Revista Marie Claire: Dicas e um overview da editora-chefe Trish Halpin

Este texto foi traduzido do post escrito por Andrew Woodall no Blog Beyond PR, em 06 de fevereiro de 2013.

Se tem um lugar onde as marcas de moda querem aparecer é na Marie Claire, a maior revista de moda no Reino Unido com um alcance de mais de 2 milhões de mulheres, tanto nas versões online, como no impresso. Então, quando a editora-chefe da Marie Claire Reino Unido Trish Halpin começa a revelar como seus jornalistas decidem o que entra em cada edição, os RP´s já ficam espertos.

Trish Halpin e Justine Southall, da revista Marie Claire, no recente Encontro com a Mídia da PR Newswire, em Londres.

Trish Halpin e Justine Southall, da revista Marie Claire, no recente Encontro com a Mídia da PR Newswire, em Londres.

Em outro glamuroso “Encontro com a Mídia da PR Newswire”, bem localizado no salão victoriano no centro de Londres na Avenida Northumberland 8, Trish Halpin e a diretora de publicações da Marie Claire Justine Southall causaram entusiasmo em muitos RP’s, com uma apresentação tipicamente polida e algumas dicas de como agarrar a atenção.

Os jornalistas da Marie Claire recebem milhares de produtos de beleza por ano, o que pode parecer um sonho, mas na verdade os deixam com uma batalha diária de explicar porque publicar um excitante novo batom, e digamos, enquanto deixam um delineador de fora.

Trish Halpin acredita que é o papel dos RP´s das empresas facilitar a vida dos jornalistas – para o benefício mútuo –  e ela deu ao público seus prós e contras que podem fazer a diferença entre um produto novo para que seja incluído na revista ou ser encaminhado para a pasta de “Itens Excluídos”.

Então, como atrair a atenção de um jornalista super ocupado da Marie Claire? Aqui as dicas de Trish Halpin:

Trish Halpin, editora-chefe da Marie Claire Reino Unido, fala no Encontro com a Mídia, na Avenida Northumberland 8, em Londres.

Trish Halpin, editora-chefe da Marie Claire Reino Unido, fala no Encontro com a Mídia, na Avenida Northumberland 8, em Londres.

Faça

Conheça as publicações

Tenha certeza que você sabe o motivo pelo qual você está entrando em contato com um jornalista da Marie Claire, e não alguém da Elle ou da Glamour. Para saber isso, você deve entender o diferencial de cada publicação. Se familiarize com cada seção e envie seu produto para páginas específicas da revista.

Se antecipe às dúvidas

Conheça seu produto e tente se antecipar às possíveis perguntas que os jornalistas podem fazer, porque eles irão fazer uma série de perguntas. Não os faça perder interesse não tendo a informação que necessitam.

Pense em formas divertidas de atrair atenção para sua marca

O melhor exemplo que conseguiu diversos tweets do time da Marie Claire foi uma marca de lingerie para tamanhos grandes que enviou em uma sacola de café da manhã junto com alguns sutiãs para tamanhos grandes que eles queriam que aparecesse. A equipe amou e pensou que foi realmente engraçado que todos eles ganharam uma grande cesta de café da manhã. Foi divertido e todos eles twitaram sobre isso. Iluminou o dia de todos e a lingerie apareceu na revista.

Inclua preços e números de telefones

Por favor, não dê mais nenhum trabalho para o jornalista. Você pode achar que o jornalista irá te ligar atrás de todos os detalhes que precisa, mas não tendo os meios necessários pode fazê-los desistir da ideia. Dê tudo que precisem desde o começo.

Conteúdo exclusivo

Não precisa nem dizer que se um conteúdo é exclusivo e oferecido para a Marie Claire como estudos, dica de um especialista ou de uma celebridade, não se espera ver o conteúdo em uma outra revista no mesmo mês. Um relacionamento longo e com boa qualidade é melhor que dois de curto tempo.

Não faça

Ligações frias ou pedir por listas

Você deve ter certeza de quem é responsável por cada seção. Ligar e dizer “Posso falar com alguém que lida com decoração?” é inútil. Você precisa saber o nome da pessoa que você quer.

