4 Lições de Branding da ‘Neff Headwear’ para empreendedores


Fundada em 2002 no sul da Califórnia, a Neff Headwear – marca especializada em produtos relacionados a snowboard e skate, patrocina alguns dos maiores esportistas radicais do mundo, além de ter algumas personalidades influentes, de Snoop Dogg a Scarlett Johansson, adeptas de seus produtos.

Neff Headwear - bonés e goros

Nesses doze anos a Neff vem ganhando mercado, atuando nas indústrias de esportes, moda e entretenimento. Não se limitando a uma só categoria, hoje a empresa está presente em mais de 40 países com produtos espalhados por cerca de 3.500 lojas.

A história da empresa começou quando seu fundador, Shaun Neff, ainda um jovem estudante do segundo ano da Brigham Young University, passou a comprar bonés e goros por $ 0,99 e bordá-los. Seu objetivo, como apontado pela revista Forbes com o título de “The Cool Factor Business Model”, era colocar seus produtos na cabeça dos profissionais de snowboard mais “legais” da época. Ou seja, além de fundador, Shaun desenvolvia o trabalho de relações públicas da marca que acabará de criar.

Com alguns atletas famosos aderindo à ideia e usando seus produtos, a marca começou a ganhar terreno e se posicionar no segmento de esportes radicais. Assim Shaun deu início ao seu sonho.

A matéria da Fast Company que trás a entrevista com Shaun Neff, destaca que no início ele sabia pouco sobre marketing e negócios, porém seus ensinamentos para construção da marca, ao contrário do que se pode imaginar, não são meramente intuitivos.

Lições sobre a Construção de Marca por Shaun Neff – entrevistado por Kaihan Krippendorff:

1.       Encontrar o seu compromisso “pré-existente”

Kaihan destaca que no senso comum, temos a ideia de que os grandes empresários são oráculos, e que de forma intuitiva reconhecem oportunidades mais rapidamente do que as outras pessoas. Porém, estamos enganados. O entrevistador diz que uma pesquisa para compor seu livro mostrou que os empreendedores criam um compromisso antes do surgimento de uma oportunidade, e assim estão prontos para se aventurar quando elas aparecem.

Antes de entrar na faculdade Neff já sonhava em ter sua própria marca. Sua escolha não veio por meio de um estudo de mercado, mas a partir de uma paixão pessoal. Após estabelecer esse compromisso consigo mesmo,  criou automaticamente um “filtro” para identificar oportunidades.

2.       Sua marca não é um logotipo. É uma base de fãs leais.

Kaihan destaca que quando pensamos no termo “marca”, sempre nos vem à cabeça logotipos, cores e produtos. Porém, quando perguntou para Shaun Neff, sua resposta não relacionou nenhuma dessas ideias. Ele disse que uma marca é “uma base para fãs leais”. Você deve olhar para o que realmente importa: quem são seus clientes, quais são suas paixões e onde eles costumam passar o tempo.

3.       Represente algo a mais. Não só os seus produtos.

Muitas marcas ficam presas a um único produto. “Uma marca baseada em produto é inerentemente limitada”, disse Shaun. Quando se pretende aumentar seu portfólio de produtos, há duas questões que devem ser respondidas:

    • Nossos revendedores saberão como vender o novo produto?
    • Nossa intuição acredita que o novo produto dará certo?

4.       Procure incansavelmente por uma oportunidade

Com seu compromisso “pré-existente”no coração e pensando em sua base de fãs, busque uma oportunidade. Porém, se não funcionar, volte para o início e tente de novo, até encontrar um caminho.

Antes de seus bonés, Shaun Neff começou vendendo camisetas. Colou adesivos espalhados pela cidade e entrou em contato com as lojas de snowboards mais “legais” para conseguir vender suas camisetas. Essas atividades começaram a criar um ciclo, gerando assim abertura para introduzir seus produtos, porém ainda em baixa escala. Seu plano era muito maior, foi então que ele decidiu procurar por atletas que usassem suas camisetas.

Essa estratégia encontrou uma barreira. Os melhores snowborders – atletas profissionais de snowboard – eram patrocinados e isso os impedia que usassem camisetas de outras marcas.

Então Shaun analisou os contratos dos atletas e percebeu uma oportunidade: os contratos de patrocínio proibiam os atletas de vestirem suas camisetas, mas não diziam nada sobre usar algo na cabeça. Foi nesse ponto que a estratégia passou de “Neff T-shirts” para “Neff Headwear”.

Assim, no próximo evento esportivo a Shaun convenceu alguns competidores a usarem os seus gorros e bonés. Por sorte, dois desses competidores conseguiram subir ao pódio, conseguindo assim a exposição e a abertura necessária para divulgação da sua marca.

A história da Neff Headwear, assim como de tantas outras empresas, serve para que empreendedores consigam identificar oportunidades sem perder a sua essência, ou como descrito na primeira lição, seu compromisso.

Lomography – A marca vencedora que mantém viva a fotografia analógica

E você, o que achou do história e das lições estimuladas nesse post? Conhece alguma outra marca e empresa que também têm lições histórias interessantes e dicas para estimular o empreendedorismo?

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

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