As Pesquisas Eleitorais e o Peso no Voto dos Cidadãos


Em época de eleição, as pesquisas eleitorais servem como termômetro do que vem por aí, um direcionamento do contexto que será encarado em um país, em uma cidade ou em um estado. Mas nas últimas eleições, alguns fatos vêm chamando a atenção do eleitorado. As pesquisas estão se equivocando. Mas o que está acontecendo?

Em 2010, nas eleições presidenciais e para o Senado, em São Paulo, chamou atenção a concorrência para o Senado. Desde o primeiro momento, as pesquisas indicavam Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B) nas primeiras posições, com Aloysio Nunes (PSDB) se alternando entre o terceiro e quarto lugar. No final, deu Aloysio Nunes na liderança, com Marta Suplicy sofrendo para se eleger em segundo, com dois pontos à frente de Netinho. Um grande erro das pesquisas. É claro, no dia da eleição em si, a boca de urna já apontava o cenário que de fato ocorreu. Muitos comentam sobre erro em metodologia de pesquisa. Outros, mais radicais, falam sobre acordos políticos, etc. A proposta aqui não é discutir, nem pender para qualquer lado político, e sim apontar para o real significado das pesquisas. Ou se de fato, é dada importância para algo que não deveria ter tanta influência no voto dos cidadãos.

Na mais recente eleição para a prefeitura de SP (07/10), mais um caso recebe atenção. Durante todo o primeiro turno, Celso Russomano (PRB) despontou desde o começo das pesquisas na primeira colocação, com Serra (PSDB) em segundo. Veredicto: Serra em primeiro e Fernando Hadadd (PT) em segundo. Durante a última semana, as pesquisas já apontavam queda de Russomano, mas nada que indicasse seu o terceiro lugar.

Segundo o sociólogo Alberto Almeida, no livro Erros nas pesquisas eleitorais e de opinião, “as pesquisas erram, e muito… o erro não tem compromisso ideológico. Elas erram a favor e contra todos”. Os principais erros, ainda segundo o autor, é superestimar as intenções de voto no candidato líder e subestimar brancos e nulos.

Se as pesquisas de fato erram, e para todos os lados, será que deveriam ser levadas tão a sério? A grande vantagem dos levantamentos é que são um indicativo do que acontecerá. Mas um fator de real importância para o voto já é um equívoco. Supondo que a margem de erro seja maior do que a divulgada, ela não deveria ser considerada. Muitas pessoas, por exemplo, poderiam votar em candidato X, pois não querem que o Y se eleja, o que ocorreria segundo os levantamentos. Segundo essa lógica, mais um desvio na eleição aconteceria.

Mas o que de fato acontece para as pessoas levarem tão a sério as pesquisas como fator considerável para escolha de votos? Na atualidade, e após tantas desilusões com a política, a sociedade no geral “cansou” do mesmo “arroz com feijão” e dos constantes casos de corrupção. Um indicativo dessa descrença com a política é como as pessoas não se manifestam mais, não lutam por um ideal político, como ocorria com os caras-pintadas, por exemplo, em 1992 contra o até então presidente Fernando Collor de Melo. É claro que estava no cerne daquela geração o ideal de manifestação, recém saído de uma época de ditadura. Mas será que caminhamos para tanto? De uma sociedade altamente contestadora para uma que simplesmente não se manifesta? Essa questão de difícil solução está nas mãos principalmente das futuras gerações, que construirão o futuro do país.

Se a solução é difícil, se a política já não empolga mais como antigamente e se não podemos nos guiar pelas pesquisas, uma coisa é certa: antes de votar, pesquise sobre os candidatos, olhe seus projetos, vote com consciência e não baseado nas pesquisas ou em opiniões alheias. O futuro da sociedade e do país depende disso.

Fontes:

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/boca-de-urna-do-ibope-erra-em-oito-de-11-capitais/
http://eleja-se.com.br/73/3-mitos-sobre-acreditar-ou-nao-nos-resultados-de-pesquisas-eleitorais
http://www.parcialmenteimparcial.com.br/pesquisas-erram-1-turno-2008/
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI100658-15223,00.html
http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/acertos-“acertos”-erros-e-“erros”-nas-pesquisas-eleitorais


 Por Marina Domingues Landert, Coordenadora de Análise de Conteúdo de Mídia
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