Exemplos do Novo Marketing e do Storytelling Multimídia

“O marketing no mundo pós-texto e como o Storytelling Multimídia está transformando a publicidade”, essa é a grande discussão proposta pela Contently que traremos abordo nesse post.

Exemplos do Novo Marketing e do Storytelling Multimídia

Antes de irmos direto ao ponto, e mostrarmos os exemplos do novo marketing publicados no e-book da Contently (afinal é por isso que você está lendo esse texto) vamos voltar um pouco no tempo para que a nossa conversa faça sentido.

Quando a Geração Y de hoje usava fraudas, o storytelling já era praticado por muitas mães e avôs. Os baixinhos nascidos nos anos entre os anos 80 e 90, tiveram como parte da infância escutar histórias. Sem saberem ler, e geralmente na hora de dormir, muitas crianças curtiam o momento em que suas mães pegavam aqueles grandes livros infantis super coloridos e desempenhavam o papel de narradoras, com mais habilidade do que muitos locutores de comerciais de hoje. Um verdadeiro show de nossas storytellers particulares.

Nossos avôs não ficavam atrás. As visitas de final de semana, além de histórias que preenchiam o vazio do sábado à tarde, cantarolavam cantigas de ninar para que nós entrássemos no sono depois de almoçar. Muitas vezes essas canções saiam no improviso. Inventadas, de autoria própria. Sonoridade genuína e letras criativas.

 

Desde pequenos fomos educados com histórias. Muitas delas para nos ensinar e direcionar nossas ações. Entre Bicho Papão, Homem do Saco, Fada do Dente e Papai Noel quanto não aprendemos e direcionamos nosso comportamento? Storytelling também faz parte do senso comum. Também é pauta de pais, mães e avôs, e não só para profissionais de marketing e comunicação.

Hoje os Millennials cresceram. Tem acesso a qualquer tipo de informação em tempo real. Veem seriados por streaming, se comunicam com amigos do outro lado do mundo e assumiram grandes posições no mercado de trabalho. Tornaram-se consumidores com poder aquisitivo maior do que de seus pais. E apesar de hoje terem barbas, ainda gostam de histórias contadas de modo verdadeiro, afinal isso fez parte da sua criação e de seu desenvolvimento.

Storytelling Multimídia, o Substituto do Anúncio de 30 Segundos

Como parte da evolução tecnológica e social desse público, cerca de 1/3 dos millennials já não assistem televisão. Esse fato causa pânico entre marcas anunciantes em qualquer parte do mundo. E para que publicitários, marqueteiros e profissionais de relações públicas não sofram mais com essa tendência social, e poupem suas cabeças dos cabelos brancos, é preciso que elas sejam preenchidas com novas ideias.

O Stotytelling Multimídia já está sendo adotado por varias empresas. E as oportunidades e investimento publicitário em mídias on-line vêm crescendo. Algumas marcas já estão começando a acertar o timing e a produzir grandes histórias criativas que não passam despercebidas pelo público. Como destacado por Joe Lazauskas, Editor Chefe da Contently. Estamos dando “tchau” para a era dos blogs amadores entre as marcas. Hoje podemos dizer que as marcas estão contando histórias melhores, em menos tempo e com mais força.

Como o Storytelling Multimídia está Transformando a Publicidade

O ebook da Contently traz uma amostra de grandes marcas storytellers que criam enredos em diferentes tipos de mídia. E dicas para aquelas que estão perdendo tempo, e ainda não usam as novas mídias para concorrer e se conectar com o público.

Abaixo os exemplos apontados no material, com as marcas mais criativas e inovadoras que estão mudando o rumo da comunicação. Se você é um profissional de comunicação, pegue papel e caneta ou baixe o ebook Marketing no mundo Pós-Texto .

