A Evolução da Mídia e seu Impacto em Relações Públicas


Tradicionalmente, as redações atingiam o público por meio de um canal e mediam o sucesso da história pelo seu impacto na comunidade local. Entretanto, tudo isso mudou, diz Ellyn Angelotti, diretora de Programas Personalizados do Poynter Institute for Media Studies. Agora, o público acessa os meios de comunicação usando diversos canais. Além da imprensa tradicional e da transmissão, as redações mantém sites mobile ou não, aplicativos para tablet, blogs e mídias sociais. A comunidade se diversificou e o impacto é medido em escala maior.

Media Evolution PR

Angelotti, que também ensina mídia social e legislação no Poynter, juntou-se ao diretor de Circa News David Cohn, o editor de dispositivos móveis/tablet do Washington Post Theodore Kim e a moderadora Sarah Skerik para uma discussão sobre como as redações estão se adaptando ao ambiente, em constante mudança, da mídia.

No Washington Post, diz Kim, a avaliação do sucesso da história depende dela própria. Embora a meta final da publicação seja provocar mudanças positivas no governo e na sociedade, o Post oferece seções de notícias e mais de 30 blogs sobre temas variados. Uma história de entretenimento ou de esportes pode ser guiada por medidas diferentes.

Cada seção é olhada além das métricas universais para se descobrir como o engajamento é influenciado pela produção humana.  O Post analisa o número de cliques recebidos por uma notícia para determinar se há algo na experiência do usuário, no título ou no enredo da história que funcionaram bem e que podem ser replicados ou melhorados.

Kim esclareceu, no entanto, que é importante lembrar que cada redação, do Huffington Post e New York Times ao Dallas Morning News, tem diferentes estratégias de receita e formas de ver o público. Por exemplo, enquanto a notícia comumente é pensada como uma corrente de mão única, Cohn e Circa consideram-na como uma relação de ida e volta entre o meio de comunicação e o público.

O aplicativo móvel de notícias mede o sucesso com base numa única medida. Quando o leitor está no aplicativo, ele pode “seguir” uma história que lhe interesse. Na próxima vez que o usuário visitar o aplicativo, a equipe de Cohn o apresentará atualizações com base no que mudou desde sua última visita.

Manter-se a par do que os leitores consomem permite que o aplicativo personalize e ofereça a melhor experiência possível, e assim construir um relacionamento a longo prazo.

 

O IMPACTO DAS MÉTRICAS SOBRE OS JORNALISTAS E REDAÇÕES

Embora um jornalista possa estar mais focado em atender o público do que prever métricas, fica claro que elas têm impacto sobre como contar histórias e sobre o papel dos jornalistas ao longo do tempo.

Uma dessas mudanças é o rompimento na estrutura da pirâmide invertida. Kim citou a popularidade da publicação 9 perguntas sobre a Síria que você tinha muita vergonha de perguntar (Washington Post) e como ela preencheu a lacuna entre o modo antigo e o novo jeito de se contar histórias.

Por outro lado, a história atende ao papel tradicional da mídia de instruir o público sobre um tema importante e complexo. No entanto, a execução teve uma nova abordagem. O título foi escrito para ser compartilhado nas mídias sociais e o formato da história fragmentou o texto em 9 pequenos itens com conteúdo.

Circa, igualmente, encontrou o sucesso organizando as informações das notícias em grupos: fatos, citações, estatísticas, eventos e imagens. Esses formatos de “fácil digestão” estão ganhando popularidade porque o público quer chegar ao centro da questão rapidamente. As medições entram no jogo para determinar quais histórias devem ser publicadas.

O interesse jornalístico costumava ser decidido pelos editores e redatores, disse Angelotti. Mas com maior frequência, vemos agora ele ser decidido pelo que as redes sociais das redações e o público online estão falando.

Kim concorda, porém com uma advertência. Se todos estão falando de alguma coisa nas redes sociais, uma organização jornalística deve prestar atenção a isso; no entanto ela pode ou não ser de interesse jornalístico.

Temos que ter em mente que o número de usuários ativos nas mídias sociais é uma fração da população mundial, diz ele.  Se algo está sendo comentado no Twitter, a tendência é pensarmos que todos estão falando sobre o assunto. Porém, nem sempre é o caso.

Por isso, a maioria dos jornalistas usa toda e qualquer ferramenta imaginável: Eles têm múltiplas colunas no Tweetdeck ao mesmo tempo. Filtram e-mails de entrada e ficam de olho nos alertas do Google News, em buscas gravadas e nos outros sistemas de notificação da redação.

Como Angelotti precisamente coloca: “Jornalistas deixaram de ser apenas contadores de história e serão os responsáveis por dar sentido as informações”.

É de responsabilidade do jornalista, examinar o volume de informações, verificá-las, adicionar conteúdo e dar ao público os recursos para pensar criticamente.

COMO RP PODE CONTRIBUIR NO PROCESSO DE COLETA DE INFORMAÇÕES?

Kim estima receber 600 a 700 e-mails por dia. De forma conservadora, 10 desses e-mails são abordagens relevantes para histórias.

Para melhorar suas chances e fazer com que seu e-mail seja um dos relevantes, é importante compreender o público do jornalista. Os jornalistas se desenvolvem em um nicho ou especialização. Eles conhecem e compreendem quem é seu público e como atendê-los. “Se sua abordagem consegue estar em sincronizar com isso, é muito melhor”, diz Cohn. “Se não se encaixar, seu e-mail será como arranhar uma lousa, irritante”.

Angelotti diz que uma abordagem é mais convincente se você for além das informações estereotipadas e contar uma história. Um bom jornalista tomará isso como uma primeira etapa para ir adiante. Eles podem não usar sua versão da história, mas o processo a que se submete para pesquisar, elaborar e aprimorar a narrativa da sua marca cria uma percepção valiosa.

O mesmo serve para multimídia, diz Kim. Embora seja útil ter imagens e vídeos disponíveis, muitos repórteres não usarão seu pacote de vídeos no seu todo. É importante tornar seus materiais editáveis e fáceis de serem modificados.

Os palestrantes concordaram que a melhor forma para sua história ser ouvida é construir um relacionamento com o jornalista. “Pergunte-se: Quantas vezes você se envolveu com um repórter no Twitter? Você retuitou e leu o material dele?”, sugere Kim.

Uma coisa é clara: Embora o jornalismo e as relações públicas estejam em constante mudança, sem a construção de relacionamentos você não chegará a lugar nenhum.

Confira o Webinar on-demand sobre a evolução da mídia: The Media Evolution Webinar.

Este texto foi traduzido do post escrito por  Amanda Hicken no Blog Beyond PR, no dia 27 de março de 2014.

Como gerente de relações de mídia da PR Newswire, Amanda Hicken gosta de ajudar jornalistas e bloggers a personalizar as notícias que recebem no PR Newswire para Jornalistas. Siga-a no @PRNewswire e @ADHicken.

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