7 Dicas: Como usar sua Base de Dados de Mídia


Este texto foi traduzido do post escrito por Victoria Harres no Blog Beyond PR, em 25 de novembro de 2013.

Relacionamento com a Mídia

Uma boa ferramenta sempre dependeu do potencial e habilidade de um bom artesão. O lema do carpinteiro de medir duas vezes para cortar uma faz deste um ponto de clareza. Se um corte foi feito no lugar errado, não importa quantos recursos a serra tinha.

Muitos anos atrás, quando eu comecei  na PR Newswire, trabalhei no departamento de pesquisa de mídia. Entrávamos em contato com jornalistas de regiões e indústrias especificas para coletar ou verificar suas informações, incluindo o que eles cobriam e como eles preferiam ser contactados, para melhor direcionamento do nosso banco de dados de mídia.

Passávamos muito tempo no telefone fazendo perguntas e explicando a importância de se ter os detalhes corretos para evitar abordagens inapropriadas.

Eu era apaixonada pelo banco de dados da PR Newswire, por ser uma ferramenta de segmentação precisa.

Um dia eu atendi um telefonema de uma editora de uma importante publicação que estava nervosa porque um determinado Relações Públicas tinha ligado para ela com uma informação sem relevância e quando ela perguntou onde a pessoa tinha conseguido seu número de telefone, a RP a dirigiu para nós.

Eu quero ser removida de seu banco de dados“, disse ela enfaticamente, explicando que só receberia conteúdo se fosse por e-mail . Chamadas telefônicas não solicitadas a atrapalhavam muito.

Eu pedi desculpas se a informação que tinha compartilhado com nossos clientes havia sido incorreta e acabou por ocasionar um telefonema indesejado. “Com prazer irei removê-la completamente do nosso banco de dados“, disse. Mas então eu expliquei a ela o que eu expliquei tantas vezes a outros jornalistas: remover os seus dados pode causar chamadas telefônicas mais indesejáveis ​​do que resolver o problema. As pessoas ainda podem encontrar suas informações de contato na Internet e cada um irá fazer suas próprias suposições sobre como você deseja ser contatado.

Eu chequei então suas informações no sistema e percebi que o registro estava correto. Muito possivelmente, a pessoa que a tinha chamado não leu todas as informações. Ela havia afirmado claramente que preferia ser contactada por e-mail.

Minha sugestão é adicionarmos uma nota mais detalhada para seu registro”, eu comentei.

Ela concordou e criamos uma nota que explicava não só o seu desagrado para chamadas telefônicas não solicitadas, mas também escrevemos algo muito específico sobre o que ela queria ouvir, porque, no final, ela disse que não queria que todos os contatos de RP cessassem.  Ela só queria abordagens melhores e mais focadas.

No fim, ela e eu éramos da mesma opinião e continuo a defender que os jornalistas podem contribuir muito para bancos de dados de mídia e para educar os comunicadores sobre como usar essas bases de informações.

Um bom profissional de Relações Públicas tem de ter uma compreensão clara de quem eles estão abordando antes de um e-mail ser escrito ou um número de telefone ser discado. É assim que deve funcionar e eu acho que há inúmeros bons RPs que fazem isso. Eles são bem-sucedidos e de fato capazes de construir relacionamentos com a mídia.

Infelizmente, as pessoas nem sempre utilizam suas ferramentas corretamente e nem sempre pensam duas vezes antes de uma abordagem.

Como você pode usar um banco de dados de mídia de forma eficaz e com sabedoria?

  1. Conheça o seu público antes de começar. Faça pesquisas e tenha uma compreensão exata do que você está tentando  abordar. Todo mundo quer ver a sua notícia no The Wall Street Journal, mas o seu público é o público leitor de lá, ou é mais provável encontrar o seu público por meio de uma publicação de comércio regional?
  2. Seja criativo com suas pesquisas. Um bom banco de dados vai te dar uma variedade de opções para procurar veículos de mídia e contatos por nome, assunto, região, circulação e etc. Faça várias pesquisas e não selecione muitos parâmetros em uma única busca ou é provável que você tenha resultados limitados.
  3. Experimente fazer uma pesquisa com palavras-chave combinada com uma região ou setor. Tal como em qualquer motor de busca, os resultados acompanham os seus termos de pesquisa.
  4. Defina a sua lista. Nunca recorra a todos os resultados que vieram em um retorno de pesquisa. Boa segmentação exige seleção cuidadosa. Comece examinando os nomes de publicações e assuntos que surgiram. Remova os contatos que, obviamente, não se ajustam. O termo “Cabo” pode estar no perfil de alguém, mas ele pode estar se referindo a uma transmissão de televisão e se sua informação é sobre um produto de aço, o contato estará totalmente fora de contexto e você estará desperdiçando seu tempo. Siga filtrando os dados e removendo contatos quando necessário.
  5. Leia. Não recorra a atalhos para entender sobre o que um jornalista ou blogueiro escreve. Leia o seu trabalho para compreender o seu foco e estilo. Eles podem escrever sobre uma indústria especifica, mas talvez seja um blog que zomba de percalços do setor.
  6. Conecte-se socialmente. Um bom banco de dados irá fornecer links para um o Twitter, LinkedIn e Google+ de jornalistas e blogueiros. Siga jornalistas e blogueiros e  preste atenção ao que eles estão falando e ao que eles estão interessados: o ​​que é que atualmente detém a sua atenção? Envolva-se adequadamente com comentários inteligentes ou retweets de seu trabalho.
  7. Entenda as notas de apoio. Antes de enviar um e-mail ou pegar o telefone para ligar para qualquer um em sua lista, muna-se com as informações disponibilizadas em notas de apoio e esteja atento a todas as instruções especiais ou solicitações.

Profissionais de RP devem ajudar os jornalistas e blogueiros sendo uma fonte de conteúdo relevante que é sabiamente divulgado depois de cuidadosa investigação. Os pontos são ganhos se você é útil além de seus próprios interesses.

Mesmo tendo atuado há muitos anos em pesquisa de mídia, eu ainda sou apaixonada por ajudar os jornalistas, blogueiros e profissionais de RP a fazerem bons negócios. Isto demanda, porém, alinhar os dois lados em um trabalho conjunto: o jornalista ou blogueiro listando suas preferências e os Relações Públicas fazendo as pesquisas necessárias para se certificar de que sua história está atingindo as pessoas que querem ouvir sobre isso. Trabalhando juntos somos todos mais eficientes.

Escrito por Victoria Harres, Vice Presidente de Desenvolvimento de Audiência e Mídias Sociais da PR Newswire e a voz por trás do twitter da companhia @PRNewswire.

Fonte: Blog Beyond PR

Traduzido e adaptado por Camila Conte, Gerente de Relacionamento com a Mídia
PR Newswire

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