#1. Converse – Storytelling com Hip-Hop da Cidade de Nova York:

Exemplos do Novo Marketing e do Storytelling Multimídia

O Storytelling totalmente interativo produzido entre a marca de calçados Converse e a equipe da branded content Complex. O site é composto por Gifs, fotografias e músicas em uma narrativa sobre as banda Phony PPL e o grupo de rap Ratking. O que é mais impressionante é que a marca consegue ambientar o cenário com as imagens, texto e trilha sonora, além de inserir seus produtos dentro nesse contexto dentro do site. Clique na imagem para conferir e testar a interação do site.

#2. Chipotle – Storytelling e Sátira com as Práticas da Indústria Alimentícia:

Algumas marcas levam a brincadeira a sério. A marca Chipotle investiu um milhão de dólares em uma série para expor práticas grotescas dentro da sua indústria. E passa a mensagem da sua marca de forma natural e sem ser invasiva. Chamada de “Farmed and Dangerous”, a série de quatro episódios, de 20 minutos cada, e conta com a participação de atores profissionais da TV, como Ray Wise. Não é a primeira vez que a Chipotle consegue bons resultados com seu Storytelling. Lembra da campanha “The Scarecrow” que ganhou o Grand Prix em Cannes? Mesmo com todo esse investimento, a série completa custou 4x menos do que um anúncio de 30 segundos no Super Bowl.

#3. Ledbury – O Lookbooks fora dos Padrões de Moda e Alta Costura

Exemplos do Novo Marketing e do Storytelling Multimídia

A marca de roupas Leadbury vai além do tradicional e usual. O lookbook “Color Four Ways”, disponível no site da marca é usado para contar a história de quatro pintores. Além de promover os produtos da marca com imagens a marca conseguiu contar uma narrativa com cenas do pintores trabalhando. Por que a marca decidiu fazer isso? “Nós sempre acreditamos que as pessoas vão se sentir mais conectadas com a Ledbury se compartilharmos ideias e contar histórias sobre coisas e pessoas que realmente nos interessam”, diz Gerente de Mídia Social da marca. Clique na imagem e confira a história desses pintores no lookbook Color Four Ways.

Gostou desse artigo? Compartilhe com a gente um pouco os seus conhecimentos sobre a Geração Y, Storytelling e as novidades do marketing e de comunicação. Siga os exemplos da Converse e trabalhe em novas ideias para o seu website. Já pensou em produzir uma série de vídeos para divulgar os produtos da sua marca? Essa é uma forte tendência para o próximo ano.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Simpatias de Ano Novo e Novas Tendências de SEO 2015

Você têm um site ou blog? Comece 2015 com o pé direito nos negócios mesmo sem pular ondas ou comer lentilhas. Conheça as tendências de SEO para 2015.

Simpatias de Ano Novo e Novas Tendências de SEO 2015

As constantes mudanças nos algoritmos de buscas já viraram uma tradição. Só nesse ano, o Google atualizou seu algoritmo 13 vezes, deixando de lado os ajustes diários menos notáveis. Quase uma atualização por mês. Isso faz com que os profissionais de comunicação fiquem atentos e adaptem suas estratégias on-line para conseguir os melhores resultados a cada mudança. Estar nas primeiras posições nos resultados de busca orgânica na página do Google é sinônimo de sucesso e prosperidade.

Se você acessou esse post em busca de uma simpatia infalível, lamento te desapontar.  Mas posso garantir que, seguindo as novas tendências de SEO, com base em uma série de fatores, você estará mais perto de atingir seus objetivos de marketing on-line em 2015.

1. Previsão para 2015: Criar e otimizar o tráfego mobile

Nada de bola de cristal, tarô ou búzios. Em 2012, alguns estudos já previam que o tráfego mobile ultrapassaria o de desktop em 2014. E eles estavam corretos. Segundo o Google, nosso guru em SEO, sites responsivos proporcionam a melhor experiência para o usuário.

Recentemente ele começou a incluir uma notificação de “mobile-friendly” para os resultados de buscas feitos por tablets e smartphones nos resultados de buscas utilizando esses gadgets.

O Google Webmasters mostra se o seu site está otimizado para os dispositivos mobile no Mobile-Friendly Test. Basta inserir a URL para receber o feedback.