Por exemplo, se você tem um produto de bronzeamento, ligue para a seção de beleza e diga, “Eu vi que você fez uma matéria sobre bronzeamento em Junho do ano passado. Você fará também neste ano? Qual será o foco?” Não diga apenas “Me dê uma lista do que você está fazendo”. Não irá acontecer. Você precisa fazer sua pesquisa.

Mandar muitos emails

Não mande muitos emails, porque os jornalistas irão parar de lê-los . “Assim que você vê na sua caixa de entrada você já apaga, porque se você recebe todo dia, você nem tem tempo de ler. É melhor focar em um ou dois emails muito bons para a pessoa certa desde o início”.

Mandar fotos em anexo

Não mande fotos em anexo. Coloque no corpo do email, porque o jornalista não terá tempo de fazer o download. Se eles tiverem que fazer o download, o jornalista pode nem ler seu email, mas se ele vê alguma coisa no corpo do email pode pensar “isso é realmente legal”, daí ele irá ler.

Mandar kits de imprensa repetitivos

Marie Claire tem quatro pessoas no departamento de beleza, mas não precisa de um kit de imprensa para cada um. Kits repetitivos é um desperdício de dinheiro e desperdiça muitos pacotes. Novamente, busque a pessoa certa.

Não subestime o poder do bolo

Não há nada mais que deixa a equipe de uma revista entusiasmada do que receber um bolo. É uma forma brilhante de entrar nas revistas porque os jornalistas, assim como o resto de nós, ficam muito felizes ao serem presenteados com bolo. Eles irão fotografar, “twittar”, comemorar e com certeza se lembrar.

Agility

Acrescente poder e precisão aos seus objetivos com o Agility, a platarforma única da PR Newswire para monitorar e distribuir. Identifique seu alvo na mídia e em blogs; descubra o que está sendo dito sobre sua marca e o que acontece; engaje essas influentes pessoas em tempo real através de canais tradicionais e sociais.

 

Autor Andrew Woodall é gerente de operações da PR Newswire na Europa, com sede em Londres.

Fonte:  Blog Beyond PR

Traduzido e adaptado por  Marina Landert, Coordenadora de Análise de Conteúdo de Mídia
PR Newswire

 

Jornalistas X Relações Públicas – Desintermediação traz vantagens a “flacks” sobre “hacks”

Por Andrew Edgecliffe-Johnson

 Meu primeiro editor disse aos repórteres para não escreverem sobre os profissionais de relações públicas, porque, aos olhos de nossos leitores, eles não eram “pessoas reais”. Foi um argumento que a maioria dos jornalistas seguiu. “Hacks and flacks” sempre tiveram uma relação de amor-ódio, misturando utilidade mútua com desconfiança mútua. Mas o argumento é cada vez mais difícil de se sustentar.

As relações públicas se tornaram um grande negócio, crescendo mais rápido do que os gastos de marketing em geral por muitos anos. As receitas globais agora têm um montante de US$ 10 bilhões por ano destinados à área, de acordo com o Relatório Holmes, que classifica as firmas de RP. Só nos EUA, os gastos com RP vão aumentar de 8,3% este ano para US$ 4.22bn, de acordo com Veronis Suhler Stevenson, um grupo de investimento de mídia. Isso é o dobro do crescimento esperado pelos EUA para a área de marketing como um todo.

Quando você considera o quanto as redações estão encolhendo, o crescimento é ainda mais notável. Robert McChesney, professor da Universidade de Illinois, e John Nichols, jornalista, estimaram que a proporção de profissionais de RP norte-americanos cresceu de 1,2 para quase 4/1, entre 1980 e 2010, quando comparado aos jornalistas. O relacionamento com a mídia está tendo que se reinventar, assim como o jornalismo. As principais empresas de relações públicas agora vêem-se na mesma linha dos consultores corporativos, como os bancos de investimento ou consultorias de gestão. Mas, mesmo para um modesto press release, a tecnologia está mudando o core do negócio de maneira que têm lições para ambos os públicos-alvos e os usuários de RP.

