coisas ruins, sua idade nesses momentos e a moral da história. Muitas pessoas deixam de fora a moral da história ao fazer este exercício, mas é assim que eu cultivei muitas histórias diferentes, com diferentes clientes.

#3. Mostre e Diga (moderadamente).

“Nossos cérebros são neurologicamente preparados para processar imagens visuais mais rápido e eficientemente”, conta Stepanek. “Além disso, é a maneira mais rápida de obter um impacto emocional junto com a informação”.

Por exemplo, se a sua história é sobre as pessoas, o público quer ver quem são elas. “Não se trata apenas de ouvir o que alguém disse, mas ver seus gestos, conversas, etc.”.

Por isso, deve ter imagens.

“Eu não vou escrever nada que não tenha um elemento visual para isso”, diz Zarrell. “Quando estou criando uma história, construo-a ao redor do visual”. Se há um vídeo de um noticiário, então eu vou inserir fotografias tiradas dele e construir toda a narrativa em torno dessas fotos. Nem sempre existem imagens, então o BuzzFeed usa um programa chamado Capture que permite que você vá para um lugar  onde está acontecendo alguma coisa”.

Ao escrever um texto para apoiar os seus recursos visuais, Zarrell incentiva a moderação. “É muito fácil para o texto oprimir uma imagem”, diz ela. “Se a imagem é poderosa, ela vai falar por si só. Se você tentar explicar isso, então você estará exagerando, isso pode não ser tão interessante”.

#4. Imagens podem ajudar – mas se você não tomar cuidado, podem prejudicar – a sua credibilidade.

Outra razão que faz fotos e gráficos serem tão importantes, diz Stephanek, é que “imagens tendem a ter mais credibilidade, já que não é alguém dizendo que uma coisa existe, mas mostrando que ela existe”.

Porém deve-se tomar cuidado, para que os recursos visuais selecionados sejam autênticos. “Houve um monte de boatos este ano com imagens. Pessoas espalhando-os sem pensar sobre isso”, admitiu Zarrell. “o BuzzFeed é muito cuidadoso quanto a desmentir tudo o que conseguir. Se parece que ele é bom demais para ser verdade, provavelmente é”.

Existem algumas maneiras de verificar a veracidade de uma imagem. Uma maneira recomendada por Zarrell é a pesquisa de imagens reversa do Google; você pode encontrar mais ferramentas de verificação digitais em nossa série Faster Fact-Checking.

#5. O vídeo é o futuro

Enquanto a noite caia, a conversa no Social Media Club’s voltou-se para o futuro da narrativa.

“O YouTube e todo mundo está prevendo que daqui a dois anos 73% de tudo o que acontecerá on-line será em vídeo”, compartilha Stephanek. “Eu acho que vídeos pessoais ainda vão ser muito relevante como parte da comunicação com a sua comunidade de notícias e pessoas. Mas eu acho que no desenvolvimento de vídeos curtos, branding e infográficos, veremos profissionais entrando e redefinindo-os”.

Ela continua: “Martin Scorsese disse que, nos próximos anos, não saber como criar um vídeo e compartilha-lo com dispositivos móveis, será tão incomum como as pessoas que hoje não sabem como enviar um e-mail”.

#6. Finalmente, tenha fé.

O medo pode acabar com as melhores histórias. Mesmo os storytellers se esforçando para fazer o seu melhor, há momentos em que você tem que dar uma chance e confiança de que a sua história é boa o bastante.

“Você apenas tem que chegar lá e contar a história”, Pulos lembra os participantes. “Quando pessoas contam uma história, existirão outras que virão dizer-lhes que nunca mais vão esquecer o que ouviram”.

Trabalhando em uma história e precisam de uma fonte especializada? ProfNet tem milhares de pessoas disponíveis para ajudar. Faça uma consulta, pesquise nos mais de 60.000 perfis do ProfNet Connect, ou entre em contato com especialistas e ideias para histórias por e-mail – tudo de graça! Profnet@profnet.com se você precisa de ajuda para começar.

Este texto foi traduzido do post escrito por Amanda Hicken no Blog Beyond Bylines, no dia 30 de outubro de 2014.

Amanda Hicken é Gerente de Relacionamento com a Mídia da PRNJ da PR Newswire. Twitter: @ADHicken.

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
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