2. Lista de Desejos para 2015: Otimize seu site para Bing, Yahoo e DuckDuckGo

No próximo ano a participação de outros buscadores pode aumentar. Por isso esteja atualizado com os algoritmos de outros provedores. É o indicam alguns especialistas.

O navegador Firefox – terceiro maior navegador, atrás do Chrome e Explorer – não está mais trabalhando com o Google, assumindo o Yahoo! como parceiro. O Safari, outro navegador também parceiro do Google, está recebendo sondagens da Microsoft (Bing) e do já comentado Yahoo!. Além desses movimentos no mercado, a Apple permite que o usuário mude o seu navegador padrão nos sistemas iOS e OS X para o DuckDuckGo.

Com todas essas opções de buscadores, vale a pena pensar em outras formas de visibilidade e não se prender somente ao Google.

3. Ano de mudanças. Comece pelo seu ranking de palavra-chave

Se você usa o ranking de palavras chave para determinar o sucesso de uma campanha, é hora de mudar. Muitas vezes, estar posicionado como primeiro no ranking de buscas com uma palavra chave não quer dizer nada, e é uma estratégia adotada por muitas empresas especialistas de SEO para mostrar resultados. Mas tenha em mente que uma palavra chave que não é relevante para o seu negócio e para o seu público não trará vendas.

Do que vale estar bem posicionado com as palavras “vestido branco para o réveillon estampada com âncoras” se você não gerar nenhuma venda com isso? Será que um infográfico sobre tendências de moda e distribuído e compartilhado entre blogs especializados não seria uma estratégia melhor e geraria mais vendas e ROI?

4. Não se esqueça do pernil e do Social Media

Assim como as receitas ano novo, se preocupe com a qualidade e não com a quantidade.

Seu público espera que você seja atencioso, inteligente e forneça conteúdo de qualidade. As mídias sociais se tornaram um canal de marketing e de atendimento ao cliente e as pessoas esperam que sua marca se envolva com elas em uma rede social. Se o seu trabalho for bem feito isso gerará compartilhamento de conteúdo e melhora do seu SEO.

Qualidade é essencial. Concentre-se em apenas duas ou três plataformas de mídia social. Lembre-se de ser ativo e publicar conteúdo que seja valioso para o seu público.

5. Link Build e Grandes Objetivos em 2015.

Tão certo quanto a queima de fogos, ou a multidão aglomerada na Times Square para a contagem regressiva, o fator mais importante até hoje, mesmo com as mudanças nos algoritmos de buscas, são os links que uma página recebe na internet. E isso não mudará tão cedo.

Muitas empresas, após publicarem um post em um blog, ou publicarem outros tipos de conteúdo on-line, espalham o link desse material como comentários em pequenos blogs. Já que, na teoria, quanto mais links você tiver espalhados na internet que levem ao seu site melhor. Mas não é bem assim que funciona. O que realmente importa é que o seu conteúdo tenha links em sites relevantes. E melhor quando inserido no conteúdo desse site. Isso é importante por vários motivos: SEO, tráfego qualificado, leads, vendas e branding.

Procure um profissional de Relações Públicas para trabalhar em conjunto com um especialista de em SEO. Você conseguirá melhores resultados.

6. Queima de fogos com Palavras Chave mais precisas

Para que a comemoração no final do próximo ano seja completa, segmente e seja mais preciso nas suas palavras chave. Já ouviu dizer falar em “calda longa”?

Enquanto palavras chave tem um alto volume de buscas, elas não atraem publico qualificado e são extremamente caras para se obter uma boa qualificação com elas. Estude o seu publico, entenda como ele faz buscas na internet quando quer encontrar aquilo que você tem a oferecer. Construa palavras-chave de calda longa. Isso trará compradores qualificados para o seu site e diminuirá a concorrência.