A PR Newswire, uma ferramenta para a emissão de anúncios, desde 1954, tinha uma reputação um pouco maçante – se rentável – utilitária (Warren Buffett comprou sua rival, BusinessWire, em 2006). Seus releases agora alcançam 200.000 veículos de comunicação da Índia a Indiana, mas Ninan Chacko, CEO da companhia, vê o seu futuro sendo conduzido por “digital syndication” (em tradução livre, disponibilização de conteúdo web por feeds), mídias sociais e search engine optimization. Ele compara a PR Newswire com o antigo mercado no qual atuava, de dados de viagens. “Nós fornecemos informações a intermediários treinados, que interpretaram isso para o público”, observa ele. Ele não chega a dizer que os jornalistas estão seguindo o mesmo caminho das agências de viagens, mas a notícia está passando por uma desintermediação semelhante.

“As linhas que delimitam a mídia paga, mídia própria e a mídia espontânea estão sendo apagadas”, ele diz: “O conteúdo é dirigido a todos.” Pertencente ao grupo UBM, a PR Newswire começou a repensar o press release como conteúdo multimídia, que – em parte porque as empresas de notícias estão saturadas – pode alimentar famintos blogs, agências de notícias e sites de mídia social. Chacko cita o exemplo da “State Farm”, a seguradora dos EUA, que queria acabar com as reclamações de queimaduras por causa das frituras de perus com uma campanha de informação de Ação de Graças. Em vez de emitir um press release, a PR Newswire enviou um vídeo divertido de William Shatner, o ator de Star Trek, que tinha tido sua desventura própria com óleo quente.

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Publicações da Esquire como o The Daily News pegaram a história, o filme já foi visto quase 500 mil vezes no YouTube; e estações de televisão transmitiram isso para os seus 35 milhões de telespectadores. De acordo com estimativas da PR Newswire, isso corresponde a 4,7 milhões de dólares em publicidade, e as reclamações de queimaduras por frituras de peru caíram 64%, poupando três milhões de dólares para a State Farm. Guiados por editores, os clientes já estão usando texto, vídeo, áudio, infográficos e páginas web dedicadas – alguns com botões para “comprar agora” – para atingir os consumidores mais diretamente, sem um filtro de mídia.

Nesta busca, Ninan Chacko está usando o alcance da PR Newswire para colocar anúncios no alto da primeira página de resultados do Google. Em mídias sociais, suas bases de dados agora informam os RPs que ‘formadores de opinião’ podem retuitar um anúncio. O reposicionamento se adapta às mais amplas mudanças de marketing para maior engajamento e modelos mensuráveis. Mas isso também levanta dúvidas sobre o tipo de conteúdo que pode competir online. “Este processo não funciona a menos que se produza conteúdo de alta qualidade”, diz Chacko.

Ainda hoje, o conteúdo corporativo é muito mal produzido e mal orientado editorialmente. Ninan Chacko admite: “Há um monte de gente que ainda pensa que a quantidade bate a qualidade”. Como spam, alguns desses podem funcionar. O termo “churnalism” deriva da estimativa feita por pesquisadores da Universidade de Cardiff, realizada em 2006, que diz que 41% dos artigos de imprensa do Reino Unido foram direcionados por RP. Como as marcas escrevem suas próprias histórias, agências de notícias profissionais devem trabalhar pesado para se destacar.

Produzir conteúdo corporativo legível e “assistível” não será fácil. Isso também exigirá maior integração entre publicidade, marketing digital, relações públicas e relações com investidores. Mas as tendências de buscas e de mídias sociais sugerem que o conteúdo corporativo só tende a crescer. Mesmo a mídia gostando ou não, cada empresa terá de se tornar uma empresa de conteúdo.

Andrew Edgecliffe-Johnson é editor de mídia do Financial Times
Texto original: http://feeddoo.com/n/2023746-disintermediation-gives-flacks-advantage-over-hacks

Traduzido e adaptado por Tatiana Meneses – Gerente de Comunicação e Marketing, América Latina
PR Newswire

Novas oportunidades em Agências de RP do futuro

Este texto foi traduzido do post escrito por  no Blog Beyond PR, em 16 de outubro de 2012.

As agências de Relações Públicas estão em um momento de transição e os líderes estão redefinindo seus papéis, ao mesmo tempo que mudam para um território inexplorado. Na PRSA, Conferência Internacional de São Francisco, líderes das melhores agências do país se reuniram para discutir os rumos do futuro e  contribuir com soluções criativas que a profissão irá precisar para atender às novas necessidades dos clientes.

