A foto que vale mais que mil palavras


Falem bem, falem mal, mas falem de mim. Esse velho ditado parece mais atual do que nunca após encontro ocorrido no dia 18/06 entre o ex-presidente Lula, o pré-candidato do PT Fernando Haddad e o deputado federal Paulo Maluf. Tal reunião gerou grande repercussão nas mídias sociais, sobretudo negativa, e colocou em xeque a própria de campanha de Haddad.

Frases como “Lula faz aliança com Maluf. Procurado pela reportagem, o Diabo não quis se manifestar”, “Lula… foi Maluf quem fez” e “Lula achou o Maluf antes da Interpol” foi um dos milhares de comentários em redes como o Twitter e Facebook. Tudo isso por apenas 1 minuto e 35 segundos a mais de propaganda política. A repercussão foi tanta, que Erundina, cotada como vice de Haddad, desistiu da participação.

Independentemente de certo ou errado, ou se a aliança pareça absurda para muitos eleitores, Lula, além de ser exposto como articulador, teve um impacto extremamente negativo em sua imagem, e viu voltar à tona antigas declarações e ações equivocadas, que até então estavam esquecidas pelo público e pela própria mídia. Em 1984, por exemplo, Lula chamou Maluf de símbolo da pouca-vergonha e que daria a própria vida para impedir que Paulo Maluf fosse presidente.

E novamente as mídias sociais, o seu alcance e a importância de gerenciamento de imagem ganham destaque. Já é um fato comprovado há algum tempo que todos estão expostos nas mídias sociais. Não existe mais privacidade. Para figuras públicas, que fora do ambiente virtual já são frequentemente observadas, na internet então, o poder de propagação é quase imensurável.

Por isso, uma simples foto (politicamente talvez não tão simples) de um encontro político ganha proporções inimagináveis, e, pior, abala negativamente a reputação de Lula e pode prejudicar veementemente a campanha política à prefeitura.

Lula se pronunciou sobre a polêmica na Rio +20 e afirmou que não cometeu nenhum erro de estratégia e que pior seria se não houvesse repercussão. No mesmo evento, o também ex-presidente FHC avaliou que “aliança é sinal de aproximação cada vez maior dos partidos que ficam compelidos a ampliar suas coligações para conseguir vencer uma eleição”.

O fato é que nas mídias sociais nada é privado e tudo é de interesse público. É necessário cada vez mais, principalmente em casos de empresas e de pessoas públicas, planejar e criar estratégias de suas ações, e, sobretudo gerenciar sua imagem perante a opinião pública. Na internet, tudo está guardado, nada é esquecido. Lula voltou ao ditado “Falem mal, mas falem de mim”. Tal frase para uma celebridade esquecida pode até ser, mas não para um ex-Presidente da República. Ao se aliar a Maluf, Lula tem sua carreira política marcada por mais um fato negativo, de acordo com análises de especialistas. Os eleitores muitas vezes têm memória curta, mas a internet não.

Marina Landert, Coordenadora de Análise de Conteúdo de Mídia
PR Newswire

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