Quais as suas expectativas de SEO para 2015? Se você é um especialista ou um curioso sobre o assunto, compartilhe sua experiência com a gente nos comentários.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

LinkedIn: Minha Marca nas Mídias Sociais

LinkedIn: Minha Marca nas Mídias Sociais

Para alcançar boa visibilidade de maneira rápida e extensa, as mídias sociais são os meios mais práticos e rápidos. A mídia social de maior alcance profissional é o LinkedIn, usado para segmentar clientes e expandir negócios, compartilhar e discutir ideias e aumentar chances de alavancar a carreira.

Hoje as marcas de todos os segmentos, não precisam dar “piruetas” ou fazer campanhas mirabolantes para alcançar um público alvo, as mídias sociais geram engajamento com marcas de maneira estrondosa, espalhando marketing de maneira viral.

O LinkedIn tem unido marcas, profissionais e usuários informais. De acordo com uma matéria do portal ProXXima, o networking através da rede social demonstrou ser mais eficiente do que reuniões presenciais (happy-hour, almoços de negócios etc.). O conteúdo publicado menciona também que “O LinkedIn é uma plataforma onde centenas de milhares de profissionais conversam, trocam impressões e fazem networking.” e disponibiliza um infográfico detalhado com 25 dados e estatística de como funciona a plataforma.

Por Adna Santana, Pesquisadora de Mídia
PR Newswire

Vine e Instagram Vídeos: Microvídeos, Grandes Resultados

Sabe aquele famoso ditado que diz que “uma imagem vale mais que mil palavras”? Isso é pura verdade. Imagens carregam uma mensagem composta de vários elementos representativos que transmitem uma história. Basta ver uma foto ou um quadro pendurado na parede para que nossa imaginação voe livre e crie uma ambientação para aquele momento congelado no tempo.

Não importa se retratam a realidade ou se são puramente abstratas, as imagens transmitem sensações e criam percepções. Essa é uma das estratégias adotadas pela publicidade e pelo jornalismo. Em grande parte das vezes, lemos uma notícia só por que sua imagem nos chamou a atenção. Alguns anúncios são tão visuais que não precisam de textos, só da linguagem visual para vender uma ideia.

Vine e Instagram Vídeos: Microvídeos, Grandes Resultados

Adaptação de imagem a partir da publicação no Ads of the World.com

Se uma imagem vale mais que mil palavras, do que vale um vídeo? Um segundo de vídeo é composto por 24 imagens. Há quem diga que um minuto de vídeo comunica o equivalente a 1,8 milhão de palavras. A capacidade que os vídeos têm para comunicar uma mensagem é impressionante. Décadas atrás os anúncios televisivos eram a melhor forma para vender um produto. Fora a abrangência geográfica desse meio, áudio e vídeo se tornaram uma composição ótima para se transmitir uma mensagem.

Com menos investimento e com um grande potencial, anos atrás as marcas perceberam o que os vídeos online tinham a oferecer. O YouTube ganhou notoriedade e a plataforma virou uma nova alternativa para se contar suas histórias em vídeos. Com isso o Visual Storytelling se popularizou e hoje, mais do que uma tendência, é uma pratica já adotada por grande parte das empresas. É comum encontrarmos vídeos de até 5 minutos produzidos por grandes marcas espalhados pela rede.

Ao contrario do que se possa imaginar, e diferente dos comerciais televisivos, produzir e publicar vídeos na internet não exige muito investimento e grande produção. Basta criatividade.

 

Microvídeos – Segundos para Compartilhar a História da sua Marca.

Seguindo a mesma lógica, baixo custo e grande visibilidade entre o público, as marcas aos poucos começaram a se inserir em plataformas mobile. Com a popularização dos gadgets e a adesão do público, é o lugar ideal para uma marca construir uma imagem e interagir com o público. Hoje basta alguns cliques para você descobrir a infinidade de apps para edição e publicação de vídeos online. O próprio Facebook entrou nessa onda e passou a aceitar a publicação de vídeos em sua plataforma.  O Twitter também não ficou atrás e hoje é possível compartilhar vídeos usando a rede social.