Um tema central é como se tornar um especialista ao invés de um generalista em Relações Públicas. Novos cargos surgem, como Catalisador Criativo ou Analista de Comunidade/Relacionamento. Ao mesmo tempo, empresas de RP contratam candidatos com habilidades especiais, que incluem produção de vídeo e até redação humorística.

Principais Conclusões  das Entrevistas

Janet Tyler, co-CEO e fundadora da Airfoil Public Relations
O funcionário do futuro nunca olhará, agirá ou pensará como qualquer um, ele irá entender que o poder dos dados é um fio condutor e acreditará no poder da comunidade.

Jack Martin, CEO, Hill + Knowlton Estratégias
Talento funcional é a parte mais importante do negócio.

Fred Cook, CEO e Presidente – Golin Harris
Agora os funcionários passam por um processo de assessoria/coaching para descobrir seus pontos fortes e paixões que futuramente serão nutridas.

O VP de desenvolvimento de negócios da PR Newswire, Andrew Meranus, falou sobre o assunto, seguido de Rob Flaherty, CEO e presidente da Ketchum e Peter Himler, Diretor e fundador da Comunicação Flatiron sobre as reviravoltas nas carreiras e mudanças que já estão acontecendo em Relações Públicas.

Tradução: Marina Landert, Coordenadora de Análise de Conteúdo de Mídia
PR Newswire

Querida Gracie: As lições mais importantes das carreiras dos profissionais de RP

Postado em 7 de setembro de 2012 por Grace Lavigne no blog Beyond PR.

A cada semana, Querida Gracie responde perguntas dos leitores da conexão ProfNet com conselhos de nossa rede de quase 50.000 especialistas em Profnet. Tem alguma pergunta que está pairando na sua cabeça ultimamente, alguma coisa que você vem pensando e nenhum de seus colegas consegue responder? Por favor, envie para grace.lavigne@prnewswire.com. 

Querida Gracie, 

Eu sou estudante e estou no meu primeiro estágio em Relações Públicas neste verão. Qual o melhor conselho que um RP de longa data pode me dar. Qual a lição mais importante que aprenderam durante a carreira na área?

Conselhos para um Iniciante 

1. Vá além do óbvio. Sanuel Goldwyn, produtor de filmes, uma vez disse: “Quanto mais eu trabalho, mais sortudo eu fico”. Isso é, quanto mais você trabalha, você cria mais ideias e chances para você mesmo.

2. Tenha expectativas realistas.
Thomas Lee, fundador e chefe de relações públicas na 451 Marketing, estava representando uma estação de rádio local que tinha conseguido uma apresentação ao vivo do músico Tio Cracker. Ele fez algumas ligações e conseguiu que a mídia da área garantisse que cobririam o evento. Ele disse a seu cliente “todos os canais de mídia estarão lá”, e claro seu cliente ficou extasiado.Esse é o que os publicitários considerariam um pecado capital, diz Lee. Porque apesar de garantias, nenhum canal de mídia apareceu para cobrir o evento. A lição foi que, como publicitário, você não pode controlar a mídia. Também existem diversas variáveis que podem impedir que a imprensa compareça a um evento, publiquem um artigo ou façam uma reportagem – Furos, trânsito, condições climáticas adversas, anunciantes, editores que precisam de maior espaço, etc. – nada é uma certeza. “Sempre entregue o que prometeu”, concorda Shannon Blood, gerente de conta na Off Madison Ave.

3.Fique calmo sob pressão.
“Delicadeza sob pressão pode fazer toda a diferença”, afirma Karyn Martin, vice-presidente da 451 Marketing. “Quando uma situação não sai como planejado, sua reação pode consagrar ou prejudicar um cliente”. Tranquilize os outros e supere a situação – e você estará com grande vantagem na área de relações públicas.

4.Lembre dos Detalhes.
Minha lição mais importante como relações públicas se resume em uma palavra: ‘Estacionamento’, afirma Zipporah Dyash, vice-presidente de interesses públicos e desenvolvimento no Centro Médico SUNY Downstate e no Hospital Universidade do Brooklyn na faculdade Long Island. Em uma área metropolitana como Nova York, os repórteres não só irão avaliar os méritos da sua iniciativa, como se você consegue trazer a equipe ao local. “Toda negociação inclui ‘disponibilizaremos estacionamento’”, diz.

