A Força das Redes Sociais – Do Céu ao Inferno


Desde sua criação, é comprovada a grande popularidade das redes sociais. Elas proporcionam reencontros entre velhos conhecidos, maior interação, possibilitam saber o que as pessoas estão fazendo e até conhecer um pouco mais da intimidade de seus ídolos. O fato é que essas redes oferecem hoje muito mais que isso. Um vídeo inusitado ou um comentário polêmico podem gerar uma repercussão que ultrapassa os limites da internet.

Isso já se tornou parte da rotina diária dos adeptos das redes sociais, quando um simples post toma outras proporções. No caso mais recente, temos a Luísa do Canadá. Há tempos atrás nunca uma menina ganharia tanta repercussão e seria alçada a “celebridade” por um comercial no qual ela nem aparece. Outro caso notório é a propaganda do Itaú. Sucesso no Youtube, o vídeo com o bebê gargalhando após o pai rasgar as contas foi comprado pelo banco e gerou outro comercial dizendo como tudo aconteceu. Ainda vale destacar o comercial da Nissan com os pôneis malditos, sucesso na TV e na internet. Essa é a nova realidade, simplesmente qualquer coisa sem muito critério pode fazer sucesso e ganhar notoriedade nas redes. Porém, há o outro lado da moeda.

A Internet e a Programação Televisa

A novidade é o quanto a voz do público ganha um importante papel na programação televisiva. Como se não bastassem as pressões internas e a busca pela audiência, as emissoras também têm que lidar diariamente com a opinião pública via redes sociais, o que gera um boom na Internet e deixa os canais de TV na mira dos internautas.

Há alguns anos é levantada a questão se muitos realities shows ultrapassam a linha entre o bom e o mau gosto, muitas vezes explorando a sensualidade e o sexo em busca da audiência. A questão é que estes são programas que aparentemente “todos amam odiar”, uma vez dada a popularidade do formato. O contexto deste tipo de programação começou a ser alterado pela força das redes sociais.

Em 2011, no programa A Fazenda, reality show de “pseudo” celebridades, uma das participantes, Duda Yankovich, agrediu Thiago Gagliasso após uma brincadeira. O fato passou quase despercebido, até virar a principal notícia do Twitter e outros sites, com o público aclamando a expulsão da ex-lutadora. Fato consumado. A emissora expulsou a participante. Poderia ter feito isso sem a aclamação do público? Claro. Mas sem a força das críticas do povo, provavelmente o canal tomaria outra posição. Arcar com a perda de audiência e arranhar sua imagem não é desejável a nenhum canal de televisão.

No caso mais recente, temos o BBB. Em uma das madrugadas de uma festa do programa, #danielexpulso se tornou o principal trend topic, no qual internautas acusavam o participante de estupro dentro da casa. Verdade ou não, a notícia tomou conta dos jornais por duas semanas e por mais que o fato não tenha sido comprovado, o “brother” foi expulso. Os internautas passam a ser os “vigias” do público, por onde nada passa em silêncio. Rafinha Bastos é outro que sofreu na pele a fúria do público, e acabou afastado da Band por polêmicas declarações.

Esses casos exemplificam cada vez mais a importância do movimento nas redes, que podem levar ao céu ou ao inferno. E mais que isso, hoje as redes sociais impactam diretamente no que vão assistir e como querem assistir seus programas. As emissoras que não são bobas, já começaram a escutar.

Por Marina Landert, Coordenadora de Análise de Conteúdo de Mídia
PR Newswire

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