Se a sua empresa ainda não adotou os vídeos como forma de interação ou como estratégia para divulgação de marcas, pense nisso. Redes como Vine e Instagram são duas ótimas formas para publicar conteúdo nas suas redes sócias. Um post composto de texto e vídeo é compartilhado 1.200% a mais do que a combinação de link e texto.  Com o Vine, aplicativo e rede social de vídeos do Twitter, aceita produções de até 6 segundos e é ótima para transmitir sua mensagem de forma concisa.

Como no exemplo acima, a produção fica em segundo plano, o que vale é a criatividade.

O Instagram é outra opção para divulgação de microvídeos. Embora a rede social tenha começado e se popularizado com a publicação de fotos, hoje é possível gravar, editar e publicar pequenos vídeos de até 15 segundos.

Confira as diferenças entre o Instagram e o Vine, as duas principais redes sociais e aplicações de microvídeos, e faça a sua escolha. Embora parecidas, cada uma tem suas características próprias. Avalie, e comece a usa-las e consiga melhores resultados com a publicação desses vídeos em tamanho reduzido.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

O Fotojornalismo na Era da Mídia Digital

Violência, destruição e até mesmo a morte se tornaram enraizadas em nosso cotidiano. Desde a cobertura de revoltas no exterior e tumultos pelas cidades dos Estados Unidos, até os enredos de videogames e filmes como formas de entretenimento. Quase nada é chocante.

O Fotojornalismo na Era da Mídia Digital

Com o advento da internet e das mídias sociais, o fotojornalismo em tempo real tem efeito profundo sobre como a mídia é capaz de ilustrar as terríveis notícias. O NY Post teve uma abordagem ousada para tratar desse assunto em uma campanha publicitária lançada recentemente. Ostentando os slogans:

  • “What Good is Freedom of the Press If You’re Not Going to Use It?”
  • “You Can Judge A Paper By Its Cover.”

Em português algo como: “Do que vale a Liberdade de Imprensa, se você não vai usá-la?” e “Você pode julgar um Jornal pela Capa.”

Enquanto as mensagens certamente representam genuinamente a marca e as práticas do NY Post, também carregam questões sobre as consequências do fotojornalismo em tempo real e como os fotojornalistas podem cuidadosamente caminhar entre capitalizar o medo e/ou sensacionalismo fornecendo um retrato fiel de uma história.

Enquanto houve violência e guerra, houve representações, muitas vezes na forma de desenhos, caricaturas e ilustrações. Há um consenso, amplamente aceito, de que o primeiro pedido “oficial” da fotografia de guerra foi do Governo Britânico durante a Guerra da Criméia.

Um dos primeiros, e exemplo mais poderosos até hoje, da capacidade do fotojornalismo para publicar e comunicar as realidades horríveis da guerra apareceu nas páginas da Vogue entre 1944 e 1945 sob a forma de imagens obtidas por Lee Miller, uma feminina fotógrafa combatente e modelo da revista. Desde então, as cenas do front de guerras, revoltas civis, pobreza, crises de saúde e tragédias locais foram congeladas no tempo em foto e vídeo, servindo como poderosos conectores emocionais com aqueles que não são afetados diretamente.

Agora que os telefones celulares e as mídias digitais têm essencialmente poderes de tornar alguém fotojornalista, a questão levantada é:

Questões éticas estão sendo ignorada ao se explorar uma notícia em troca de “likes”, visualizações e compartilhamentos?

Em uma entrevista para a equipe do ProfNet, o fotojornalista profissional Ricky Flores compartilhou sua perspectiva sobre a forma como ele tem visto o fotojornalismo evoluir ao longo dos anos:

“Eu vi a mudança do analógico para digital, a explosão do interesse por fotografia do público em geral com a acessibilidade para celular com câmeras. Isso teve um profundo impacto na forma como cobrimos e criamos imagens de eventos noticiosos. Eu acho que também criou confusão sobre quão simples e exatas são essas imagens quando jornalistas profissionais, ou não, são a fonte e evento. Algumas redações confundem a acessibilidade às imagens do público com cobertura de qualidade de um fotojornalista. Estes são dois tipos muito diferentes de fotografia, e por incrível que pareça, o público em geral parece estar ciente da diferença. Quando as empresas de notícias resolverem como isso pode ser fiscalmente viável,  nós esperamos ver um aumento no mercado para fotojornalistas multimídia.”