5. Sempre represente.
Feiras são frequentes em Las Vegas, mas lembre-se que você está lá como porta-voz de seu cliente, e sempre o represente, diz Jeremy Pepper, consultor de relações públicas e blogueiro. “Você pode sair e tomar uma bebida, mas é bom você sempre chegar nos horários dos eventos e nunca de ressaca”.

6. Seja Pró ativo.
Como jornalista, você só pode denunciar – você só pode ser reativo – mas como relações públicas, você pode fazer as coisas acontecerem – você pode ser pró-ativo, explica Dan Collins, diretor sênior de relações públicas no Centro Médico Mercy. Ele aprendeu essa lição em seu primeiro trabalho como relações públicas, quando uma música local foi brutalmente assaltada e seu violino de cinco anos roubado. Collins se esforçou para oferecer uma recompensa pelo violino roubado e também para cobrir suas despesas médicas. Isso atraiu a atenção da mídia, e por outro lado, também atraiu os criminosos, que tentaram reaver a recompensa e acabarem presos. “Relações Públicas e Jornalismo são dois lados da mesma moeda”, diz Collins. Mas a habilidade de ser pró-ativo é de um RP.

7. Seja sincero.
“Seja genuíno e você será confiável”, afirma Chris Leogrande, diretor de relações públicas da Faculdade Utica. “Isso tem me ajudado muito na relação com os repórteres. Se eu não posso responder suas perguntas, eu digo que não posso”. Por exemplo:

  • A imprensa nesse momento poderia colocar em risco o nosso funcionamento.
  • Nós temos uma política de não falar sobre informações pessoais dos funcionários.
  • Eu não sei a resposta sobre isso, mas procurarei me informar.

    “Nunca, jamais minta para um repórter. Acima de tudo”, afirma Lewis Goldberg em seu trabalho “PR Lessons Learned”. “Você será descoberto e você vai perder sua credibilidade, e prejudicar profundamente seu cliente”.

8. Ganhe a confiança. “Muitos relacionamentos são mais baseados na dinâmica de vendedor-consumidor do que numa parceria de confiança” afirma Bill Mc Laughlin, RP e especialista em mídias sociais para o Louis Paul e parceiros, em seu trabalho “Client-PR Agency Relationships: It’s a Matter of Trust.”. Aqui estão algumas maneiras de construir relacionamentos baseados na confiança:

  • Passe aos clientes a realidade. É crucial desde o início que os clientes entendam seus ativos, forças e fraquezas, desejos e metas, etc.
  • Evite investir em expectativas. “A agência precisa entregar resultados, mas o cliente também precisa pagar pelos custos desses resultados”.
  • Providencie transparência financeira. Uma vez acordada a verba, tenha certeza que o cliente esteja consciente de como suas atividades estão alinhadas com o orçamento.
  • Corte o mal pela raiz. Não hesite falar sobre expectativas ou problemas. Quanto antes esses assuntos forem conversados, melhor.

Uma relação de confiança também deve ter respeito e privacidade, acrescenta Brooks. “Não importa o contexto de seu trabalho, não importa o que os repórteres perguntem ou achem que sabem, algumas conversas e informações devem ficar longe da opinião pública”. Mantenha sua palavra.

9. Mantenha a diplomacia. “Saiba o tempo certo para falar e para ficar quieto”, afirma Rachel Hutman, especialista em comunicação na Agência Clearpoint. É uma linha fina, e algo que você aprende no caminho, diz. Ainda, lembre-se que em tempos de crise é importante dizer algo para a mídia, afirma John Brooks, diretor de relações públicas na Universidade North Park em Chicago. “Repórteres sempre acharão alguém que comente, e você provavelmente não gostará do que esse ‘porta-voz’ tem a dizer”. Sempre retorne as ligações dos repórteres em tempo hábil e tenha um comunicado para divulgar, mesmo que contenha poucas informações.

10. Escolha suas batalhas. “O cliente está sempre certo, mesmo quando não está”, afirma Susan Tellem sócia da Grody RP. “É essencial que os especialistas em relações públicas ofereçam o melhor conselho quando os clientes pedem, mesmo que eles não peçam”. Diga aos clientes o que você pensa e por que, continua Tellem. “Se o cliente por qualquer razão não concordar, diga: Você é o cliente. Enquanto você não concorda, lhe ajudarei a alcançar o que você quiser com a minha melhor habilidade (enquanto não for ilegal ou imoral)”.

11. Colabore. Trabalhe como um verdadeiro parceiro com as partes interessadas ou clientes, declara Rachel DiCaro Metscher, diretora de comunicação corporativa no Hobsons. O melhor colaborador irá identificar claramente as necessidades, providenciar uma solução que funcione, ter certeza que o trabalho será feito e o acompanhar. “A habilidade de trabalhar bem com cada pessoa é vital para o sucesso delas e para o meu”, afirma.
“Trace metas para o time”, acrescenta McLaughlin. “Comece com metas realistas e inclua possibilidades de rápido retorno para que todos possam ver imediatamente a energia do programa”.

12. Tenha cuidado com o Status Quo. “O status quo é o inimigo”, diz Lou Hoffman, CEO da Agência Hoffman. “É mais fácil cair na armadilha de fazer da mesma forma, porque ela sempre tem sido feita”. Sempre há espaço para pensamentos inovadores.

13. Discurse de forma sensata. “Envie um discurso porque ele contém a história certa para a pessoa certa da mídia”, diz John Goodman, da RP John Goodman. “Discursos mudos para acalmar o cliente voltarão piores através da mídia”.

14. Leia Muito. “Você nunca leu o suficiente na área de RP”, afirma o publicitário de Atlanta, Dan Beeson. “Experimente o maior número de gêneros literários enquanto forem humanamente possíveis”.

15. Divirta-se. “Enquanto RP é um trabalho, levar a alegria da vida para seu trabalho tornará seu caminho mais eficaz”, afirma Goldberg. “Se você ver apenas o lado difícil, não estará fazendo um favor a ninguém”. Aproveite sua vida e seu emprego e seu trabalho refletirá isso.

Gracie

Escrito por Grace Lavigne, editora sênior da ProfNet, um serviço da PR Newswire que ajuda jornalistas a se conectarem com fontes experientes. Querida Gracie é publicada semanalmente na Conexão Profnet, uma rede social gratuita para comunicadores. Para ler mais de Grace, veja seu blog na Conexão Profnet.


Traduzido por Marina Landert, Coordenadora de Análise de Conteúdo de Mídia
PR Newswire

Seis erros que podem afundar a visibilidade de um Press Release

Post originalmente publicado no blog da PR Newswire USA em 19 de abril de 2012

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O Press Release é uma ferramenta importante e (apesar de muitos anuncios prematuros sobre seu fim) continua sendo atualmente um dos formatos mais populares de comunicação para os profissionais de Relações Públicas. Dito isto, todos podemos concordar que nos últimos anos – ou nos últimos meses mesmo – temos visto uma enorme mudança no modo como a informação é consumida. Para garantir que seu press release seja eficaz em atingir o atual público conectado, evite alguns erros comuns que podem afundar a visibilidade da sua mensagem.

Os seis erros que redatores de Press Release podem cometer:

1. Falta de foco: Muitos redatores cometem o erro de tentar emplacar temas demais em uma única mensagem, com a intenção de apelar para vários públicos.

Aqui está o problema que uma mensagem fora de foco pode criar. As pessoas buscam informações específicas e motores de busca baseiam-se nisto. Conteúdo sem foco é susceptível de cair no esquecimento em redes sociais, terminando por não ser compartilhado. Além disso, é provável que os algoritmos do Search Engine – que são destinados a analizar o conteúdo de uma página e categorizá-la de acordo com sua informação – concluam que o conteúdo é efetivamente sobre “nada” quando o foco do texto está muito enfraquecido.

2. Escrita sem naturalidade: Começando pela abertura do press release (ex: Companhia XXX, provedora global e inovadora de classe mundial…”) até as aspas padrão de executivos declarando sua empolgação sobre alguma novidade de mercado, muitos textos são a antítese do modo de escrita natural e interessante.