Quando se trata do equilíbrio da ética e da moral, Flores acredita que “Se trata sobre o que deve ser mostrado ao público em geral com compaixão às famílias cujas vidas foram afetadas, equilibrado com o direito do público de saber”, mas o futuro do fotojornalismo depende da capacidade dos fotojornalistas para fornecer elementos visceralmente estimulantes e que direcionem o tráfego para os sites de notícias.

Como afirma Flores, uma coisa sempre será igual – “a necessidade da sociedade em ter jornalistas profissionais para atuar como vigias do governo para aplicação da lei e para cobrir com precisão e confiabilidade fatos noticiosos na comunidade e atuar como um canal entre governo e a sociedade em casos de emergências. Nenhuma outra organização é construída para atender essa necessidade particular.”

Para as marcas, a última lição que devem aprender com a evolução do fotojornalismo, é que  imagens são mais do que apenas ter algo agradável para se ver em uma página. Devem garantir que suas mensagens e identidades sejam precisamente veiculadas nas notícias, fornecendo aos jornalistas as fotos e vídeos necessários para contar uma história completa.

Este texto foi traduzido do post escrito por Shannon Ramlochan no Blog Beyond PR, no dia 26 de novembro de 2014.

Shannon Ramlochan é Coordenadora de Marketing de Conteúdo da PR Newswire

Traduzido e adaptado por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

O que é Tsu – Conteúdo, Monetização e Direitos Autorais

A nova e polemica rede social Tsu. Se você produz conteúdo próprio conheça as características e os prós e contras da plataforma. Será que ela é para você?

O que é Tsu – Conteúdo, Monetização e Direitos Autorais

O mundo está cada vez mais conectado. Com o número crescente de internautas e maior acesso à tecnologia, novidades surgem a cada dia com as mais diferentes propostas. Esse é o caso da Tsu, uma rede social “novinha em folha”, mas que já está gerando debates em torno da produção de conteúdo, monetização online e direito autoral.

O que é a Tsu? A nova rede social está em atividade desde 21 de outubro. Criada pelo americano Sebastian Sobczak, já recebeu um investimento de 7 milhões de dólares e apoio de artistas famosos como 50 Cent e Luol Deng do Miami Heat. A grande novidade da plataforma é a promessa de remunerar os usuários e pagar pela publicação e visualização de conteúdo. E você ai, postando diariamente no Facebook sem receber um “tostão” por isso. Mas vamos com calma, antes que a animação tome conta de você, vamos um pouco mais a fundo nos temas que cercam essa nova rede social.

As funções e navegação são muito parecidas com qualquer outra rede social. Se você usa o Facebook provavelmente não terá grandes problemas ao acessar a plataforma da Tsu. Após criar um perfil, você publica conteúdo, adiciona amigos, curte posts, comenta e compartilha. Sem novidades por aqui.

  • Bank. O que é mais diferente da Tsu é que cada usuário tem seu próprio banco. Que nada mais é que uma aba dentro disponível no perfil de cada usuário. Esse é o local para onde é destinada a remuneração dos royalties por conteúdo compartilhado.
  • Analytics. Outra funcionalidade disponível na rede social e que o usuário comum pode não ter muita familiaridade. O sistema de analise da Tsu serve para que seus usuários acompanhem o desempenho do seu perfil e conteúdo. Muito parecido com as funcionalidades de análise para FanPages no Facebook. No Analytics da Tsu é possível acompanhar o número de visualizações do seu conteúdo, likes e comentários do seus posts. Além de ranquear a publicação mais visualizada do mês.
  • Family Tree. É o campo da Tsu que onde você pode visualizar e acompanhar seu número de amigos, seguidores e crianças. Crianças? Sim. Pode parecer um pouco estranho, mas a plataforma é uma espécie de pirâmide de ponzi, famoso modelo de negócio conhecido também como marketing multinível. Para que os internautas tenham acesso à plataforma, precisam receber um convite. As pessoas que entrarem para a Tsu com o seu convite irão aparecer na sua Family Tree como Children.

Shortcode. Para entrar na Tsu você precisa ser convidado. Mas diferente de outras redes sociais onde conseguir um convite é muito trabalhoso e requer grande network, nesse caso é muito mais simples. Se você não receber um convite de um amigo por email, facilmente você pode encontrar um disponível na web. Chamados de Shortcode, os links de perfis de internautas que já são usuários na rede, dão acesso aos novos usuários. Ao encontrar ou receber um shortcode e se cadastrar na plataforma, automaticamente você estará atrelado a Family tree desse usuário. Isso fará mais sentido quando chegarmos em monetização. Mas resumindo, quanto mais pessoas entrarem na rede com o seu shortcode, mais dinheiro você poderá ganhar, elas estarão na sua “árvore”. Em outras palavras, os convidados que entram dão lucro para quem os convidou. Shortcodes são facilmente encontrados na internet.

Conteúdo na Tsu. Como a proposta da plataforma é a remuneração por conteúdo, claro que ele deve ser original. Imagens, textos, áudio e vídeos. Não importa qual o formato do conteúdo que você produz conteúdo desde que seja de sua própria autoria.

Se você é fotógrafo, imagine ganhar um dinheirinho com as suas imagens. Designers também podem monetizar suas imagens manipuladas ou infográficos interessantes. Músicos e novos artistas podem ganhar um “trocado” se postando suas criações e se apresentando para o público online. Blogueiros, escritores e jornalistas já tem mais uma opção de rede social para pleitear aquele “pé de meia” ou pelo menos livrar uma outra conta. Mas lembrem-se, originalidade.

Direito Autoral na Tsu. Cuidado! Como parte das regras, a rede social alerta sobre a publicação de conteúdo que não seja de autoria própria, isso pode render sansões. A Tsu segue as normas da Digital Millennium Copyright Act (DMCA), lei que regula o copyright dos Estados Unidos. Por isso fique atento e certifique-se de que você não está violando os direitos em suas publicações.

Monetização e Remuneração na Tsu. Como falamos acima, em Family Tree e em Shortcode, quem é convidado dá lucro para quem convidou. A partir do conteúdo que é publicado e interações que são geradas. E funciona assim: Do total de receita que você gera, 10% é da Tsu, o responsável pela publicação recebe 50% e os outros 40% são repartidos entre sua rede de convidados. Para entender melhor, se suas publicações renderem US$ 100, US$ 10 para a Tsu, US$ 45 para você e US$ 45 para as pessoas que se cadastraram a partir do seu link. A remuneração segue a “regra dos terços infinitos”. Para receber esse dinheiro, não é feita nenhuma operação bancária. Ao atingir US$ 100, você já pode fazer uma solicitação de retirada. A Tsu fará o pagamento com um cheque enviado para um endereço informado pelo usuário. Essa operação não é muito clara para usuários brasileiros. Caso o valor passar de US$ 600 por ano, ficará sujeito ao pagamento das taxas de tributação da Receita Federal dos EUA.

unnamedSe você se interessou, e está a fim de testar a Tsu, faça o seu cadastro!

A plataforma é gratuita e já possui apps disponíveis para os sistemas Android e iOS. Não se esqueça, após o testar a Tsu, deixe a sua opinião sobre a plataforma nos nossos comentários. Afinal, será que essa moda pega?