Jargão duro e “linguagem corporativa” desaceleram (e desligam!) leitores e distanciam o público da sua organização por serem menos relacionáveis. Jornalistas concluem “Nada de novo aqui …” e clicam em delete e os leitores mal conseguem chegar à metade do lead. Além disso, os motores de busca são incrivelmente bons em detectar a linguagem natural, e recompensá-lo. Conteúdo que é muito “estilo máquina” pode ser penalizado.

3. Formatação unidimensional: Muitas notícias são escritas para serem lidas em uma folha de papel e não um ambiente fluido e interativo.

Blocos de texto e a falta de links interativos e botões de compartilhamento atrapalham as mensagens chave e colocam os leitores em uma armadilha. O simples ato de incorporar um link ao texto cria um chamado para a ação, convidando seus leitores a dar um próximo passo e visitar a página da web que você sugere. E pequenas mudanças de formatação como usar listas e cabeçalhos em negrito capturam a atenção quando o público bate o olho no conteúdo e torna mais fácil para os leitores conectados a discenir mensagens chave e compartilhá-las em suas redes sociais.

4. Títulos longos e densos: Títulos existem para chamar a atenção, não para contar toda a história ou reforçar um exercício de marca. E o papel de um título está ainda mais importante hoje, porque uma boa chamada pode despertar o interesse e influenciar no compartilhamento de um conteúdo, além de ajudar os mecanismos de busca a indexar seu conteúdo corretamente.

Quando escrever um título, considere alguns fatos:

  • Mecanismos de busca não indexam além do que 65 caracteres de sua chamada. (Um estudo feito por Hubspot e PR Newswire indicou que um título ideal tem 120 caracteres para leitores e usuários do Twitter).
  • Títulos com números inclusos angariam mais leitores (do mesmo estudo Hubspot/PRN).

Nosso conselho:

  • Escreva um título em torno de 120 caracteres (não mais, você quer deixar um respiro para quando ele for postado e repostado no Twitter).
  • Coloque a sua mais importante palavra-chave nos 65 primeiros caracteres do seu título de 120 caracteres.
  • E para todos os efeitos, se possível, coloque um numeral no seu títulos (Por que você acha que este post foi nomeado desta maneira?).
  • Finalmente, se você necessita de mais detalhes, use um subttítulo.

5. Muitos links inseridos: Antes de sair adicionando links inspirado pelo item #3, preste atenção a esta ressalva. Um link ou dois em um press release é ótimo, mas muitos links no texto podem trazer conseqüências negativas à visibilidade do conteúdo.

Conteúdo que é salpicado com hyperlinks é o equivalente àquele vendedor com um alto-falante ou aquele apresentador do canal de vendas que gesticula e fala freneticamente. Eles são irritantes. Pior, mecanismos de busca estão prestando cada vez mais atenção aos links de um conteúdo e muitos links embutidos podem sinalizar seu comunicado como um spam e eliminá-lo dos resultados de busca. Não seja ganancioso. Insira um link – ou dois, se você acha  absolutamente necessário – em cada um comunicado de imprensa. É isso. Não mais. Links em comunicados de imprensa devem prestar um serviço, não ser uma distração.

6.Visual. A importância dos recursos visuais nas campanhas de RP e press releases não podem ser exageradas, mas a maioria dos press releases divulgados por agências de notícias comerciais hoje são ainda textos simples, apesar dos press releases com acompanhamento visual gerarem melhores resultados.

Por que isso é um problema: Google e Facebook ambos dão mais peso para conteúdo visual em seus algoritmos de classificação, razão pela qual imagens e vídeos sobem para o topo dos resultados de busca e feeds de notícias do Facebook. Além disso, muitas redes sociais populares como Pinterest e Instagram são baseadas em imagens. Sem um visual, o seu conteúdo não estará disponível para estas audiências maciças e engajadas.

Se você está enviando seu comunicado de imprensa a uma lista de meios de comunicação, colocando-o em seu site ou planejando distribuí-lo globalmente em um serviço wire, evitar esses erros irá ajudá-lo a conquistar uma melhor visibilidade para a sua mensagem – e a alcançar resultados para seus esforços .

Sarah Skerik é vice-presidente de Mídia Social na PR Newswire USA e autora do e-book gratuito Unlocking Social Media for PR.

 

Traduzido por Camila Conte, Coordenadora de Relacionamento com a Mídia
PR Newswire

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