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Os 20 Vídeos Publicitários Mais Compartilhados em 2014

The 20 Most Viral Ads of 2014

Tudo bem, o ano ainda não acabou. Mas já saiu a lista dos vinte vídeos mais virais de 2014. Marcado pela Copa do Mundo, este ano tivemos grandes produções em vídeos que viraram hits na internet. Se espalharam pela rede e deram um novo sentido para os comerciais online. Como não poderia ser diferente, os comerciais mais compartilhados de 2014 seguiram a temática do maior espetáculo esportivo da terra.

METODOLOGIA – OS 20 COMERCIAIS MAIS COMPATILHADOS EM 2014

O levantamento desses dados ficou por conta da Unruly, plataforma especializada em vídeos publicitários online. A metodologia para definir o ranking e classificar os comerciais teve como base o número de compartilhamentos dos vídeos no Twitter, Facebook, e a publicação desses anúncios em Blogs. Isso para medir o buzz ou viralidade de cada produção áudio visual. Os dados sobre os comerciais foram coletados entre 1º de janeiro e 19 de novembro desse ano.

RANKING – QUAIS SÃO OS VÍDEOS PUBLICITÁRIOS MAIS VIRAIS DE 2014?

Não poderia ser diferente. Os anúncios criados em torno da Copa do Mundo dominaram a lista. Quatro entre os 20 comerciais usaram o maior espetáculo esportivo do mundo como temática para suas campanhas. O vídeo da cantora colombiana Shakira para a marca de iogurtes Activia abocanhou o primeiro lugar, sendo o vídeo publicitário mais visto em 2014.

Muito à frente do segundo colocado, o anúncio “La La La”, foi compartilhado 5,8 milhões vezes, desbancando o comercial “The Force” da Volkswagen. Divulgado no Super Bowl de 2011 e que mantinha a liderança isolada em número de compartilhamentos por mais de três anos consecutivos.

#1.
Activia: Shakira – La La La (Brazil 2014) ft. Carlinhos Brown

Descrição: O vídeo publicitário da Activia, foi criado pela agência Vinizius Young & Rubicam, de Barcelona.  Com o objetivo de arrecadar fundos para a o World Food Programme. O  “trackvertising”, como é conhecido esse tipo de produção, contou com a participação de Carlinhos Brown e de alguns jogadores.

#2.
20th Century Fox (Devil’s Due): Devil Baby Attack

Descrição: O vídeo foi criado pela agência Thinkmodo para promover o filme de terror “Devil’s Due”, em português: O Herdeiro do Diabo. O vídeo promocional nada mais é que uma pegadinha com vítimas de todas as idades. A agência também se foi destaque em 2013 com a pegadinha de telecinese em uma cafeteria, também para divulgação de um longa metragem, dessa vez Carrie.

#3.
Nike: The Last Game

Descrição: “The Last Game”, ou “O último jogo” é uma animação baseada em uma partida entre consagrados jogadores de todo o mundo e clones criados por um cientista.  Entre os personagens do comercial da Nike estão Cristiano Ronaldo, Neymar, Andrés Iniesta e Ronaldo Fenômeno.

***Confira os 20 Vídeos Publicitários Mais Compartilhados em 2014***

CURIOSIDADES E PONTOS EM COMUM ENTRE OS VÍDEOS MAIS VIRAIS DE 2014

Segundo o White Paper “Social Video Trends of 2014”, as marcas se tornaram mais emocionais. A Narrativa emocional cria uma forte ligação com o público e é o principal responsável pelo compartilhamento de conteúdo nas redes sociais. Quanto mais forte o sentimento passado pelo vídeo, maior a probabilidade dele ser compartilhado.

Diferente de 2013, ser engraçado saiu de moda. Apenas 2 anúncios que tentam tirar risadas do público estão entre os 20 mais compartilhados, enquanto no ano passado esse número era quatro vezes maior.

Quais serão as tendências para os vídeos online em 2015? Você tem algum palpite ou alguma ideia sobre isso? Deixe o seu comentário, e diga qual dos 20 vídeos mais compartilhados você gostou mais.

Por Victor Melo, Analista de Comunicação Corporativa LatAm
PR Newswire

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 61 outros seguidores